Leo Carbonell

I know a guy that knows a guy…

Recentemente fui ao Engenhão, grande maravilha da nossa engenharia nacional (nossa, que complemento ufanista, nem parece eu…). Relatei que o Estádio é uma beleza e decidi gastar alguns minutos unindo duas formas de entretenimento que tenho: ir a estádios ver o Flusão jogar e viajar pelo Google Earth / Maps. Além disso, gosto muito de arquitetura (que seria minha profissão fake, assim como George Costanza). :-)

Resolvi criar um mapa com o link de todos os estádios utilizados regularmente na Série A do Brasileirão em 2008. Coloco esse mapa abaixo, só para compartilhar um pouco de meus momentos de distração na internet. Não deve ser inédito, mas gostei de fazer.

View Larger Map

Curioso é que alguns estádios reconhecidamente extraordinários, como o Engenhão ou o Arena da Baixada,  parecem encravados no meio de um local não apto a receber um estádio de sua magnitude. O Maraca, por outro lado, apesar de super bem localizado, sofre por estar encravado no meio do Rio de Janeiro, onde o trânsito já é um caos por sua própria natureza!!! :-)

Já estou montando um mapa com os UEFA 5 Star Stadiums, que é a seleção dos principais estádios europeus, capazes de sediar grandes eventos. Em breve posto esse novo mapa.

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  • É CAMPEÃO!!!

    A benção João de Deus, nosso povo te abraça, tu vens em missão de paz, sê bem vindo, e abençoa esse povo que te ama!

    VAMOS FLUZÃO, VAMOS GANHAR, POIS SOU DO CLUBE 30 (TANTAS) VEZES CAMPEÃO
    VIM PRA TORCER, VIM PRA GRITAR, POR VOCÊ A VIDA INTEIRA EU VOU CANTAR

    P*** QUE PARIU, É O MELHOR ZAGUEIRO DO BRASIL! TIAGO SILVA!

    AH, TÁ LÁ DENTRO, O MAGRÃO É MELHOR QUE O SHEVCHENKO!

    OLÊ OLÊ, OLÊ OLÊ, SOU TRICOLOR DE CORAÇÃO, EU SOU DO CLUBE TANTAS VEZES CAMPEÃO!!!

    SAI DO CHÃO, SAI DO CHÃO, COM A TORCIDA DO FLUSÃO!

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  • Esperança

    Pra quem acha que eu estaria abalado reescrevo o post pós-jogo de ontem no meu projetodeblog, postado na madriga mesmo, com minhas considerações sobre o jogo. Flusão ainda tem chance, chances claras. Lutaremos até o fim.

    “O jogo foi horroroso. Se houve mais de 3 chances claras de gols (contando os dois) foi muito. Mais uma vez o Fluminense sai perdendo, não vence nem convence, e deixamos o martírio até o último minuto da próxima quarta-feira.

    Alguns comentários para resolver o assunto de vez:

    • Adriano Magrão caminha pra ser o artilheiro folclórico como o baiano do time do Leblon: ruim que só mas tem uma estrela de botar inveja.
    • Renato Gaúcho não é um treinador: é um escalador. O único efeito que vemos é o de suas decisões de escalações e substituições. Não é possível ver nesse time, que treina uma semana inteira sem compromissos, algum tipo de jogada treinada, ensaiada, planejada. Ele escala e vê no que vai dar. Eventualmente funciona. Muitas vezes não. Hoje a escalação de IVAN, o Terrível foi de doer.
    • Alguém tem que dar um jeito nessa farra de cambistas. Hoje eles devem ter morrido com uns 5mil ingressos na mão…
    • Young Flu, Força Flu, Flunitor, Garra, e outras micro-torcidas: Unam-se. Juntem suas forças. Inaugurem uma nova torcida organizada. A “Torcida Tricolor, a TT”. O Fluminense é um time com uma torcida enorme porém não é um time de massa. Em dias com maraca cheio inúmeros torcedores são apenas visitantes, não têm garra natural de torcedor. Com esforços divididos em espaços e gritos não conseguimos imprimir no nosso estádio um coro uníssono e ininterrupto.
    • Ô NELSOMOTTA!!! Invente um único hino, grito de torcida, palavra de ordem. Você que já produziu e escreveu hits que qualquer brasileiro conhece na ponta da língua use seu dom para bolar algo ímpar, só nosso. Pois o que as torcidas do Flusão cantam é cópia simples de outras e, convenhamos, não dá mais pra cantar “A Benção” aos 20minutos do primeiro tempo…
    • Quem foi o imbecil do Maracanã que reservou para a torcida adversária um lugar nobre, de frente para as TVs. Tem que ficar no chiqueiro, pendurado, num lugar sem iluminação, pra passar despercebido. Não ali, dando a falsa impressão que eles eram muitos.
    • ô organizaçãozinha do Maracanã… Um lixo…. E faltam 40 dias parao início do Pan… Tristeza…

