Leo Carbonell

I know a guy that knows a guy…

Mi casa es su casa

A Internet e a força (e velocidade de reação) do público é realmente impressionante. Tinha guardado um rascunho de post desde a semana passada, para mostrar como um grande provedor de conteúdo, a CBS, tinha se rendido à web 2.0. Mais que um reconhecimento de que sua capacidade de controlar seu conteúdo era limitada a CBS mandava uma mensagem (que já se via nos últimos 2 anos de produções espetaculares na TV) que estava angariando (e dando força) fãs em outros meios que não só a TV, com conteúdos exclusivos e mistérios especiais resolvidos nas comunidades.

O exemplo maior era o JerichoWiki, um site no estilo Wikipedia de edição exclusiva dos usuários, sem controle (aparente) dos editores (CBS). Na verdade é um site de fãs, suportado pela CBS, que engloba alguns fóruns de discussões. Ponto para a CBS.

O que acontece é que, fiéis à política de não moderação (aparente) o wiki se transformou, na última semana, de uma central do movimento “Save Jericho”, que é a mobilização dos fãs logo após o anúncio oficial do cancelamento da série (no dia 16 de Maio). Em uma semana o site se transformou e mostra demonstrações explícitas (e bélicas talvez) contra a decisão da CBS de cancelamento do programa. E, mesmo assim, continuam no ar, sob a anuência de sua patrocinadora.

Ponto novamente para a a CBS, que permite o conteúdo em volta de suas produções, sem censura ou moderação. Ponto para os fãs e internautas, que mais uma vez mostram sua força.

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  • Cofey was here

    Dilema master em minha vida. Casei-me com uma farmacêutica. Juro que me causaria estranheza casar com uma, pois não conhecia muito o universo dos farmacêuticos, principalmente no Brasil onde a pesquisa é praticamente nula. Pra mim farmacêutico era apenas o pesquisador das drogas. Só não foi estranho (dentre outros motivos não relacionados à sua profissão) pois minha mãe também é farmacêutica, vejam só. Não me venham com complexo de édipo ou outros BS filosóficos, que é simplesmente uma coincidência.

    Tem sido divertido até agora. Aprendi muito sobre a profissão e sobre seu campo de atuação. Porém sempre me vem a dúvida sobre quem tem mais propriedade em tratar os assuntos de drogas, eles ou os médicos. A resposta natural seria os farmacêuticos, que conhecem bem as drogas. Mas os médicos conhecem os pacientes. Fica a dúvida, eterna.

    Outro dia assistindo Curb Your Enthusiasm vi um episódio que retratou fielmente essa dúvida. Vejam na edição abaixo. (Lembrem-se de ligar o espírito besteirol-pateta-ácido de quem assiste este seriado).

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  • Curb your enthusiasm

    Mais uma série que estou vendo: Curb Your Enthusiasm. É natural até que eu goste dela, visto que é realizada pelo co-roteirista de Seinfeld, cujo alter-ego ficcional era o George Costanza.

    A série trata da ivida cotidiana de Larry David, um escritor praticamente aposentado, ap´s ter ficado milionário com a série de maior sucesso nos anos 90. É repleta de reedições das mesmas piadas mas sua edição mostra um compromisso maior com a suposta realidade: se em Seinfeld já era possível identificar correlação com nossa vida cotidiana, nesse é ainda mais possível. Principalmente por ser um projeto da HBO, mais independente que a NBC, por ser um canal a cabo.

    Essa independência da HBO sempre me foi comentada pelo Rushman, amigo do blog. Assinante de TVA desde os primórdios, sempre viu a HBO e acompanhou grandes lançamentos, como Band of Brothers e Rome.

    Abaixo coloco, só pra entrar no clima, o tema musical de entrada da série. Já é pra começar rindo!

     

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  • Séries

    Séries que estou assistindo (baixando) no momento:

