Leo Carbonell

I know a guy that knows a guy…

Invasão de Privacidade no Facebook

Entrei no Facebook outro dia e me deparei com o seguinte banner:

Privacidade?

Me alertou que o banner sabia que eu faço parte de um grupo Coca-Cola dentro do próprio Facebook. Nunca fui muito preocupado com o uso de minhas informações ou a minha privacidade: disponibilizo na web apenas coisas públicas, nada muito particular. Mas, esse me incomodou um pouco. Uma coisa é servir anúncios segmentados, de acordo com o meu perfil demográfico, não identificando o usuário. Outra coisa, e é o exemplo, é pegar um dado unitário e aplicá-lo num banner. É invasão de privacidade (apesar de ser um bom uso de técnicas de “mala direta”).

Fui revisar a política de privacidade e como o Facebook trata a privacidade. Uma coisa bacana é que a privacidade é tratada de forma clara (e não escondida num texto enorme que NINGUÉM lê). Porém, não enxerguei em nenhum momento que os anúncios terão acesso ao meu perfil. A área de privacidade é composta de Perfil, Busca, News e Mini-feed e Applications. Na área de Profile minhas opções são de mostrar minhas informação de contato e perfil APENAS para minhas networks (ali incluso uma da Coca-Cola) e amigos. E, na área de Applications, mostram os applications tem acesso ao meu perfil, incluindo as networks que faço parte. Porém, o que estava acessando o perfil era uma peça de mídia, e não um application. E, lá em Privacy > Applications do Facebook existe a informação que não será vendida minha informação pessoal (abaixo o grifo NÃO é meu):

Please note:

  • Facebook does not sell your information.
  • Your contact information is not exposed by the Facebook Platform.
  • Applications that you opt into are not subject to the privacy settings below.
  • Your other Facebook privacy settings combine with these settings. Explain more

Eu até imagino que o tal anunciante não esteja armazenando essa informação. Mas o próprio uso da informação é praticamente um “aluguel” e se alguém está levando alguma vantagem financeira com minha informação eu não concordo com isso.

Ponto negativo para o Facebook, que recentemente alcançou a impressionante marca de 100milhões de usuários.

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  • FHC – Cartas a um jovem político

    Li recentemente esse livro de FHC. É um pequeno livro, quase de bolso, em que ele, sem fazer uma auto-biografia ou livro de memórias, traz suas experiências endereçadas ao tal jovem político, que queira ingressar nessa profissão, pincelando sempre com fatos de sua história como, na minha opinião, o maior presidente que o país já teve nos últimos 30 anos.

    O livro é MUITO bom. Uma aula. O sujeito não perde uma: todas as análises que faz sobre sua administração, seus erros e acertos, suas lições para a vida estão absolutamente corretos. E escreve para registrar na história e reiterar pontos que já tinha defendido. Aliás, eis mais uma qualidade do livro (e do autor): coerência… Ele foi “acusado” de ter proferido a frase “esqueçam o que escrevi” e é justamente o contrário. Ele dá uma aula de sustentação de opiniões, análises de cenário e conduta profissional.

    Uma passagem curiosa que ele passa aconteceu curiosamente hoje. Ele conta que, depois de sair da presidência, seus passos continuam vigiados, como se estivesse sempre em campanha. E comenta o fato de um dia ter ido comer um sanduíche na padaria e ficou preocupado se alguém ia dizer isso. E hoje, no O Globo, na coluna do Ancelmo Gois, há uma nota em que ele foi jantar ontem no Cipriani com o Armínio Fraga e mais uma comitiva de economistas. Ué? O cara não podia estar indo jantar com amigos, e por acaso são todos economistas?

    O livro é uma carta a um jovem profissional, não apenas político. Talvez mais especificamente um profissional de relações humanas, menos as profissões técnicas, mas daqueles que a arte da política (aliás, outro livro dele, já na minha lista) é fundamental para o sucesso profissional.

    Li o livro curiosamente em um dia. Nunca tinha feito isso antes, o que pra mim torna-se um marco, mesmo sabendo que é um livro pequeno (200 páginas em um formato menor que o convencional mas não de bolso). A forma de escrita, porém, é o que faz o livro ser devorado.