    Mas, ainda dá. Fluminense não tá com time, sequer merece mais do que mereceu em 2005. Mas dá pra ganhar pois do lado de lá não tem nada de outro mundo.

    NNNNNNNNNEEEEEEEEEEEEEEEENNNNNNNNNNSSSSSSSSSSEEEEEEEEE!!!!”

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  • Faltam 6 horas!!!

    Caramba!!! Não tô guentando!!! A ansiedade impera aqui… contagem regressiva!!!

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  • NEEEEEEEEEENNNNNNNNNSSSSSSSSSSSEEEEEEEEEE!!!

    Minha cabeça está na final de hoje. Estou ausente do blog por quase uma semana pois tudo o que tenho pensado (fora família e trabalho) é só o primeiro jogo da final hoje, entre Fluminense e Figueirense.

    Tenho, inclusive, escrito no meu outro projetodebog. Projeto pois estou mais pra conhecer a ferramenta e poder escrever livremente sobre o Flusão mais do que ter o compromisso de escrever diariamente e colocar assuntos sérios. Lá escrevo com paixão apenas, às vezes me permito escrever com razão, mas só sobre o Flusão.

    Então, pra quem tá com saudades de minhas investidas bloguísticas dá uma olhada lá. Em breve, tendo outro assunto relâmpago em minha mente, volto aqui. Inclusive porque tenho que terminar a série de reportagens especiais sobre ônibus cariocas!

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  • O post da paixão

    Se fosse

    Dia de glória:

    • Flusão avançando, com vitória (magra, é verdade) no campo do patético
    • Possibilidade real de título cristalizando
    • Mulambada esperançosa e depois arruinada
    • Favelada aplaudindo seus perebas, mesmo com a desclassificação
    • Bando de jogadores e dirigentes indignados em perseguição ao árbitro após o apito final, parecendo os chorões da cachorrada alvinegra

    A vida é boa…

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  • O post da razão

    Considerações básicas sobre os eventos de ontem:

    • Flusão ainda não tem padrão de jogo, e carece de bons jogadores em duas funções: ataque e armação.
    • Porém, desde a copa de 94, quando iniciou-se a era de futebol de resultados, mais vale uma vitória de meio a zero do que o futebol bonito.
    • Os favelados mostram como se conduz o futebol: crentes que pegaram um dos adversários mais fracos desta fase, foram ao Uruguai achando que era moleza.
    • A esperança da torcida, porém, é louvável, bem como seu apoio durante e após o jogo: nenhum time tem a obrigação (nem ao menos a herança) de ganhar todos os jogos e campeonatos. Tem a obrigação sim de entrar em campo sempre pra vencer. Além disso, é ridículo apoiar o time e, em caso desfavorável, na mesma semana, gritar palavras de ordem, como queremos raça e que tais.
    • Apesar de dirigir meus esforços odiosos a personagens que representem a favela, como técnicos, dirigentes e líderes em campo, tenho que reconhecer que o Ney Franco, que parecia um arremedo de técnico, possivelmente um marionete, se mostrou uma grande surpresa: bom técnico, bom administrador, low profile (sem showzinhos à beira do campo) e educado e, o mais impressionante, um excelente “media man”: o comportamento deste nas entrevistas é irretocável. Obviamente é algo nato, visto que aquele clube do Leblon não é capaz de treinar nesse aspecto.
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  • Podem dizer o que quiserem, de violência a falta de conforto, mas um dos meus programas favoritos é ir ao Maracanã. Talvez até esses problemas ajudem o programa ficar mais pitoresco. Mas gosto mesmo é de ir ver o futebol e a festa das torcidas. Que espetáculo que elas fazem.

    Irá, nessa hora, o ilustre leitor amigo começar a pensar num comentário para me sacanear, já que meu time, o Flusão (que só me dá alegrias há 31 anos), não passa por uma boa situação. É verdade, não há como negar. Mas acalme-se ilustre leitor. O post é da paz.

    Gosto de ir ao maraca para ver futebol pois sou fanático pelo esporte. Se um dia for ao clássico caipira de XV de Jaú contra o XV de Piracicaba certamente ficarei nervoso, gritarei com os jogadores, me emocionarei. Adoro futebol. Não importa os times em campo. Agora o campo importa sim. E o maraca é o melhor deles. Acompanho jogos lá desde os 10 anos. Possivelmente fui a tantos jogos de Flamengo ou Vasco quanto fui aos do Flusão. É um programaço.

    Recentemente fui na sequência de jogos do Vasco em que o Romário tentava alcançar o milésimo gol de sua carreira. Infelizmente não aconteceu, em 3 jogos seguidos. O sujeito teve uma média de 3 gols por jogo durante o campeonato que até o mais otimista não esperava e não conseguiu fechar a conta em 3 jogos seguidos. Aqui vai uma crítica a essa imprensa esportiva e televisiva, a imprensa do ObaOba: não foram 4 jogos, já que no primeiro, contra o urubu ele teve apenas 10 minutos para tentar, já que entrou em campo com 998 gols. Além disso, um sujeito como o Romário está acima do bem e do mal no que se refere a sua habilidade em fazer gols. Tratar esses 3 jogos como uma “sina”, “calvário” ou “saga”, ou falar que isso levou o time da colina a sua ruína é não só uma burrice estatística e futebolística como também um desrespeito ao baixinho. Existia alguém melhor para o Vasco colocar naquele ataque? Alguém melhor que o Romário? Que time quer marcar gols colocando a equipe no esquema 3-6-1, com ele isolado lá na frente sem receber bolas? Façam-me o favor, respeito a quem merece o respeito.

    Bem, numa dessas aventuras recentes no maraca para assistir o Gol 1000 uma das “canções” mostra exatamente o que é o espírito encantador daquele estádio (e provavelmente o espírito de se assistir futebol no mundo inteiro). A música fazia alusão a um acidente acontecido em 91 ou 92, quando parte da amurada que faz a proteção da arquibancada cedeu, tamanha a quantidade de gente naquele jogo, empurrando alguns torcedores em direção a geral, numa queda de mais de 10 metros, causando a morte de 2 torcedores rubro-negros. O acidente é triste (e simbólico do descaso perene com o estádio). Mas é capaz de mostrar como se comportam as torcidas. Neste ano, 15 anos depois do acidente, a torcida cantava uníssona a seguinte canção:

    ô balancê, balancê
    escute que vou dizer
    a festa da raça está em extinção
    vocês viram na televisão

    coitadinha da raça
    a raça do urubu (tomou no cú)
    tentou voar no Maraca legal
    e caiu na geral

    E eu, obviamente, fui ao delírio, pois a cançào sacaneia meu maior desafeto, que normalmente acusa o golpe, tamanha é a ferida não curada. Não cantei, pois não me junto àquela gente lusitana. Mas, ver a torcida favelada sofrer, ah isso vale a pena em qualquer momento!!!

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