I know a guy that knows a guy…
9 Apr
“Há males que vêm para o bem”…
Quando comecei a trabalhar em marketing interativo na Coca-Cola a primeira grande surpresa foram as restrições na rede corporativa: não podia instalar nada, o firewall era altamente restritivo e a produtividade ficava comprometida, principalmente porque estava lá para lançar coisas NA internet!!!
Daí procura daqui, dali, o sujeito acaba por encontrar alternativas, brechas e tais. A primeira excelente alternativa que apareceu foi o Meebo, um web-based Instant Messenger multiplataforma. Comecei a usar o serviço e acabei por me tornar um heavy user e passar a adotá-lo também em casa (onde não há restrições). As vantagens para usá-lo em casa passam principalmente pela manutenção de um histórico único de conversas (é, eu costumo gravar as conversas, BE CAREFUL) e a possibilidade de me conectar rapidamente, sem necessidade de configurações extras de computadores alheios.
O que é curioso nesse caso é que eu concentro nesse provedor terceiro as 2 principais senhas de serviços em internet que eu utilizo (MSN e Google), além do próprio armazenamento de conversas, dados, etc. E uso sem a menor cerimônia ou receio de mau tratamento dado a essa privacidade. Posso estar sendo negligente, mas o nível de serviço que estou recebendo do Meebo me garante essa confiança, que vai muito além dos TOS (terms of services). É aquela história: se garantem num produto de alta qualidade.
Outro exemplo bem bacana (e ainda mais “vulnerável”) é o FMAIL, aplicativo que roda no Facebook para utilização do Gmail. A maior vulnerabilidade é que, no mínimo, o Meebo é uma empresa constituída. O FMAIL não, é uma dupla de desenvolvedores. E mesmo assim a confiança é cega. O FMAIL é um serviço menos estável, com alguns bugs, mas que dá conta do recado, pra quem não pode ficar no escuro durante o dia.
Assim, me tornei um cara cada vez menos dependente de instalação de apps clients em meus computadores, tomei um caminho cada vez mais direcionado a serviços web-based.
16 Apr
Tornei-me beta tester do Joost, a nova recém-anunciada (e auto-proclamada) revolução da internet. Continua ainda limitado a quem se inscreveu. Consegui reservar meu nome “Carbonell” e efetivamente testá-lo, ainda de maneira light.
Os caras arrebentaram. Tudo muito simples de usar, intuitivo e prático. O Joost é uma TV mundial cujos canais passam o que você quer ver, quando quer ver, não importando em que país esteja. Lá você pode ver programas inteiros, com uma definição espetacular (mesmo pra mim cuja definição do computador não é de uma TV) e praticamente nenhum loading de streaming. Não sei qual foi a jogada que esse pessoal arranjou (só para situar o leitor, o Joost foi lançado pelo mesmo pessoal que lançou os bem sucedidos Kazaa e Skype)
Ainda peca na programação. Até agora encontrei 24 canais com vários programas cada. Mas, ainda, não tem nenhum dos grandes produtores de conteúdo (além da MTV). Provavelmente estes, a exemplo do que fizeram erradamente as gravadoras, vão tentar boicotar o joost até que não suportem mais. E a revolução não pára!