Leo Carbonell

I know a guy that knows a guy…

Nove de Julho

Bem, minha primeira experiência dirigindo realmente em SP foi outro dia, quando tive que ir novamente ao Paraíso (isso é tão engraçado) com o carro do Darci.

Como minha direção era para subir a Paulista daqui do Itaim o caminho natural era pegar a Nove de Julho. Esta é uma das mais importantes avenidas de SP. Só para se ter uma idéia ela atravessa quase a cidade toda, da Marginal Pinheiros ao Vale do Anhangabaú. Mas, ao contrário de outras avenidas enormes e com tráfego pesado, esta é uma avenida agradável e sintomática de SP. Aqui na região dos Jardins ela é arborizada e com algumas curvas que a tornam muito agradável. Quando sobe ali em direção a Paulista fica mais confuso, com o corredor de ônibus, mais árido. O mais sintomático vem a seguir: primeiro, o tunel por baixo do MASP. Em seguida, logo após a GV, descendo pra Centro, passa por uma região degradada da cidade, com viadutos altíssimos cruzando por cima, relembrando gottham city! E, finalmente, desemboca no tunel do Anhangabaú, que muito embora não permita ver o que tem a sua volta (Sé, Viaduto do Chá, Theatro Municipal), sabe-se que ali é o centro do buxixo.

O tunel abaixo do MASP é uma pintura. Apesar de bem antigo ele é limpo e logo após, em direção ao centro, tem duas praças com chafarizes muito bonitas que, embora sem visitação, não estão abandonadas, muito pelo contrário, fazem bonito.

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  • Congonhas

    O Aeroporto de Congonhas é mais uma prova da força desta cidade. A quantidade de gente circulando por seu saguão modernista, a quantidade de negócios, comuns de aeroporto, e igualmente cheios de consumidores, mostra porque este é o aeroporto mais movimentado do Brasil.

    Frequento o CGH sextas e segundas. Só que é nas sextas, dia de embarque, que conheço mais do aeroporto. De ponte aérea para o Santos Dumont são 75 saídas diárias. E, contando os que vão para o Galeão, os vôos para o Rio devem subir para quase 90.

    Existe vôo para todos os pontos do Brasil (na verdade, o aeroporto é internacional, mas nunca vi um vôo para fora do Brasil, a não ser aqueles que pegam aquelas cidades quase anexas ao nosso território). A Pantanal, companhia paulista que não tem nenhum vôo para o estado do pantanal, surpreende. São 6 aviões na frota mas, pelas distâncias mais curtas que opera, fazem multiplicar a percepção de sua presença. É fácil olhar para o céu e vejo um de seus aviões estranhos, um turbo-hélice que parece um hidro-avião (talvez subliminarmente enganado pelo nome de Pantanal).

    Aliás, de distâncias curtas, o Congonhas é mestre. A menor que consegui verificar é o vôo regular TAM de CGH > Campinas, mas já ouvi um cliente da TAM na sala vip afirmar que estava indo para São José dos Campos… O aeroporto atende também inúmeras outras cidades do rico interior paulista.
    Neste aeroporto (em outros anos) eu vi a famosa referência que o carioca faz de paulista, que o paulista gosta de ir pra Congonhas ver aviões… Em minha pesquisa descobri que era chamado de Praia de Paulista… Cheguei a ver bastante gente no terraço do aeroporto, que nada mais era do que o teto da área de desembarque… Nunca cheguei a comprovar se era o teto simplesmente ou se existia algum tipo de benfeitoria… Cobertura, para dias de chuva, certamente não tinha.

    Mas, eu, que também sou um pequeno fã de aviões e aeroportos, me confesso e os perdôo. Filho de quem sou, não poderia ser diferente. Um dos meus lugares favoritos em minha cidade é a cabeceira da pista do Santos Dumont, mesmo que não para ver aviões…

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  • Rota Aérea

    Uma coisa que não tem como deixar de se incomodar aqui em SP, especificamente aqui nas regiões do Itaim, Vila Olímpia, Moema e até no Ibirapuera é o barulho que os aviões fazem quando passam em direção ao pouso em Congonhas.

    Não tem um dia que passa que eu não olhe pra cima, que nem um arigó, assustado com o barulho.