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  • Alopra

    Trechos do artigo de Mangabeira Unger, futuro “Ministro do Futuro”, ou, titular da SEALoPra (Secretaria Especial de Ações a Longo Prazo). O artigo é do final de 2005. Naquela ocasião o intelectual, já mostrando sua vocação do longo prazo, atacava o então presidente para ele, o dito intelectual, cavar uma oportunidade surreal como candidato à própria presidência. Vale a leitura.

    “Afirmo que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional. Corrupção tanto mais nefasta por servir à compra de congressistas, à politização da Polícia Federal e das agências reguladoras, ao achincalhamento dos partidos políticos e à tentativa de dobrar qualquer instituição do Estado capaz de se contrapor a seus desmandos.

    Afirmo ser obrigação do Congresso Nacional declarar prontamente o impedimento do presidente. As provas acumuladas de seu envolvimento em crimes de responsabilidade podem ainda não bastar para assegurar sua condenação em juízo. Já são, porém, mais do que suficientes para atender ao critério constitucional do impedimento. Desde o primeiro dia de seu mandato o presidente desrespeitou as instituições republicanas.

    Imiscuiu-se, e deixou que seus mais próximos se imiscuíssem, em disputas e negócios privados. E comandou, com um olho fechado e outro aberto, um aparato político que trocou dinheiro por poder e poder por dinheiro e que depois tentou comprar, com a liberação de recursos orçamentários, apoio para interromper a investigação de seus abusos.

    Afirmo que a aproximação do fim de seu mandato não é motivo para deixar de declarar o impedimento do presidente, dados a gravidade dos crimes de responsabilidade que ele cometeu e o perigo de que a repetição desses crimes contamine a eleição vindoura. Quem diz que só aos eleitores cabe julgar não compreende as premissas do presidencialismo e não leva a Constituição a sério.

    Afirmo que o governo Lula fraudou a vontade dos brasileiros ao radicalizar o projeto que foi eleito para substituir, ameaçando a democracia com o veneno do cinismo. Ao transformar o Brasil no país continental em desenvolvimento que menos cresce, esse projeto impôs mediocridade aos que querem pujança.

    Afirmo que o presidente, avesso ao trabalho e ao estudo, desatento aos negócios do Estado, fugidio de tudo o que lhe traga dificuldade ou dissabor e orgulhoso de sua própria ignorância, mostrou-se inapto para o cargo sagrado que o povo brasileiro lhe confiou … “

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  • Posição

    Ontem almocei no Ekko’s, pela primeira vez desde minha volta à Botafogo. Restaurante muito bom, um quilo sofisticado e o ambiente muito agradável (eles aproveitaram uma parte externa do casarão e aumentaram a quantidade de mesas disponíveis, sem parecer um “puxadinho”, com elegância).

    O que me impressionou positivamente é que, logo na entrada, havia uma mini campanha de endosso à candidatura de Denise Frossard ao governo do estado, sob a seguinte marca: “O Restaurante Ekko’s prestigia quem sempre nos apóia”, com uma foto da candidata no restaurante. Simples, nada “comitêresco”.

    É uma posição complicada. Muitos comerciantes temem perder clientela ao assumir posições políticas. Outros, ao contrário, transformam seus comércios em um comitê eleitoral avançado, transformando a experiência do cliente em seu comércio em uma imersão eleitoral. No Ekko’s não. Não era uma propaganda. Era um apoio, um endosso. Na medida certa. Tem meu apoio.

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  • Tá resolvido

    Vamos ficar combinados assim: divida-se o Brasil em dois, o do Norte e o do Sul. E cada qual terá seu governante merecido.

    É verdade que eu, aqui no Rio, estaria na metade que ficou com o Lula. Mas, antes da independência do Brasil meridional eu trataria de voltar pra SP e voltar a morar num país não governado pelo Lula!

    Vejam no mapa a vitória do Lula (vermelho) e Alckmim, por estado. A única exceção geográfica fica em Roraima. Mas podemos vender esse território. Não me importaria de entregá-lo à Bolívia. :)

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  • Delegados na Política

    Falei pouco de eleições e política nesse período eleitoral. Devia ter escrito mais, “contra tudo isso que tá aí!” como diz a senadora alagoana. Mas não o fiz. Comecei esse período eleitoral decidido a anular meu voto. Já tinha anulado no plebiscito do ano passado, no que achávamos auge da crise de credibilidade do atual governo. Era uma decisão firme e propositada para o resto da vida. Mas não durou nenhum ano. Hoje estou vendo que terei que fazer voto útil, para tentar impedir que o Lula chegue lá de novo!

    Bem, falando de eleições propriamente ditas, hoje fui até a Barra. (Meus leitores paulistas podem encher-se de inveja pois nessa minha nova temporada carioca estou curtindo bastante a cidade e os dias de inverno-primavera estão muito bonitos.) No caminho passei pelo mar de propaganda que infesta a cidade. Esse ano já está muito melhor, pois não há galhardetes nem outdoors. Mas os galhardetes humanos são terríveis.

    Reparei na viagem à Barra uma grande quantidade de candidatos envolvidos no sistema de justiça: são policiais, delegados e juízes. Esse fenômeno é muito sintomático do problema grave de violência urbana que vivemos. Por isso esses candidatos, que ganharam alguma projeção na mídia, tentam a sorte. Veja os que listei, dos mais “sérios”:

    • Fernando Moraes: Esse é um delegado da DAS, que faz um destaque em sua propaganda com essas letras da Delegacia Anti-Sequestro. Não conhecia.
    • Zaqueu Teixeira: Foi chefe de polícia civil da Benedita.
    • Marcelo Itagiba: Secretário de segurança dos Garotinhos…
    • Álvaro Lins: Mais um chefe, no império dos Garotinhos…
    • Marina Magessi: Delegada…
    • Luiz Eduardo Soares: Mais um secretário de segurança…
    • Juíza Denise Frossard: um fenômeno…

    Se vivêssemos num país sério, perguntaria: é melhor ter um bom policial na política ou deixá-lo em sua área de expertise? Mas, como vivemos aqui neste Brasil, e estes carinhas estão só querendo seu benefício, não coloco a pergunta no ar…

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  • Highlights

    Aproveito o dia para separar alguns highlights da Carta endereçada pelo ex-presidente FHC aos correligionários de seu partido. A carta tem outros trechos interessantes, mas separo esses e dou meu apoio e respeito ao ex-presidente.

    “Para que não pairem dúvidas: é do Presidente e de seu partido (ou deveria dizer ex-partido?) que falo acima, pois são eles, inquestionavelmente, os responsáveis por deixar que os piores setores da política ocupem a cena principal, expondo o país às misérias a que todos assistimos indignados. E mais indignados ficamos quando vemos o Presidente e seus arautos passarem a mão na cabeça dos que “erraram” (como se eles próprios não fossem os culpados) com a desculpa de que “todos são iguais” ou, então, em versão mais sofisticada da mesma falta de vergonha, dizerem que “a culpa é do sistema”.”

    “…é descabido aceitar que a política econômica atual seja a continuidade da nossa. Sim e não. Mantiveram o que era óbvio (metas de inflação, câmbio flutuante e superávits primários), pois do contrário já estaríamos a ver os protestos das donas de casa contra a inflação e a carestia. Mas, sem avanços nas reformas e sem ousadia diante de um panorama favorável na economia mundial, o custo da aplicação dessas medidas será grande.”

    “Agora, diante da conjuntura eleitoral e para compensar os anos de carência, veio a bonança às custas do futuro: aumentos de salário, expansão das bolsas, expansão do crédito, antecipação do décimo terceiro salário dos funcionários etc.”

    “Isso sem esquecer do “aparelhamento” do estado, com as sucessivas nomeações de “companheiros” e aliados, sem a devida qualificação técnica. Processo que alcança grau máximo de irresponsabilidade quando são nomeados políticos derrotados ou apaniguados para ocuparem posições nas agências reguladoras, causando temor nos investidores dada a politização de uma área do governo cuja respeitabilidade e independência técnica é essencial para atrair investimentos.”

    “E não devemos temer a Bolsa-família. Ela não apenas resultou de programas que nós criamos (inclusive a preparação técnica para a unificação dos programas) como vem sendo desvirtuada pela velocidade eleitoreira com que cresce e pelo descuido na verificação da satisfação de requisitos para sua obtenção. E sobretudo porque tem sido feita no embalo da pura propaganda eleitoral, tornando um propósito saudável, pois inauguramos estes programas como um “direito do cidadão”, numa benesse do papai-Presidente. Na verdade por este caminho formar-se-á uma nova clientela do governo. Se a ela somarmos a clientela dos assentados pela reforma agrária que não são emancipados, quer dizer, que não produzem para pagar seus compromissos e dependem a cada ano de novas transferências de verbas orçamentárias, estaremos criando o maior exército de reserva eleitoral da história. Aí sim caberá o “nunca se viu neste país…”!”