    • The Office: alterna bons e maus momentos. O início desta terceira temporada, com a divisão do grupo em dois escritórios, se mostrou um tanto perdida. Agora, com apenas uma nova personagem a mais, a série tem voltado a sua melhor forma. O interessante é que a série usa-se de um romance e este é um das grandes atrações. Interessante pois não era esperado numa série “dilbert” algo na linha romântica onde o espectador (e eu mesmo, que não sou fã deste tipo de TV) torce pelos protagonistas.
    • 24: Um hors concours. Estamos na sexta temporada, que está muito bem amarrada. Um problema é que agora estou uptodate total, não tenho débito de praticamente nenhum episódio. Ontem mesmo estreou o 11º episódio, que espero ver hoje mesmo! É chato ter que esperar 1 semana!!!
    • Studio 60: Grande surpresa. Trata-se de um drama-cômico (ou de uma comédia dramática) sobre os bastidores da produção de um programa de TV (tipo SNL) e se entremeia das relações interpessoais. O grande ponto do programa é que a realidade com que apresentam as situações é espantosa. O programa produzido dentro da ficção certamente é melhor do que 9/10 da produção de ficção televisiva brasileira (incluindo principalmente as novelas). Outro ponto alto da série é um relógio em cena, contando quanto tempo falta para o próximo show ao vivo. Isso pode parecer simples, banal. Mas é crítico, pois a continuidade deve estar SUPER atenta, pois o relógio aparece em cena em grande parte do programa. E nós aqui temos que nos contentar com Zorra Total.
    • 30 Rock: também é uma boa série sobre bastidores de TV, porém esta é simplesmente comédia / escrache. Mas é divertido. Tem como principais atrações a própria produtora / roteirista (Tina Fey), egressa do SNL (grande escola da comédia americana, de onde saíram Eddie Murphy, Mike Myers, Will Ferrell, entre outros) e do Alec Ba;dwin, convidado recordista do SNL.
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  • Laura Palmer

    Twin Peaks, li outro dia, “inaugurou a nova era de ouro da TV”. Vários dos grandes sucessos da TV americana hoje devem-se à ousadia deste seriado (que não assisti) com grandes pitadas de proximidade com o real, suspense e narrativa densa. Deste seriado derivam hoje sucessos como 24h, CSI, Dexter, Desperate Housewifes.

    O curioso deste seriado é que a trama central é o assasinato de uma adolescente que aparece muito pouco durante os dois anos de seriado, a maioria das vezes em cenas de flashback, já que o assassinato ocorre no piloto. Isso deve causar uma frustração na artista, que entrou sabendo da morte prematura de sua personagem mas talvez não tivesse a dimensão do estrondoso sucesso que a série ia ter e os benefícios que lhe traria na carreira.

    Bem, achei a Laura Palmer original e vi que seu currículo não foi impulsionado muito pela série. Outros exemplos clássicos de quem não teve nem tempo pro cheiro da glória na tv, em função da morte de seus personagens:

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  • Maestro

    Hoje Tom Jobim faria 80 anos, estivesse ainda vivo. Não costumo entrar na onda das nostalgias e homenagens póstumas. Quem me conhece mesmo sabe que eu só fico pensando as possíveis ruas e pontos de destaque nas cidades poderiam ser oferecidas em homenagem. No caso do Tom Jobim o aeroporto foi merecido, ainda mais lembrando que ele cantou o galeão em “Samba do Avião”.

    Minha homenagem, mais singela, vem com uma seção já há algum tempo ausente do blog, o Seinfeld Quote of the Day:

    Episode: The Maestro
    Setting: [Jerry's Apartment]

    KRAMER: Hey Maestro!
    MAESTRO: Ah, Kramer.
    KRAMER: I’m in here. How’s it going.
    MAESTRO: Fine.
    JERRY: Hi Bob.
    (Kramer coughs purposely and motions toward maestro with his head)
    JERRY: (Apologetically) Oh, I’m sorry. Maestro.
    KRAMER: Well, this is a surprise ha?
    MAESTRO: I just wanted to drop off this Chinese balm for your burns. It’s supposed to be great stuff. It’s all herbal.
    KRAMER: Oh Maestro, you, what are you doing? You don’t have to do this. Do you believe this Maestro?
    MAESTRO: It’s nothing.
    KRAMER: Yeah, ya know you haven’t been around for a while.
    MAESTRO: Oh yeah, I’ve been at my house in Tuscany.
    KRAMER: Oh Tuscany huh? Hear that Jerry? That’s in Italy.
    JERRY: I hear it’s ah beautiful there.
    MAESTRO: Well if you’re thinking of getting a place there don’t bother. There’s really nothing available.
    JERRY: (Surprised) Huh?
    (Elaine enters from bathroom)
    MAESTRO: (Seeing Elaine) Oh!
    ELAINE: Hello.
    MAESTRO: Well Hello. And who might you be?
    ELAINE: I might be Elaine.
    JERRY: This is a, Bob Cobb.
    KRAMER: Maestro.
    ELAINE: Oh, Maestro.
    MAESTRO: It is my very great pleasure. (Kisses Elaine’s hand)
    ELAINE: Enchante.

    =======================

    KRAMER: You know you hurt the Maestro’s feelings.
    JERRY: Oh what, because I didn’t call him Maestro?
    KRAMER: That’s right.
    JERRY: Ya know I feel a little funny calling somebody Maestro.
    KRAMER: Why?
    JERRY: Because it’s a stupid thing to be called.
    KRAMER: Jerry he’s a conductor.
    JERRY: Oh conductor. He conducts the Policeman’s Benevolent Association Orchestra.
    KRAMER: Well, he’s still a conductor.