    O Aeroporto de Congonhas fecha, é bem verdade, às 23h, em função de estar localizado numa área residencial. E é impossível se pensar nessa cidade sem o aeroporto. Mas é muito incômodo. Quando assisto TV à noite eu fico com a janela escancarada, pois minha rua é muito calma. Mas, Em média a cada 5 minutos passa um boeing daqueles e por vezes não consigo escutar o que estão falando na TV. E olha que estou a uns 3 bairros de distância do aeroporto. Dizem que em Moema é o pior bairro nesse aspecto. Esse bairro é dividido pela Av. Ibirapuera: de um lado ficam as ruas com nomes de pássaros e no outro estão as ruas com nomes indígenas. Esse último é o pior, pois é juntinho do aeroporto.

    Vejam como é o mapa da rota de aproximação dos aviões, pelo lado do Itaim:

    • destaque preto: Itaim / Vila Olímpia
    • destaque verde: Vila Nova Conceição
    • destaque vermelho: Moema
    • destaque azul: Ibirapuera

    Em amarelo, vê-se a rota dos aviões, em sua operação de pouso. Imaginem o barulho :)

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  • Parque do Ibirapuera

    Nesta semana fui ao Ibira com minha magrela :) . É um parque bem cuidado, várias opções de lazer, gramado cortado, banheiros, fraldários, respeito dos usuários. Muito bacana.

    O Ibirapuera tem para SP a mesma função que o Central Park para Nova Iorque. É o parque central, com ampla oferta de área verde e espaços culturais na cidade. Assim também deveria ser o Campo de Santana no RJ, mas a falta de conservação e opções de lazer, e por estar numa zona degradada da cidade, inviabiliza qualquer comparação.

    É um parque de grandes proporções. A pista de caminhada / ciclovia é muito ampla. Dizem que nos finais de semana de sol fica impraticável de tão cheio, visto que a cidade é carente deste tipo de local. Porém, não foi o que vi em minhas andanças matinais. Um dos pontos legais do parque é que não é simplesmente um parque: é um complexo. Existem alguns museus dentro do parque, como a Bienal, a Oca e o mam. No entorno do parque também aparecem alguns monumentos, dando mais destaque a esse ponto de SP. Enfim, o parque não tá ali por acaso, nem a cidade pode se privar dele.

    É um grande ponto de visita e convivência.

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  • Os limites do Itaim

    Quem me conhece sabe que sou um cara preguiçoso por natureza! Se tenho que realizar uma tarefa, vou de carro, não importa se é na esquina. A pé, só se for passeio descomprometido! E, como aqui em SP adotei a política de superávit primário (=custo mínimo), estou sem carro e morando do lado do trabalho. Isso só alimenta minha preguiça inata. :)

    Portanto, muito do que vejo aqui em SP ainda é sobre esse bairro do Itaim. O bairro é dentro da subprefeitura de Pinheiros. Na estrutura oficial da cidade o Itaim vai muito além da denominação oficial de meu blog (aqui sou o presidente e CEO, determino as oficialidades :D ). Clique aqui e veja os limites do Itaim:

    • destaque amarelo: Grande Itaim, limitado pela Av. Bandeirantes (Sul), Marginal Pinheiros (Oeste), Cidade Jardim / 9 de Julho (Norte) e São Gabriel / Santo Amaro (Leste). A diferença deste limite para o da prefeitura é que o Itaim segue mais ao Sul, entrando pelo bairro do Brooklin.
    • destaque verde: Esse é o Itaim reduzido, limitado pela JK (Sul) e Faria Lima (Oeste).
    • destaque vermelho: Esse é o "meu" Itaim. Os limites sul e leste se dão na Joaquim Floriano e João Cachoeira, respectivamente. Se eu quiser andar um pouquinho mais, posso ir no Extra, seguindo um pouco mais na João Cachoeira, lá na esquina da JK. E é só!!!

    Por aí têm sido minhas caminhadas aqui por SP. Mas em breve teremos novidades… :)

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  • Itaim vs. Vila Olímpia

    Bem, minha vida tem se resumido muito ao Itaim Bibi, que é um nome BEM BICHA, talvez por isso Bibi… :) Sem carro não tenho muito como sair daqui, só quando pinta alguma saída com o pessoal do trabalho. Outro dia até me aventurei para ir no Paraíso, mas basicamente fico aqui no Itaim.

    O Itaim é um bairro, na minha visão, de uns 30 anos, considerando a idade máxima dos prédios. Porém, como tinha muita casa, e pela pujança da Faria Lima, que margeia o bairro, está crescendo a olhos nus. A quantidade de canteiro de obras é gigante. É prédio residencial e comercial subindo. E a arquitetura dos prédios é altamente inovadora. Na minha terra natal os prédios de lançamentos de classe média alta são todos parecidos… Aqui não… Tem loft, prédios com telhados ingleses (tipo o do edifício Dakota em NY), arquitetura moderna totalmente envidraçada, e, também, a arquitetura mais óbvia, comum nos bairros novos daquele balneário.

    Apesar do crescimento, o Itaim é relativamente calmo e sem grandes pretensões. O contrário da Vila Olímpia.

    Outro dia fui jantar num restaurante lá, o Noyoi. O bairro deve ter uns 5 anos apenas. E, como sempre, a iniciativa privada é muito mais rápida do que o governo. O bairro já conta com inúmeros espigões (a maioria envidraçados de arquitetura moderna). E muito mais canteiros de obras. Porém, contrasta com a infra-estrutura incondizente com o que já está no ar. Em frente ao Caesar Park Faria Lima , um mega complexo hoteleiro, a rua quase não tem calçamento. Dizem que aquilo será a continuação da Faria Lima, por isso é um canteiro de obras ao ar livre, mas não é compatível um hotel 6 estrelas dar de cara para uma rua com paralelepídos e/ou alguns cantos com terra aparente.

    A Vila Olímpia é um bairro com grandes pretensões. A principal é o gigantismo. Outra, ser um centro de gastronomia e comércio de alto nível. É um bairro que já acontece. Mesmo que o governo ainda não acompanhe.

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  • Paraíso

    Outro dia fui no Paraíso, resolver um assunto "informático". Aí deu pra sentir um pouco de vida, de agitação, de stress, que aqui no Itaim não consigo enxergar. Deu pra sentir um pouco dessa SP que a mídia sempre fala. E olha que ainda não fui andar lá na Sé, 25 de Março, Santa Ifigênia… Fiquei ali, no final (ou será começo) da Paulista… E já valeu a pena.

    O Paraíso é um bairro na região da Paulista, da qual sou fã há algum tempo. Ele se mistura um pouco com a Vila Mariana. Eu fiquei muito pertinho da Paulista, juntinho ali da estação do Metrô. Engraçado é que, quando já tinha resolvido o que tinha que fazer, resolvi descer na estação pra atravessar a rua, e sentir um pouco o clima da estação. Quando subi (eu simplesmente atravessei a rua), tinha quase me perdido, a ponto de quase pedir ajuda. Vocês já devem imaginar como isso afetaria a minha patologia de senso de direção :) . Acontece que eu conseguia ver a 23 de Maio, mas como ela cruzava por baixo da rua onde eu estava, que era no alto do morro, eu não tinha nenhuma referência de que lado eu estava. Por pouco não volto pro lugar de onde vim :D . Bem, finalmente, consegui identificar uma grande antena. E, aí, não tem jeito: encontrei a Paulista :D (pra quem não sabe, a Paulista é um dos pontos mais altos de SP, então é onde se colocam as antenas de TV… É ponto de referência, da mesma forma que o o Cristo Redentor ou o Sumaré é para minha terra natal).

    Bem, foi minha primeira incursão solitária pra fora do Itaim. Valeu a pena :D

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  • Tok Stok

    Ontem fui, para passar o tempo, na Tok Stok com um amigo aqui do trabalho. Tenho um grande hobby que é o conhecimento de mapas e a necessidade (quase patológica) de saber chegar em algum lugar. E, já estou me enturmando aqui em SP. Já sei bem chegar em alguns lugares.

    A Tok Stok mais perto daqui fica na Marginal Pinheiros, na ponte Eusébio Matoso, do lado de lá do rio. Eu já tinha visto ela algumas vezes pois fica no caminho para uma pelada que estou frequentando no Butantã. E, com essa minha neura, já sabia chegar lá de cor.

    Esse meu amigo insitiu em achar que sabia o melhor caminho, tolo ele… No final, "o tempo provou-o do contrário", como bem profetizei no carro.

    Claro que não faço isso pra me provar melhor, só que isso é uma mania minha. Claro que esse meu amigo também tinha noção de onde estava indo, e claro que ele tinha o direito de ter essa noção. Mas, existe um ditado na minha terra que diz: "no boxe, nunca aposte no branco". Tem outro que diz: "confie sempre no Carbonell!!!"

    Hehehehe… Meio pernóstico esse post… Entendam-me bem, é uma patologia!!!

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