    “É preciso dizer com todas as letras e toda a força que a privatização da Telebrás foi um sucesso absoluto, que o preço pago pelo que o Estado possuía dela (20% do capital total, embora de controle) talvez não corresponda hoje ao valor total das empresas de telecomunicações e que o povo se beneficiou enormemente, dispondo o país de um moderno sistema de comunicações, sem o qual não haveria internet nem modernização produtiva.”

    “Onde estão as PPP? Nenhuma saiu do papel, sem esquecer que quando privatizávamos, o Tesouro recebia recursos dos particulares enquanto que agora, com a filosofia lulista das PPP, dá-se o contrário: é o Tesouro quem dá dinheiro aos particulares para que eles invistam…”

    “Enquanto hesitamos na política externa, dando margem à difusão de que acreditamos que para combater o hegemonismo político-ideológico é preciso seguir a tradição populista latino-americana, nada fazemos para garantir acordos comercias que nos interessam, isolando-nos cada vez mais em um Mercosul enfraquecido por nossa falta de liderança. “

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  • Não vote II

    Vou me permitir pela primeira vez repostar. Revendo alguns programas políticos (e alguns links que chegam via YouTUBE) acho que é a hora de usar este artifício. Agora, darei exemplos. Clique nos links para verificar que tipo de político você não deve votar.

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  • Tecnologia vs. Emprego

    Sou contra! (hehehe, tenho a impressão de ser um dos blogueiros mais mal-humorados do planeta!) Durante o período eleitoral alguns políticos fazem questão de apresentar seu currículo no exercício de cargos eletivos. Um deles é o Dornelles. Concordo com a propaganda que o Sergio Cabral faz dele que este deve ser o candidato a senador com maior currículo em todo o Brasil. Deve ser verdade, o que, porém, nem sempre é um benefício. Este sujeito, a exemplo do PFL, está na política desde que Cabral chegou perdido ao Brasil. Pra ele funciona às avessas a máxima espanhola. Com ele é: ‘Hay gobierno, me voy junto’!

    Bem, uma das bandeiras deste político é ter “…proibido o sistema de self–service nos postos de gasolina, salvando o emprego de mais de 200 mil trabalhadores frentistas.”. Ora, podem me chamar de insensível, mas não consigo admitir que, mesmo num país miserável, tenhamos que ser submetidos a um sistema trabalhista que não privilegie a evolução e a tecnologia, mesmo que isso garanta alguns empregos a mais. Alguns por que tenho certeza q não seriam todos os postos por esse brazilzão que ofereceriam self-service. E duvido que tivesse um único posto exclusivamente self-service se tal lei não tivesse sido imposta para nós, cidadãos e consumidores. Eu preferiria pagar menos na gasolina se eu mesmo tivesse que colocá-la. Ou, às vezes, eu até pagaria a mais, se tivesse cansado ou bem arrumado para um casamento, por exemplo. Mas a decisão teria que ser minha, não deste sujeito. Aliás, como deve ser a auto estima de um desses frentistas que tem a certeza que sua função é supervalorizada exclusivamente por causa de uma canetada, pois na prática seria bem menor do que efetivamente é.

    Este comentário vale também em outros casos, como trocador de ônibus, flanelinha-vaga certa, caixa de banco, entre outras. Na verdade alguns casos permaneceriam válidos, mas não todo esse contingente de pessoas. Aliás, sinto pelas pessoas, e reconheço que minha forma de pensar leva a um caminho perigoso, inclusive para meu caso profissional, mas tenho certeza que quando as pessoas se esforçam em função de uma situação adversa conseguem seus objetivos e mudar de ofício. Agora, amparar artificialmente profissionais exclusivamente por gatilhos legais não traz, no meu entendimento, nenhum benefício ao país.

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  • Jerry Fontana

    Complementando o post de hoje, começou na internet a campanha de Jerry Fontana, o seu candidato. Se você acha que política é uma grande safadeza, seu candidato é JERRY FONTANA – 22269.

    Para participar da campanha basta baixar a moldura abaixo e colar sua foto no espaço e incluir em seu Orkut, Messenger, foto no mural da faculdade, crachá de sua empresa. Não fique de fora dessa!!!

    Jerry Fontana

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