Leo Carbonell

I know a guy that knows a guy…

Começando forte nessa nova série, com dois post logo em sequência, lembro os amigos que sou um expert na procura de imóveis. Já passamos por 2 mudanças de apartamento (no casamento e a última em 2005) e posso ser considerado um turista imobiliário (gosto muito de ver apartamentos).

Uma das histórias dessas épocas é que eu, prático que sou, já descartava imóveis só pela descrição. Costumava não cair nas conversas do corretor. Vi muita porcaria, mas a maioria batia com o que havia solicitado.

Uma das porcarias que vi foi quando estava sendo atendido por uma corretora chamada Delmar (nome fictício). Conheci Delmar pela primeira vez que ligava para uma corretora X e decidi focar meu relacionamento apenas com ela. Logo na primeira visita ela se apresenta: “Oi, sou Delmar. Eu não sou corretora, estou corretora!”. Isso, como vocês podem imaginar, encheu-nos de confiança na dona… :) Delmar costumava nos levar em muitas porcarias e devo a ela grande parte de meu aprendizado :)

O ápice (e final) de nossa relação foi quando ela nos levou num apartamento praticamente destruído. Horroroso o apartamento, mas provavelmente não o pior de todos os que já vi nessas sagas. D. Delmar ficou tão sem graça, mas tão sem graça, que não teve coragem de se despedir de nós. Ficou com a cabeça baixa, murmurando alguns impropérios consigo mesmo, se afastou de nós. Acredito piamente que algumas lágrimas caíram.

Quem já passou por isso sabe como é! :)

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  • Inicio uma nova série, após o hit Seinfeld Quote: “Na época eu não blogava” trata, como o nome sugere, dos meus últimos 30 anos, antes de me tornar esse blogueiro que vos escreve. São vários casos reais que gostaria de ter compartilhado com todos os meus amigos mas não tinha a ferramenta para tal. Hoje tenho :)

    Vou listar, para debutar a série, as besteiras ditas por professores que ouvi na faculdade de administração, na PUC-Rio, uma das melhores da cidade. O ensino era bom, algumas coisas interessantes aprendi ali, principalmente cadeiras básicas como contabilidade, teorias de administração e recursos humanos. Porém, em matérias mais, digamos, não-convencionais, às vezes parecia um freak show. Vamos a algumas:

    • O Gallant Hotel é fruto de um empresário de visão, para construir um hotel para executivos, antes mesmo do teleporto do Rio ficar pronto. Professor desconhecido de Estruturas e Processos Organizacionais
      • Ora! O cara nunca ouviu a nenhuma propaganda do hotel. Nas rádios, na época, ele se anunciava como “O ponto G do Rio”.
    • Unique Selling Proposition é o que qualquer peça de propaganda deve ter. Nenhuma peça de propaganda com mais de um benefício apresentado será bem sucedido. Professor Daniel Plá, de Gerência de Propaganda.
      • É comuníssimo a presença de caronas em filmes de propaganda, uma cartela que mostra um benefício adicional, quer seja uma promoção ou um “e tem mais”.
    • Não existe a possibilidade de uma peça de propaganda ser bem sucedida se houver nela qualquer palavra com conotação negativa. Nunca use palavras “Não”, “Nunca”, “Nada”, mesmo que seja para apresentar o seu contraponto. Professor Daniel Plá, de Gerência de Propaganda.
      • Na época a MasterCard ainda não tinha lançado a campanha “Priceless”, apenas para citar um exemplo recente.
    • O Émail é uma das grandes ferramentas de hoje! Professor desconhecido de Estruturas e Processos Organizacionais (pronuncia-se É-MA-IU. Repare que não é i-meio, é É-MA-IU mesmo)
      • Até descobrir o que o cara estava falando demorei um pouco. Isso numa época que não era tão incomum o uso de emails…
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