Leo Carbonell

I know a guy that knows a guy…

Podcasts: minha nova mania

Desde que comprei o iphone (que é meu primeiro MP3 player também) comecei a adotar alguns hábitos, como o microblogging (via twitter e escutar músicas em meus traslados entre casa e trabalho.

Como trabalho com internet e mídias digitais, tenho a vocação de ser um power user e multiconectado dos serviços tecnológicos, bem como recentemente o Interney (Edney) falou recentemente em seu blog.

Evoluí das músicas para os podcasts. E descobri um mundo novo. Apesar de ainda assinar muito poucos, a maioria de temática profissional, vejo muito poder nesse formato de mídia (que só é novo pra mim), num nível de comunicação entre veículo e audiência MUITO mais próximo. Quem nunca achou-se amigo de seu locutor de rádio preferido? No Brasil, os maiores comunicadores sempre vieram do rádio. E ainda detêm uma força muito grande.

No podcast esse poder é muito maior. Se no rádio a audiência é enorme, deixando o público mais heterogêneo, no podcast, na parte mais baixa da cauda longa, o público é muito mais homogêneo. Você, como audiência, entende / sabe que aquele conteúdo foi desenvolvido especialmente pra você (ou pra um grupo de pessoas que certamente tem interesses muito próximos ao seu).

Dos podcasts profissionais que tenho assinado destaco o do Brainstorm#9 (Braincast ou BraincastTV), o da Bullet (Podbilitty), o da Espalhe (Podcast de Guerrilha) e o Podcrer, de Michel Lent e Vicente Tardin. Alguns (como esses dois últimos) tem uma atualização sofrível (se seus autores lerem os trackbacks, essa é uma crítica construtiva!!!). Porém os outros dois têm me trazido uma dose (quase) mensal com boas discussões do que acontece no mercado publicitário e digital brasileiro.

Mas o que mais têm me divertido são os podcasts não-profissionais que assino para diversão (obrigado GFortes). Assinei o RadarPOP e o Nerdcast. Ambos têm como temática o mundo pop, sendo que o último com forte pitada nerd (duh!). Não leio o Jovem Nerd, nem sequer o tenho como um veículo qualificado. Mas um dia, gostei tanto da participação do dito cujo no RadarPop que decidi assiná-lo. Que bela decisão!

Definiria o Nerdcast como um papo entre amigos de bar. Tudo parece ser sem censura (apesar dos irritantes bips), sem ordem ou sem pauta. Mas não. Os participantes parecem que estudam a fundo o tema com antecedência, seguem uma pauta (ou um checklist de comentários indispensáveis) e o resultado é diversão COM informação. Impressionante o que aprendi nos últimos dias sobre Batman, Animações nos anos 80 ou mesmo a Guerra do Vietnã! Esse último, em especial, foi hilário. E, sempre recheado pela informação. Nunca me interessei pelo assunto, nem mesmo entendi, ao ver o tema do dia, porque um podcast de nerds iria falar desse tema. Ora, a guerra influenciou MUITO a cultura pop dos anos 70 e 80, com uma série de produções audio-visuais e de entretenimento e lazer inspiradas na guerra: GI-Joes, Rambo, Platoon, Apocalypse Now, etc. Tudo teve como motivação A guerra onde os EUA saíram perdedores!

Pesquisei (pouco) sobre o que a “velha mídia” já beliscou desse formato. Vi alguns na Veja (o do Diogo Mainardi é interessante) ou mesmo alguns na OiFM. O formato serve à velha mídia para mostrar um complemento do conteúdo, e deve ser encarado como oportunidade. Mas, me parece que não o fazem. Um exemplo é um dos líderes de audiência do rádio carioca, que é o programa Rock Bola. Ele está dentro da OiFM mas não disponibiliza seus programas (ou programetes, ou spin-offs) em podcast. Acho de uma mentalidade tacanha, medo de uma mídia que, na cabeça de seus produtores, reduziria a audiência da rádio).

Sugiro a quem não entrou na onda, que entre!

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  • iPhone 2.0 3G

    O Papa Steve Jobs acaba de lançar o novo iPhone… Eu, como um bom usuário do fascinante produto, fiquei de olho… mas, como não consigo acompanhar esses key notes deles (nem a repercussão técnica), fiquei com algumas dúvidas:

    • o novo iphone é 3G, mas não basta ele ser 3G né? Eu tenho que ter um plano (ou uma operadora) que opere em 3G… Isso significa mais algum dinheiro pra operadora…
    • aliás, pra que quero uma tecnologia 3G??? ainda não sei pra que serve… Videochamada??? Acho muito improvável eu querer / precisar fazer algo assim (sem usar os recursos de escritório de que já disponho).
    • 200 dólares??? é isso mesmo??? mas isso é desvinculado de qualquer contrato??? pois o primeiro iphone foi vendido livremente, mas só era ativado de forma natural na AT&T… Será que, pra comprar o novo iphone, terá que já sair com o contrato assinado?
    • ainda na questão das doletas: precisava desvalorizar o produto em 50% no primeiro ano, com avanços consideráveis (que certamente já estavam na gaveta)?? não acham um desrespeito com seu consumidor? não era a Apple tudo de bom, a grande empresa bacana-cool-light-clean-ícone de todos os tempos? não pode aprender com o “do-no-evil” do google (que também não acredito muito)?

    Não devo comprá-lo pra mim… O meu está muito bem, obrigado… Paguei um preço justo, pra substituir um tijolinho, com a meta de só trocá-lo depois de alguns anos…

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