Leo Carbonell

I know a guy that knows a guy…

A Evolução do BBB

O BBB ainda vai ocupar os assuntos na mesa de bar por alguns dias, até arrefecer por completo. Mas o BBB8, com os alegados recordes batidos, que efetivamente derrubaram um dos principais portais do Brasil, foi realmente um sucesso. Diferentemente de outras versões menos populares, voltou esse ano com a corda toda, graças a 3 fatores: a direção/edição dos programas, as incrementadas no formato e o apresentador, ele sim um personagem principal.

O volume de verba publicitária destinada ao BBB8 é assombroso, considerando os formatos avulsos, o pacote principal e os inúmeros merchans (que, particularmente, me pareceram over). Ouvi ontem um número não-confirmado de 380MM, o que é absolutamente incrível.

Com uma média de 12 participantes por edição, mais de 100 anônimos já entraram em nossos lares e fatalmente nem o maior fã desse programa poderia lembrar de 50% desses. Para isso, temos os sites históricos do BBB, mantidos como museu virtual. O que é interessante ver é a evolução gráfica e de geração de conteúdo desde 2001 até hoje, em plena era 2.0. O site atual não leva muitos features de 2.0 (é muito mais unidirecional) mas o layout clean lembra a estética 2.0. Abaixo as principais características de cada site:

BBB1: Full-Banner, um visor tosco que simula uma câmera escondida (útil pois ainda era um formato de programa desconhecido), fotos dos participantes em night-shot. Background PRETO!!!

BBB2: A grande evolução foi um background de conteúdo já branco.

BBB3: Sem grandes evoluções em relação à sua última edição.

BBB4: Fim da bossa do visor de câmera escondida. Visual mais clean, apesar de ainda ter muito elemento escuro no header.

BBB5: A introdução de uma variação do azul causou um dos piores sites do BBB, já em 2005, quando alguns sites 2.0 já começavam a surgir.

BBB6: Pouca diferença em relação a seu antecessor, trazendo ainda mais do azul claro (junto do escuro tradicional) e aumentando consideravelmente as fotos dos participantes.

BBB7: Primeiro com uma vertente 2.0, de layout clean.

BBB8: Curiosamente o primeiro a abolir o full-banner lá do alto. Super clean, ainda mistura bem as cores claras com o LARANJA, cor que denota a plataforma de Entretenimento do portal Globo.com.

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  • Alguém acreditou?…

    …na reportagem que o Fantástico acabou de apresentar, que recebeu uma tentativa de sequestro relâmpago e gravou tudo, depois apresentando uma parte de serviço, mostrando como se precaver desse tipo de crime? Não viu? Veja aqui. Ou leia a matéria aqui.
    Algumas coisas eu não engoli:

    • Os caras receberam o telefonema num telefone fixo?
    • Tinha um gravador a postos? Pronto para ser acionado na rapidez da gravação “Chamada a cobrar, para aceitá-la permaneça na linha”?
    • O bandido não percebeu o profissionalismo do Sr. Paulo? Logo de cara o Sr. Paulo já disse que tinha dinheiro, coisa de 50mil e estava disposto a liberar a grana!
    • Não percebeu também que estava sendo enrolado, ficando no teelfone por três horas?
    • Nem mesmo quando o Sr. Paulo indicou um endereço EM FRENTE ao prédio da Globo?
    • Será que durante 3 horas a Globo não conseguiu acionar uma patrulhinha que seja para abordar os meliantes na moto, logo após virar a esquina da Pacheco Leão? Não seria uma boa cena de perseguição?

    Acho que a Globo não poria à risca sua integridade jornalística forjando tal situação, para atender seu perfil “Infotainment“. Pode ter acontecido, mas, se o tiver feito, é digno de uma perda astronômica de credibilidade.

    UPDATE: Adicionei o link do wikipedia para a difícil palavra Infotainment e corrigi sua grafia.

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  • E houve quem gritasse…

    Parecia final de campeonato… logo após a eliminação de Siri no Big Brother, um sujeito grita pela janela, tal qual num jogo de futebol:

    Féla da puuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuut……………….

    Achei exagerado!

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  • Economista do Fantástico

    Outro dia fui no Zona Sul e avistei, na fila do queijo em frente a mim, o economista Luiz Carlos Edwald, que eventualmente tem um quadro no Fantástico sobre economia doméstica.

    O cara leva na prática seus conselhos:

    • Pediu o presunto mais barato
    • Pediu prova de tudo o que comprou (mas que não entrou no peso)
    • Reclamou do preço de alguns produtos
    • Comprava tudo a granel, lecionando que sempre era a opção mais barata aos pre-embalados.

    Esse cara é bom!

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  • Laura Palmer

    Twin Peaks, li outro dia, “inaugurou a nova era de ouro da TV”. Vários dos grandes sucessos da TV americana hoje devem-se à ousadia deste seriado (que não assisti) com grandes pitadas de proximidade com o real, suspense e narrativa densa. Deste seriado derivam hoje sucessos como 24h, CSI, Dexter, Desperate Housewifes.

    O curioso deste seriado é que a trama central é o assasinato de uma adolescente que aparece muito pouco durante os dois anos de seriado, a maioria das vezes em cenas de flashback, já que o assassinato ocorre no piloto. Isso deve causar uma frustração na artista, que entrou sabendo da morte prematura de sua personagem mas talvez não tivesse a dimensão do estrondoso sucesso que a série ia ter e os benefícios que lhe traria na carreira.

    Bem, achei a Laura Palmer original e vi que seu currículo não foi impulsionado muito pela série. Outros exemplos clássicos de quem não teve nem tempo pro cheiro da glória na tv, em função da morte de seus personagens:

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  • XLI Super Bowl

    Ontem assisti à 41ª edição do Super Bowl, a final da liga americana de Football (NFL). A experiência foi um pouco reduzida pois não pude ver os famosos comerciais da TV americana, neste que é o espaço mais caro da TV mundial. Mesmo assim foi gratificante.

    Quero dizer, assisti os dois primeiros quartos apenas e o show do intervalo. Só hoje consegui ver que o Indianapolis Colts venceu o Chicago Bears por 29 a 17. Estava torcendo pelo perdedor pois, logo no primeiro lance do jogo, numa corrida alucinante, marcou o primeiro touch-down, fato raríssimo e absolutamente emocionante.

    Em seguida apreceu um jogo de várzea, com vários erros provocados pela chuva, fato raríssimo também num jogo tão esperado. Logo o Colts se impôs, virou o jogo e (mesmo eu não tendo visto) abriu grande vantagem pra vitória.

    Fomos ao show do intervalo. Que é muito mais do que um show! É exuberante. Num espaço de 30 minutos eles montaram (e desmontaram) um palco para o Prince tocar. E o palco não era apenas um tablado… Não, seria muito óbvio! Era um palco enorme, no formato do logotipo do Prince (teve uma época que aquela forma era seu nome!), com cenografia e show de fogos sincronizados com a música! Além disso, colocaram cerca de uns 200 fãs dentro de campo para dar um efeito visual de multidão, que se juntaram a uma “marching band” cenográfica no gramado, produzindo um efeito visual deslumbrante.

    Os americanos sabem mesmo montar um espetáculo de entretenimento!

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