I know a guy that knows a guy…
16 Sep
Hoje tive uma grata surpresa. Há alguns meses, desde quando redesenhou seu serviço, baseado em uma pesquisa com seus usuários, o Meebo começou a publicar anúncios relevantes em sua página principal, aquela onde todos seus usuários ficam para poder falar com seus buddies de instant messengers.
Já tinha comentado no twitter sobre isso quando vi, em primeira mão, o novo clip do Metallica. Muito bacana mas não tinha visto, ainda, uma ação que não fosse do mercado de entretenimento. Já vi lançamento de filmes (Hulk) e musicais (Rihanna, Metallica). Mas hoje vi um anúncio das Havaianas! Elas mesmas, as legítimas, só que quem veiculava era sua operação americana (www.havaianasus.com).
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A experiência do usuário num formato como esse é excelente:
A única pena é que o meebo devia conhecer melhor o público (eu estou no Brasil, não deviam me mostrar um anúncio americano). Mas a aposta em formatos especiais mostra um amadurecimento do mercado de anunciantes e de veículos (pelo menos nos EUA).
27 Aug
Entrei no Facebook outro dia e me deparei com o seguinte banner:
Me alertou que o banner sabia que eu faço parte de um grupo Coca-Cola dentro do próprio Facebook. Nunca fui muito preocupado com o uso de minhas informações ou a minha privacidade: disponibilizo na web apenas coisas públicas, nada muito particular. Mas, esse me incomodou um pouco. Uma coisa é servir anúncios segmentados, de acordo com o meu perfil demográfico, não identificando o usuário. Outra coisa, e é o exemplo, é pegar um dado unitário e aplicá-lo num banner. É invasão de privacidade (apesar de ser um bom uso de técnicas de “mala direta”).
Fui revisar a política de privacidade e como o Facebook trata a privacidade. Uma coisa bacana é que a privacidade é tratada de forma clara (e não escondida num texto enorme que NINGUÉM lê). Porém, não enxerguei em nenhum momento que os anúncios terão acesso ao meu perfil. A área de privacidade é composta de Perfil, Busca, News e Mini-feed e Applications. Na área de Profile minhas opções são de mostrar minhas informação de contato e perfil APENAS para minhas networks (ali incluso uma da Coca-Cola) e amigos. E, na área de Applications, mostram os applications tem acesso ao meu perfil, incluindo as networks que faço parte. Porém, o que estava acessando o perfil era uma peça de mídia, e não um application. E, lá em Privacy > Applications do Facebook existe a informação que não será vendida minha informação pessoal (abaixo o grifo NÃO é meu):
Please note:
Eu até imagino que o tal anunciante não esteja armazenando essa informação. Mas o próprio uso da informação é praticamente um “aluguel” e se alguém está levando alguma vantagem financeira com minha informação eu não concordo com isso.
Ponto negativo para o Facebook, que recentemente alcançou a impressionante marca de 100milhões de usuários.
9 Aug
Desde que comprei o iphone (que é meu primeiro MP3 player também) comecei a adotar alguns hábitos, como o microblogging (via twitter e escutar músicas em meus traslados entre casa e trabalho.
Como trabalho com internet e mídias digitais, tenho a vocação de ser um power user e multiconectado dos serviços tecnológicos, bem como recentemente o Interney (Edney) falou recentemente em seu blog.
Evoluí das músicas para os podcasts. E descobri um mundo novo. Apesar de ainda assinar muito poucos, a maioria de temática profissional, vejo muito poder nesse formato de mídia (que só é novo pra mim), num nível de comunicação entre veículo e audiência MUITO mais próximo. Quem nunca achou-se amigo de seu locutor de rádio preferido? No Brasil, os maiores comunicadores sempre vieram do rádio. E ainda detêm uma força muito grande.
No podcast esse poder é muito maior. Se no rádio a audiência é enorme, deixando o público mais heterogêneo, no podcast, na parte mais baixa da cauda longa, o público é muito mais homogêneo. Você, como audiência, entende / sabe que aquele conteúdo foi desenvolvido especialmente pra você (ou pra um grupo de pessoas que certamente tem interesses muito próximos ao seu).
Dos podcasts profissionais que tenho assinado destaco o do Brainstorm#9 (Braincast ou BraincastTV), o da Bullet (Podbilitty), o da Espalhe (Podcast de Guerrilha) e o Podcrer, de Michel Lent e Vicente Tardin. Alguns (como esses dois últimos) tem uma atualização sofrível (se seus autores lerem os trackbacks, essa é uma crítica construtiva!!!). Porém os outros dois têm me trazido uma dose (quase) mensal com boas discussões do que acontece no mercado publicitário e digital brasileiro.
Mas o que mais têm me divertido são os podcasts não-profissionais que assino para diversão (obrigado GFortes). Assinei o RadarPOP e o Nerdcast. Ambos têm como temática o mundo pop, sendo que o último com forte pitada nerd (duh!). Não leio o Jovem Nerd, nem sequer o tenho como um veículo qualificado. Mas um dia, gostei tanto da participação do dito cujo no RadarPop que decidi assiná-lo. Que bela decisão!
Definiria o Nerdcast como um papo entre amigos de bar. Tudo parece ser sem censura (apesar dos irritantes bips), sem ordem ou sem pauta. Mas não. Os participantes parecem que estudam a fundo o tema com antecedência, seguem uma pauta (ou um checklist de comentários indispensáveis) e o resultado é diversão COM informação. Impressionante o que aprendi nos últimos dias sobre Batman, Animações nos anos 80 ou mesmo a Guerra do Vietnã! Esse último, em especial, foi hilário. E, sempre recheado pela informação. Nunca me interessei pelo assunto, nem mesmo entendi, ao ver o tema do dia, porque um podcast de nerds iria falar desse tema. Ora, a guerra influenciou MUITO a cultura pop dos anos 70 e 80, com uma série de produções audio-visuais e de entretenimento e lazer inspiradas na guerra: GI-Joes, Rambo, Platoon, Apocalypse Now, etc. Tudo teve como motivação A guerra onde os EUA saíram perdedores!
Pesquisei (pouco) sobre o que a “velha mídia” já beliscou desse formato. Vi alguns na Veja (o do Diogo Mainardi é interessante) ou mesmo alguns na OiFM. O formato serve à velha mídia para mostrar um complemento do conteúdo, e deve ser encarado como oportunidade. Mas, me parece que não o fazem. Um exemplo é um dos líderes de audiência do rádio carioca, que é o programa Rock Bola. Ele está dentro da OiFM mas não disponibiliza seus programas (ou programetes, ou spin-offs) em podcast. Acho de uma mentalidade tacanha, medo de uma mídia que, na cabeça de seus produtores, reduziria a audiência da rádio).
Sugiro a quem não entrou na onda, que entre!