I know a guy that knows a guy…
9 Aug
Desde que comprei o iphone (que é meu primeiro MP3 player também) comecei a adotar alguns hábitos, como o microblogging (via twitter e escutar músicas em meus traslados entre casa e trabalho.
Como trabalho com internet e mídias digitais, tenho a vocação de ser um power user e multiconectado dos serviços tecnológicos, bem como recentemente o Interney (Edney) falou recentemente em seu blog.
Evoluí das músicas para os podcasts. E descobri um mundo novo. Apesar de ainda assinar muito poucos, a maioria de temática profissional, vejo muito poder nesse formato de mídia (que só é novo pra mim), num nível de comunicação entre veículo e audiência MUITO mais próximo. Quem nunca achou-se amigo de seu locutor de rádio preferido? No Brasil, os maiores comunicadores sempre vieram do rádio. E ainda detêm uma força muito grande.
No podcast esse poder é muito maior. Se no rádio a audiência é enorme, deixando o público mais heterogêneo, no podcast, na parte mais baixa da cauda longa, o público é muito mais homogêneo. Você, como audiência, entende / sabe que aquele conteúdo foi desenvolvido especialmente pra você (ou pra um grupo de pessoas que certamente tem interesses muito próximos ao seu).
Dos podcasts profissionais que tenho assinado destaco o do Brainstorm#9 (Braincast ou BraincastTV), o da Bullet (Podbilitty), o da Espalhe (Podcast de Guerrilha) e o Podcrer, de Michel Lent e Vicente Tardin. Alguns (como esses dois últimos) tem uma atualização sofrível (se seus autores lerem os trackbacks, essa é uma crítica construtiva!!!). Porém os outros dois têm me trazido uma dose (quase) mensal com boas discussões do que acontece no mercado publicitário e digital brasileiro.
Mas o que mais têm me divertido são os podcasts não-profissionais que assino para diversão (obrigado GFortes). Assinei o RadarPOP e o Nerdcast. Ambos têm como temática o mundo pop, sendo que o último com forte pitada nerd (duh!). Não leio o Jovem Nerd, nem sequer o tenho como um veículo qualificado. Mas um dia, gostei tanto da participação do dito cujo no RadarPop que decidi assiná-lo. Que bela decisão!
Definiria o Nerdcast como um papo entre amigos de bar. Tudo parece ser sem censura (apesar dos irritantes bips), sem ordem ou sem pauta. Mas não. Os participantes parecem que estudam a fundo o tema com antecedência, seguem uma pauta (ou um checklist de comentários indispensáveis) e o resultado é diversão COM informação. Impressionante o que aprendi nos últimos dias sobre Batman, Animações nos anos 80 ou mesmo a Guerra do Vietnã! Esse último, em especial, foi hilário. E, sempre recheado pela informação. Nunca me interessei pelo assunto, nem mesmo entendi, ao ver o tema do dia, porque um podcast de nerds iria falar desse tema. Ora, a guerra influenciou MUITO a cultura pop dos anos 70 e 80, com uma série de produções audio-visuais e de entretenimento e lazer inspiradas na guerra: GI-Joes, Rambo, Platoon, Apocalypse Now, etc. Tudo teve como motivação A guerra onde os EUA saíram perdedores!
Pesquisei (pouco) sobre o que a “velha mídia” já beliscou desse formato. Vi alguns na Veja (o do Diogo Mainardi é interessante) ou mesmo alguns na OiFM. O formato serve à velha mídia para mostrar um complemento do conteúdo, e deve ser encarado como oportunidade. Mas, me parece que não o fazem. Um exemplo é um dos líderes de audiência do rádio carioca, que é o programa Rock Bola. Ele está dentro da OiFM mas não disponibiliza seus programas (ou programetes, ou spin-offs) em podcast. Acho de uma mentalidade tacanha, medo de uma mídia que, na cabeça de seus produtores, reduziria a audiência da rádio).
Sugiro a quem não entrou na onda, que entre!
24 Jul
Recebi outro dia um estranho e-mail de minha mãe perguntando se “eu tinha feito isso” (isso = o que estava abaixo na mensagem dela, que era uma referência à linha de comunicação do Hortifruti). Eu, que esperava que ela soubesse que NÃO trabalho no hortifruti (será que ela não sabe?
) dei pouca importância ao e-mail (desculpe mãe) e disse que não, que só tinha contribuído minimamente via Twitter para o Carlos Merigo, publicitário do Brainstorm#9. (Nota: Desde que o Twitter começou a baleiar, não é possível recuperar o twit que eu fiz pro Merigo com a informação – já passa de 3 meses)
Dias depois recebo, neste blog, o comentário de uma mãe de um amigo meu de infância (que está no meu orkut!!!), num post meu que não tinha nada a ver com o assunto, perguntando o mesmo que minha mãe: se eu era o publicitário que tinha criado a campanha do Hortifruti. Ora, liguei uma coisa a outra. Porque duas pessoas desconectas, não afeitas à internet e ao mercado publicitário, me viriam perguntar a mesma coisa?
Dando uma pesquisada no Google descobri: Algumas pessoas, a partir do post do Brainstorm#9 (que fazia uma referência ao meu comentário via Twitter) acharam que eu fosse o publicitário responsável pela campanha. E, pior, na tentativa de repercutir a nota publicada no B#9 transformaram a informação, sem manter o compromisso com a verdade. Resultado: para esses blogueiros virei um publicitário, criador da campanha e criativo da agência MP publicidade , entre outros “elogios” descabidos.
O mais chato disso tudo é que estou aparecendo ERRADAMENTE em buscas naturais no google em busca da campanha do Hortifruti da qual eu NÃO TENHO NENHUMA PARTICIPAÇÃO. Aproveito o post para pedir desculpas ao pessoal da MP Publicidade por qualquer prejuízo que possa lhe ter causado. E deixo o recado aos blogueiros
Ah, aproveitando, sou FÃ da campanha de Hortifruti… Vejam mais peças no site da agência!
1 Apr
Eventualmente tenho visto no Twitter o pessoal comentando em cima do track #NetMovies (*). Como imaginava que já conhecia o serviço, um similar nacional ao NetFlix, que revolucionou a indústria de locação de filmes nos EUA, nem me ocupei em acompanhar o track.
Porém, recentemente, um deles me chamou mais a atenção e fui ver de que se tratava. E vi que fizeram uma excelente ação de geração de buzz. Convidaram alguns blogueiros importantes na blogosfera.br (uma lista fechada, não fui incluído ainda) e fizeram um painel exclusivo para eles, onde mostram, além de um ranking (que blogueiro adora) um compartilhamento da lista de filmes mais populares. Essa lista (super web 2.0) funciona como uma referência inclusive para outros usuários, que talvez queiram ver o que o Edney esteja assistindo. E, melhor, podem ampliar o conceito para fora da blogosfera e chamar alguns críticos de cinema e/ou outros nichos, aumentando ainda mais o conceito.
É a web2.0 efetivamente prestando um serviço ao offline.
UPDATE: fui ver e a ação é da Espalhe… como não quero encher muito a bola deles (a julgar pelos meus últimos posts) começo a revisar meus conceitos
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5 Jun
Estão surgindo serviços novos na web 2.0 para chamar mais e mais gente não blogueira pra compartilhar suas experiências, com o mínimo de esforço. Os últimos dois que vi nesta semana são: