Leo Carbonell

I know a guy that knows a guy…

Ipod, Itunes, Música e que tais

Comecei a “ripar” nossa coleção de CDs aqui em casa. Ainda não fiz nem 20% e já ultrapassei 2GB de músicas, em CDs originais (esse orgulho é um resquício da minha época não pirateira!). Tenho muitas decisões a tomar a partir de agora:

  • Transformo minha aparelhagem de som doméstica em simplesmente caixas de som espalhadas pelos cômodos, levando um único ipod para abastecê-las, com os playlists desejados?
  • Ripei no formato ipod (quando eu vi já estava assim). Será que tenho que converter tudo ao mais universal mp3?
  • Devo comprar um ipod mesmo, no futuro breve… Qual devo comprar? E que lista de acessórios terei que ter?
  • E se faltar espaço no computador? :)
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  • Maestro

    Hoje Tom Jobim faria 80 anos, estivesse ainda vivo. Não costumo entrar na onda das nostalgias e homenagens póstumas. Quem me conhece mesmo sabe que eu só fico pensando as possíveis ruas e pontos de destaque nas cidades poderiam ser oferecidas em homenagem. No caso do Tom Jobim o aeroporto foi merecido, ainda mais lembrando que ele cantou o galeão em “Samba do Avião”.

    Minha homenagem, mais singela, vem com uma seção já há algum tempo ausente do blog, o Seinfeld Quote of the Day:

    Episode: The Maestro
    Setting: [Jerry's Apartment]

    KRAMER: Hey Maestro!
    MAESTRO: Ah, Kramer.
    KRAMER: I’m in here. How’s it going.
    MAESTRO: Fine.
    JERRY: Hi Bob.
    (Kramer coughs purposely and motions toward maestro with his head)
    JERRY: (Apologetically) Oh, I’m sorry. Maestro.
    KRAMER: Well, this is a surprise ha?
    MAESTRO: I just wanted to drop off this Chinese balm for your burns. It’s supposed to be great stuff. It’s all herbal.
    KRAMER: Oh Maestro, you, what are you doing? You don’t have to do this. Do you believe this Maestro?
    MAESTRO: It’s nothing.
    KRAMER: Yeah, ya know you haven’t been around for a while.
    MAESTRO: Oh yeah, I’ve been at my house in Tuscany.
    KRAMER: Oh Tuscany huh? Hear that Jerry? That’s in Italy.
    JERRY: I hear it’s ah beautiful there.
    MAESTRO: Well if you’re thinking of getting a place there don’t bother. There’s really nothing available.
    JERRY: (Surprised) Huh?
    (Elaine enters from bathroom)
    MAESTRO: (Seeing Elaine) Oh!
    ELAINE: Hello.
    MAESTRO: Well Hello. And who might you be?
    ELAINE: I might be Elaine.
    JERRY: This is a, Bob Cobb.
    KRAMER: Maestro.
    ELAINE: Oh, Maestro.
    MAESTRO: It is my very great pleasure. (Kisses Elaine’s hand)
    ELAINE: Enchante.

    =======================

    KRAMER: You know you hurt the Maestro’s feelings.
    JERRY: Oh what, because I didn’t call him Maestro?
    KRAMER: That’s right.
    JERRY: Ya know I feel a little funny calling somebody Maestro.
    KRAMER: Why?
    JERRY: Because it’s a stupid thing to be called.
    KRAMER: Jerry he’s a conductor.
    JERRY: Oh conductor. He conducts the Policeman’s Benevolent Association Orchestra.
    KRAMER: Well, he’s still a conductor.

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  • Show do Los Hermanos – Na íntegra

    Conforme prometido, o show, em duas partes.

    Não se assustem. Não está editado, mixado ou pós-produzido, obviamente.

    Créditos: Blog Los Hermanos (pós editado por mim).

    Set List:

    Parte_01

    1. Dois Barcos (4)
    2. Primeiro Andar (4)
    3. O Vento (4)
    4. Além do que se vê (Ventura)
    5. O Vencedor (Ventura)
    6. Armação Ilimitada
    7. Condicional (4)
    8. Azedume (Los Hermanos)
    9. O Velho e o Moço (Ventura)
    10. Morena (4)
    11. Pois é (4)
    12. Último Romance (Ventura)

    Parte_02

    1. Casa pré-fabricada (Bloco do eu sozinho)
    2. Todo carnaval tem seu fim (Bloco do eu sozinho)
    3. Paquetá (4)
    4. Cara estranho (Ventura)
    5. Anna Julia (Los Hermanos)
    6. De onde vem a calma (Ventura)
    7. Quem sabe (Los Hermanos)
    8. Retrato pra Iaiá (Bloco do eu sozinho)
    9. Sentimental (Bloco do eu sozinho)
    10. Deixa o verão (Ventura)
    11. A Flor (Bloco do eu sozinho)
     

    icon for podpress  Los Hermanos - Morro da Urca 16/12/06 - Parte 01 [43:55m]: Play Now | Play in Popup | Download


     

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  • Los Hermanos no Morro da Urca

    Graças a Deus eu fui nesse show!!! Outro dia escrevi sobre os shows que não tinha ido e que me arrependia e incluí o show do Cine Íris. Desde então fiquei na espreita para o próximo show aqui no Rio e o do último final de semana foi o escolhido. Eles entram em recesso por alguns meses agora então era uma oportunidade imperdível mesmo.

    O show começou com um atraso enorme. Iria começar 23.30h e começou 0.30h. Mas valeu a pena. Logo que a cortina se abriu o cenário mostrava que o show era da Turnê de 4, último disco, com músicas mais introspectivas e contemplativas. E realmente, no frigir dos ovos, a maior parte das músicas era deste último álbum. Porém, sabedores de que seu público nutre verdadeira devoção e normalmente performa uma catarse coletiva, principalmente nas músicas mais “pauleiras”, fizeram um bom ajuste entre os 4 discos lançados.

    A qualidade de execução musical do show, pensei na ocasião, foi muito “pior” do que a do Cine Iris, mesmo sabendo que estava comparando um DVD produzido com um show convencional. Reparava nisso pela concentração dos músicos e os eventuais acordes dissonantes. Porém, discutindo depois com uma amiga que foi no show do Cine Íris, conheci que o produto final foi resultado de inúmeros takes :-)

    Estou preparando um podcast com a íntegra do show. Na verdade será para eu mesmo ouvir durante os dias de trabalho. Mas quem quiser também poderá voltar aqui para ouvir o show. Lembrem-se, porém, que o registro é não-equalizado e não-produzido.

    Por ora, deixo um dos melhores momentos do show, a última música, ápice do evento.

     

    icon for podpress  Standard Podcast [3:55m]: Play Now | Play in Popup | Download

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  • Morro da Urca

    Outro dia fui no Morro da Urca, num show dos Los Hermanos (a ser coberto em um próximo post), na temporada de verão do Noites Cariocas. O show foi espetacular, porém a organização do evento me impressionou também pelo esmero.

    • Logo na chegada à Urca havia um pelotão de operadores de trânsito, vestidos de terno, orientando o público a utilizar o serviço de valet parking do evento, fugindo da armadilha dos flanelinhas. Detalhe: FREE! Óbvio que não é free-free… O ingresso, a suados R$90, subsidia esse mimo. Mas vale a pena. O serviço de manobrista é muito eficiente, com um espaço de vagas que deve chegar as 300 vagas facilmente (é num terreno de estacionamento diurno da UNI-RIO)
    • A pequena caminhada até o bondinho do Pão de Açucar é bem cercada de seguranças (apesar de a área já ser bem segura, por ser militar).
    • A entrada (em batch, ou seja, de 70 em 70 pessoas, a cada 5 minutos), que poderia ser crítica num evento como esse, foi muito bem organizada, colocando o público organizadamente em “currais”, esperando pacientemente. Como o show só começaria num horário definido e como havia um pré-evento (distribuindo a circulação por vários horários) a entrada não fico muvuquenta.
    • No bondinho, mais seguranças, impedindo que os bêbados pulassem, desestabilizando o veículo. Mas, não os impediam de se divertir, cantar, etc.
    • A propósito a quantidade de seguranças ao longo do evento todo é impressionante. Vários pela pista, pela área do Morro da Urca, ao redor do palco e lá embaixo na Urca.
    • Lá em cima os organizadores tentam monetizar ainda mais o evento. Quilos de estandes de empresas parceiras do evento, como a OiFM, Caixa, Unimed, A!BodyTech, SonyEricsson.
    • A propósito de novo sobre o ingresso, considerando a média de R$75 por ingresso(visto que a meia entrada deve ser maioria e custa R$62) e uma lotação máxima de 1300 pessoas, com R$100mil de faturamento de ingressos diários, R$200mil semanal e R$800mil no mês, durante apenas 3 meses no ano, a monetização dos espaços deve realmente complementar bem essa renda que, se não é pouca evidentemente, certamente não é exorbitante, tamanha a quantidade de serviços proporcionados.

    Surpresa boa!

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  • No boxe…

    … nunca aposte no branco. Esse é um quote de Corra que a polícia vem aí 2 1/2 que estou tropicalizando com: No samba, nunca aposte no branco! :)

    Outro dia tivemos a festa de final de ano da empresa. Festa estranha, gente esquisita (brincadeira, gente muito boa e num lugar bacana – Estrela da Lapa) onde foi anunciado um show de um tal Leonardo Fregonesi. Ora, imaginava que o local era um reduto do samba e choro, como a maioria das casas da Lapa. E o nome já me soou estranho quando li no convite.

    Chegando lá a surpresa se confirma. Era realmente um show de samba, porém de um garoto magrelo-branquelo, provavelmente oriundo da Barra, que fazia as vezes de sambista. Juro, o cara tinha malemolência e realmente compôs seus sambas. Não era de todo mal inclusive, mas a figura não era nada crível. O cara ficou no palco por dois atos de 40 minutos, cheio de trejeitos, num samba intimista. No segundo ato se meteu a chamar convidados pro palco, um mais sambista que o outro. Todos sambistas de velha guarda, o qual ele insistia em chamar de parceiros de longa data, dar beijo na testa, fazer reverências. A situação era inacreditável. O cara não tinha a menor pinta de sambista. No final das contas, não foi um bom show. Acho porém que ele foi vítima de preconceito de minha parte. :)

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  • 5 shows que FUI :)

    Alguns eu consegui ir (e me orgulho):

    1. U2 (Jacarepaguá – jan/98 e Morumbi – jan/06)
    2. Midnight Oil (Maracanãzinho/93 e Metropolitan/98)
    3. Iron Maiden (Claro Hall – ago/04)
    4. Guns ´n´ Roses (Rock in Rio II – jan/91)
    5. Blitz (Arpoador/95)
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  • 5 shows que NÃO FUI :(

    Alguns shows me lamento de não ter ido, e hoje não retornam.

    1. Legião Urbana, Jockey Club, RJ (jul/90)
    2. Rolling Stones (95, 98 e jan/06)
    3. Ramones, Canecão (92)
    4. Iron Maiden, Rock In Rio III (jan/01)
    5. Los Hermanos, Cine Iris (jul/04)
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  • Alfredo, é Gisele

    Quem não teve a oportunidade de assistir o DVD de Ana Carolina e Seu Jorge perdeu a chance de ver, nos extras, esse excelente texto de Elisa Lucinda (poetisa e atriz global), lido com excelente interpretação pela Ana Carolina. É uma história cotidiana, com humor mordaz e bastante envolvente.

    Abaixo segue o texto na íntegra, porém é mais agradável a versão interpretada, que pode ser ouvida no podcast abaixo – sou chique, também faço podcasting :) . Ou, faça os dois: leia e ouça:)

    (para ouvir o podcasting basta apertar no botão play, no final do post)

    ALFREDO É GISELE

    Sora vê, daqui do táxi a gente sabe é cada coisa! Sabe e aprende, aprende até a não ter preconceito. É, vou dizer, cada um tem o seu segredo, seu cada qual. Nem que seja uma coisica de nada, no fundo todo mundo lá dentro tem uma verdade só dele, que às vezes nem ele mesmo sabe.

    Outro dia peguei um casal assim já de meia idade, bem apessoado, lá no centro, no Teatro Municipal. Eles tinham ido vê uma tal de Ópera, sei lá. Já eram umas onze e meia da noite, e a gente veio bem até o Aterro, entramos em Botafogo e o trânsito emperrou. A mulher já azedou na hora e foi falando pro marido:

    Que trânsito é esse, quase meia-noite? Não é esquisito, Alfredo?

    E o tal do Alfredo parecia um homem rico, mas não era fino, sabe? E não gostava mais dela, acho. O cara era uma múmia. A resposta dele pras conversas da mulher tavam mais pra rosnado, sabe?

    Alfredo, isso não é um absurdo? Nós aqui parados num trânsito quase de madrugada, não entendo, é estranho, hoje é sábado. Será que é algum acidente, Alfredo?

    Como o homem não dizia nada, aí eu interrompi:

    Com todo o respeito, sabe o que é isso madame? Simplesmente aqui virou um lugar só dehomensexuais e mulher sapatona. É cheio de barzinho deles, a rua toda. Fim de semana ferve. Quem quiser ver homem beijando homem e mulher se esfregando em mulher, é aqui mesmo.

    Você tá ouvindo, Alfredo? Meu Deus, eles agora têm até bar pra eles, até rua!? Não é um absurdo, Alfredo?

    Ô Onça, cê me conhece, sabe bem como é que eu sou. Pra mim isso se resolve é na porrada. Se eu sou o pai, desço do carro e não quero nem saber o que é que entortou, o que é que virou, não quero saber o que é cu e o que é fechadura, baixo o sarrafo na cambada! Eu, com sem-vergonhice, o sangue sobe, viro bicho!

    Pára de falar essas palavras de baixo calão, Alfredo. Hum! Fica de gracinha que a pressão vai lá nos Alpes, você sabe muito bem o que é que o médico falou…, não é motorista? Alfredo não é muito esquentado?

    Eu dei o meu pitaco:

    É madame, o negócio que ele tá falando é como eu vi no filme: uma metáfora. Ele não vai bater, vai só ficar zangado.

    E o senhor sabe lá o que é metáfora? O senhor lá entende de metáfora? Escuta isso Alfredo! O que é metáfora, seu motorista?

    Metáfora pelo que eu entendi é assim: aquilo não é aquilo, mas é como se fosse aquilo. Então, em vez da gente dizer que aquilo é como se fosse aquilo, a gente diz que aquilo é aquilo. Mas não é. É como se fosse. Foi?

    Eu acho que o senhor tá certo, mas na verdade eu estou é chocada com essa libertinagem. Olha aquele homem… que safadeza meu Deus! E de bigode ainda! Escuta isso Alfredo!

    Escutar o que, Coisa?

    O que eu estou vendo, gente! Ai, Alfredo, não está vendo? Parece que é cego, não é motorista?

    Hoje tá até fraco. Eu falei. Hoje nem tem osgeneral.

    Quem são? Escuta isso Alfredo!

    General da sapatona é aquelas de coturno que parece mais com um macho do que qualquer outra coisa. E o outro general é o homem transformista que é a traveca, mas anda é na Gilete mesmo.

    Tá ouvindo, Alfredo? A violência e a decadência como estão?

    E a gente vai ter que ficar parado nesta merda, ô Coisa?

    Calma, Alfredo, não fica nervoso! Isso é questão do nível das pessoas. A gente tem… não é motorista?… mais condições, temos que entender essa…, essa…, como é que eu digo, meu Deus? Essa…

    Putaria!

    Falamos juntos, eu e o tal do seu Alfredo com cara de doutor de num sei de quê.

    Cruzes, Alfredo, não era isso que eu ia… Alfredo, olha, aquela moça! Gente, uma menina, dezoito no máximo, e a outra maiorzuda no meio das pernas da coitada, fazendo sabe lá o quê!!! Tá vendo Alfredo aquela ali? Ali, aquela Alfredo, em cima do carro! Olha lá, Alfredo, a mão da grandona na menina! Elas vão ser beijar na boca, minha Nossa Senhooora…

    Que transitozinho, hein, jararaca?

    Tá beijando, tá beijando, tá beijando Alfredo! Ela parece… Alfredo é Gisele! Alfredo! Nossa filha!?

    Filha da puuuutaaa…

    E desmaiou o tal do doutor, enquanto a jararaca da mulé ventou porta afora de sapato na mão atrás das duas e eu pensando: não quero nem saber, encosto aqui mesmo e espero resolver, que uma corrida dessa eu não vou perder, que eu não sou bobo e nem sou rico. É ruim de eu ir embora, hein?
    Então, fiquei naquela situação: eu com um cara que era um ex-valente todo desmaiado no banco de trás parecendo uma moça e a mulé pisando forte que nem um general. Quer dizer, tudo trocado e eles reclamando da filha. Se eu pudesse ia lá defender a moça, mas não posso, já que o negócio é de família, né? Eu não tenho preconceito, mas é isso que eu tava falando pra senhora: daqui a gente sabe cada coisa! E é cada um como o seu cada qual.

    Elisa Lucinda

     

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