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  • Jack Bauer vazou

    Ontem descobri, conversando com o GG, que os 4 primeiros episódios da sexta temporada de 24 vazaram para a internet. A temporada ainda não estreou, tem estréia prevista para semana que vem.

    Especula-se que a CTU esteja usando alguns dos seus equipamentos de tortura para “follow the lead” que levaria ao traidor que vazou os episódios. Há inclusive a suspeita de agentes duplos, infiltrados dentro da própria CTU!

    Entre mortos e feridos, já estou baixando!!! QSF!!! :D

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  • Aeroportos

    Outro dia uma notícia no Globo mostra que o faturamento das lojas de aeroporto aumentou consideravelmente nesses dias de apagão aéreo. Além no aumento das vendas os comerciantes devem ter aproveitado e reajustado seus preços, tornando-os ainda mais abusivos. Como bem disse o Seinfeld!

    Episode: The Limo
    Setting: Nightclub

    Do you think that the people at the airport that run the stores have any idea what the prices are every place else in the world? Or do you think they just feel they have their own little country out there and they can charge anything they want? You’re hungry? Tuna sandwich is nine dollars. You don’t like it; go back to your own country. I think the whole airport airline complex is a huge scam just to sell the tuna sandwiches. I think that profit is what’s supporting the whole air travel industry. I mean think about it; the terminals, the airplanes, it’s all just a distraction so that you don’t notice the beating that you’re taking on the tuna.

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  • Em construção

    Hoje, voltando do jogo, passei em frente ao novo Shopping Leblon, que está em fase final de construção. Como eu estava de ônibus, consegui ter uma boa olhada na fase final de acabamento, nos rápidos 30 segundos que fiquei em frente à obra. Será um shopping diferente, pois é muito grande, e tenho dúvidas quanto a seu sucesso imediato. Porém, o que mais me interessou foi a obra mesmo. Homem tem isso: gosta de falar de negócios e de obras. Lembrou-me um dos primeiros episódios de Seinfeld.

    Episode: Male Unbonding
    Setting: Nightclub

    JERRY: Most men like working on things, tools, objects, fixing things. This is what men enjoy doing. Have you ever noticed a guy’s out in his driveway working on something with tools, how all the other men in the neighborhood are magnetically drawn to this activity. They just come wandering out of the house like zombies. Men, it’s true, men hear a drill, it’s like a dog whistle. Just.. you know, they go running up to that living room curtain, “Honey, I think Jim’s working on something over there.” So they run over to the guy. Now they don’t actually help the guy. No, they just want to hang around the area where work is being done. That’s what men want to do. We want to watch the guy, we want to talk to him, we want to ask him dumb questions. You know, “What are you using, the Philips head?” You know, we feel involved. That’s why when they have construction sites, they have to have those wood panel fences around it, that’s just to keep the men out. They cut those little holes for us so we can see what the hell is going on. But if they don’t cut those holes – we are climbing those fences. Right over there. “What are you using the steel girders down there? Yeah, that’ll hold.”

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  • Namoro ou Amizade

    Não é meu caso, pois há muito não começo a namorar ninguém :P … Mas hoje me veio a cabeça um clássico Seinfeld Quote, de um dos episódios mais clássicos.

    Episode: The Virgin
    Setting: Jerry and George at Monk’s

    Jerry: So, are you gonna go out with her?
    George: I might.
    Jerry: What about Susan?
    George: What? I’m not married. I’m not allowed to go out with somebody else?
    Jerry: Depends.
    George: Depends on what?
    Jerry: On many factors.
    George: Like what?
    Jerry: Well, how long you’ve been seeing her. What’s your phone call frequency? Are you on a daily?
    George: No. Semi-daily. Four or five times a week.
    Jerry: What about Saturday nights? Do you have to ask her out, or is a date implied?
    George: Implied.
    Jerry: She got anything in your medicine cabinet?
    George: There might be some moisturizer.
    Jerry: Ah hah. Let me ask you this. Is there any tampax in your house?
    George: (Pause) Yeah.
    Jerry: Well, I’ll tell you what you’ve got here.
    George: What?
    Jerry: You got yourself a girlfriend.
    George: Ah, no, no. Are you sure? A girlfriend?
    Jerry: I’m looking at a guy in a semi-daily with tampax in his house and an implied date on Saturday night. I would like to help you out, but…
    George: Would you believe my luck? The first time in my life I have a good answer to the question, “What do you do?” and I have a girlfriend. I mean, you don’t need a girlfriend when you can answer that question. That’s what you say in order to get girlfriends. Once you can get a girlfriend, you don’t want a girlfriend, you just want more girlfriends.
    Jerry: You’re going to make a good father someday.
    George: Well it’s not fair, Jerry. It’s just not fair. All right, all right. That’s it. I’m getting out of this thing.

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