I know a guy that knows a guy…
11 Aug
Como prometido, mapeei todos os Estádios 5 estrelas da UEFA, segundo a lista da wikipedia (impossível achá-la no próprio site da UEFA!)
Bem distribuído ao redor da Europa, tem maior concentração, logicamente, nos países mais ricos, como Alemanha (6) e Grã Bretanha (4). A Espanha, quinto maior PIB da Europa, também tem 4 estádios na lista, como prova de que vem investindo muito no futebol nos últimos 20 anos (e recentemente a levou a conquistar a Eurocopa depois de mais de 40 anos!). Curioso é a Turquia aparecer com 2 estádios, no mesmo patamar que a Itália, dona de 4 títulos mundiais e atual campeã do mundo. A França, terceiro maior PIB europeu, reflete sua pouca tradição futebolística com apenas 1 estádio na lista.
Interessante também notar, nesse período de olimpíadas, que nada menos do que 8 estádios são frutos de esforços olímpicos: 6 deles foram utilizados em jogos recentes. Porém o Estádio Olímpico de Sevilla e o Estádio Olímpico Atatürk Turquia foram construídos para (fracassadas) candidaturas olímpicas. Bacana né? Enquanto isso, já temos um evento fechado (Brasil 2014) e uma candidatura olímpica (Rio 2016) em que os projetos nada mais são do que papéis. Papelão…
22 Jul
Há séculos não posto nada. Gustavo Fortes já disse que faço posts mensais por aqui, e tenho impressão que ele está correto. Well, como diria o mestre Vitor Fasano, c’est la vie!
Como meus poucos leitores sabem SOU TRICOLOR! Vinha escrevendo sobre a saga infrutífera do Gigante Tricolor na Libertadores num blog que dividi com Lucas Dantas, A Conquista da América. Infelizmente saímos, os dois, sem a conquistá-la. E, quem acompanha futebol, e acompanhou a saga, sabe que as duas maiores notícias daquela campanha foram a ENORME festa tricolor, e a farra dos ingressos e cambistas. Infelizmente o exemplo mais recente foi do tricolor, mas temos certeza que acontece em todos os lugares.
Ouso dizer que não! Semana passada, por motivos profissionais, fui ao Engenhão, pela primeira vez, assistir BOT 4 x 0 IPA acompanhando dois gringos que aqui estavam apresentando um trabalho. Estes só confirmaram que iriam no jogo no próprio dia, o que me causou certa preocupação, visto que nunca tinha ido lá e sabia que o acesso é sua principal falha. Me preocupava também em como iria adquirir os ingressos, já que não queria chegar lá e assistir mais um desses espetáculos tristes de terceiromundismo.
Claro, o jogo era no “vazião” e tendia a ser… vazio… Foram 10mil pessoas apenas. Não era uma final, não era um time de massa, não era um clássico, era numa quarta-feira às 19:30… Tudo conspirava pra ser traqnuilo. Mas, mesmo assim, não queria correr o risco. Liguei pra um amigo botafoguense pra saber algumas dicas do acesso ao estádio que me ajudaram. Mas, a principal dica, que era pra saber do “esquema” de compra via internet, ele não podia me ajudar. Como botafoguenses são poucos, fiquei na mão. Fui então testar o serviço.
Bem, entrando na página do Botafogo, descobri o link para o site de venda de ingressos, que se chama Futebol Card que, na minha impressão, é uma spin-off da Visa que também tem acordos com o Palmeiras e Figueirense (donos de seus próprios estádios, diga-se de passagem). Achei muito estranho, pois o nome Futebol Card não me parece “confiável” ou mesmo reconhecível, visto que estamos acostumados com nomes como Ingresso Fácil (!!!) e BWA. Mas, tentei.
A mecânica é simples: você faz um cadastro, compra o ingresso (escolhendo até a cadeira em que irá sentar) e seu comprovante é o próprio cartão de crédito. Ou seja, basta chegar na catraca com o cartão que ele habilita sua entrada (e de seus possíveis até 4 convidados). Os únicos “senões” são: a venda é para uma arquibancada específica (mas grande) e só pode comprar quem tem cartão visa (duh!) e, logicamente, acesso a internet.
Tudo era simples. Tão simples que duvidei… Como pode ser tão simples a venda de um ingresso? Como pode ser tão simples entrar num estádio? Cheguei ao estádio ainda duvidando, escolado que sou dessa vida de estádios e futebol brasileiro. Qual não foi minha surpresa: FUNCIONOU! Funcionou muito bem. E, naquela arquibancada, exclusiva para esse tipo de venda, pra quem quisesse, existiam alguns terminais de acesso para efetuar a compra (self-service) na hora. Lindo. Perfeito.
Pena que não é para o meu time.
4 May
Aposto que hoje no Fantástico, em sua entrevista exclusiva com Ronaldo, não serão mencionados os nomes dos travestis… Ouvi dia desses seus nomes: Raça, Amor e Paixão. Tudo a ver.
4 Jun
Batendo papo com um amigo, numa dessas festinhas infantis da vida, ele me contou uma história, acontecida com ele, comerciante que é, que prova que, se nem todo urubu é bandido, a sua maioria segue essa cartilha.
Este amigo possui um restaurante no centro, com serviço de delivery. Além de ter que se preocupar com qualidade do atendimento, da comida, e da segurança para se manter no ramo, tem que se preocupar com caloteiros. E contou-me um de seus casos. Diz que atendeu um pedido por telefone para um endereço que depois foi saber que era falso. O entregador foi em direção ao endereço e, perto da Evaristo da Veiga, foi abordado por um sujeito na banca de jornal, dizendo-se o requisitante do pedido, que tinha descido para comprar o jornal e que poderia pagá-lo ali mesmo. Deu-lhe um cheque.
Poucos dias depois o cheque voltou, era roubado. De posse do cheque e do prejuízo o comerciante nada pôde fazer. Até que o mesmo sujeito tentar fazer um outro pedido (lembre-se disso, ilustre leitor). Desconfiado, quem atendeu o telefone garantiu que era a mesma pessoa. O amigo comerciante tratou então de atender o pedido e mandar junto com o entregador o seu segurança, que é PM nas “horas vagas”.
Passando pela R. Evaristo da Veiga, novamente na mesma banca, lá estava o dito cujo, “comprando seu jornal”. Ia aplicar o mesmo golpe. Quando providencialmente chegou o segurança, pressionando o sujeito à pagar seu calote. Amedrontado, levou-o a seu “escritório” e pagou o calote.
Meu amigo não sabia especificar, mas garantiu que o escritório era uma sede de uma torcida organizada do time do Leblon. Juro. Não é uma história em primeiro grau, acontecida comigo, mas tenho fé absoluta. Hoje, pela manhã, fui logo pesquisar e realmente uma de suas torcidas, a mais relevante, tem sede lá. Batata. Duvida? Faça essa busca no Google.
Malditos!
24 May
“O Botafogo é um time de Largada”
Leonardo Carbonell
14 May
O Campeonato Brasileiro começou. Acho que é nesse ano que o Luis Roberto e o Galvão Bueno irão parir em meio a um jogo, tamanha a emoção que eles tentam transmitir para ganhar a audiência. Mesmo que o jogo já não valha nada, nas últimas rodadas, eles vão anunciá-lo como “um grande clássico do futebol brasileiro”. Ou mesmo que seja um jogo em Natal e a “estatística” do confronto moste que o time A quer quebrar um tabu de nunca ter vencido por mais de 2 gols de diferença lá em Natal do América nos 4 jogos que realizaram lá em toda a era cristã.
Uma coisa que sempre me impressinou, e no final de semana pude rever alguns, é a quantidade de homenagens que um jogador que marca um gol faz nos 30 segundos em que é destaque na TV. Eles ficam normalmente tão atordoados (não deviam né? fazem isso da vida…) que não focalizam a homenagem. Ao contrário, dispersam-na tanto que, se eu fosse um deles, ficaria chateado. Ora vejam o que deve passar na cabeça desses jogadores:
Nobody deserves it… nobody!
10 May
Apesar de ser um blog de família…
A música circulou ontem na internet. E logo pela manhã já fizeram um “mashup” com imagens dos eventos de ontem…
(só recebi no final do dia… estranho, pois normalmente recebo essas coisas logo nas primeiras horas…)
24 Apr
Podem dizer o que quiserem, de violência a falta de conforto, mas um dos meus programas favoritos é ir ao Maracanã. Talvez até esses problemas ajudem o programa ficar mais pitoresco. Mas gosto mesmo é de ir ver o futebol e a festa das torcidas. Que espetáculo que elas fazem.
Irá, nessa hora, o ilustre leitor amigo começar a pensar num comentário para me sacanear, já que meu time, o Flusão (que só me dá alegrias há 31 anos), não passa por uma boa situação. É verdade, não há como negar. Mas acalme-se ilustre leitor. O post é da paz.
Gosto de ir ao maraca para ver futebol pois sou fanático pelo esporte. Se um dia for ao clássico caipira de XV de Jaú contra o XV de Piracicaba certamente ficarei nervoso, gritarei com os jogadores, me emocionarei. Adoro futebol. Não importa os times em campo. Agora o campo importa sim. E o maraca é o melhor deles. Acompanho jogos lá desde os 10 anos. Possivelmente fui a tantos jogos de Flamengo ou Vasco quanto fui aos do Flusão. É um programaço.
Recentemente fui na sequência de jogos do Vasco em que o Romário tentava alcançar o milésimo gol de sua carreira. Infelizmente não aconteceu, em 3 jogos seguidos. O sujeito teve uma média de 3 gols por jogo durante o campeonato que até o mais otimista não esperava e não conseguiu fechar a conta em 3 jogos seguidos. Aqui vai uma crítica a essa imprensa esportiva e televisiva, a imprensa do ObaOba: não foram 4 jogos, já que no primeiro, contra o urubu ele teve apenas 10 minutos para tentar, já que entrou em campo com 998 gols. Além disso, um sujeito como o Romário está acima do bem e do mal no que se refere a sua habilidade em fazer gols. Tratar esses 3 jogos como uma “sina”, “calvário” ou “saga”, ou falar que isso levou o time da colina a sua ruína é não só uma burrice estatística e futebolística como também um desrespeito ao baixinho. Existia alguém melhor para o Vasco colocar naquele ataque? Alguém melhor que o Romário? Que time quer marcar gols colocando a equipe no esquema 3-6-1, com ele isolado lá na frente sem receber bolas? Façam-me o favor, respeito a quem merece o respeito.
Bem, numa dessas aventuras recentes no maraca para assistir o Gol 1000 uma das “canções” mostra exatamente o que é o espírito encantador daquele estádio (e provavelmente o espírito de se assistir futebol no mundo inteiro). A música fazia alusão a um acidente acontecido em 91 ou 92, quando parte da amurada que faz a proteção da arquibancada cedeu, tamanha a quantidade de gente naquele jogo, empurrando alguns torcedores em direção a geral, numa queda de mais de 10 metros, causando a morte de 2 torcedores rubro-negros. O acidente é triste (e simbólico do descaso perene com o estádio). Mas é capaz de mostrar como se comportam as torcidas. Neste ano, 15 anos depois do acidente, a torcida cantava uníssona a seguinte canção:
ô balancê, balancê
escute que vou dizer
a festa da raça está em extinção
vocês viram na televisão
coitadinha da raça
a raça do urubu (tomou no cú)
tentou voar no Maraca legal
e caiu na geral
E eu, obviamente, fui ao delírio, pois a cançào sacaneia meu maior desafeto, que normalmente acusa o golpe, tamanha é a ferida não curada. Não cantei, pois não me junto àquela gente lusitana. Mas, ver a torcida favelada sofrer, ah isso vale a pena em qualquer momento!!!
5 Feb
Cheguei à frente do Globo. Em Jul/2006 postei uma reportagem sobre os cambistas em SP. Hoje o Globoesporte publicou uma muito semelhante.
Processá-los-ei!!!
5 Jan
Final de ano é dureza com o futebol. Não existe assunto mas os jornais e a internet continuam com muito espaço e profissionais disponíveis para a cobertura dos clubes. Então o que acontece é apenas o requentamento de notícias e não-notícias. A boataria e o anúncio de negociações em suspenso / pendentes dominam as pautas.
Um exemplo é o que acontece com o Carlos Alberto, possível contratado do Fluminense. Desde o final da temporada passada, no final do Campeonato Brasileiro, foi levantada a possibilidade deste atleta ir para o Flusão. Só que, como uma negociação normal, é um processo demorado. Porém, os jornalistas insistem em, diariamente, colocar a notícia de que “amanhã será resolvido”, previsões obviamente não confirmadas. Ora, custa esperar uma notícia quente mesmo, ao invés de ficar nos inundando com não-notícias? Vejam o thread com as últimas notícias sobre o assunto na Globo.com: