Leo Carbonell

I know a guy that knows a guy…

IR

É, acho que meu problema contábil desse ano diminuiu (erro meu), e inverto agora minha ameaça de desobediência civil. Porém, brasileiro é fueda… Qualquer migalha já se satisfaz. Veja:

  • Por eu ter invertido a conta – não tenho mais a pagar e sim a receber – é muito provável que eu nem confira se a declaração de rendimentos está correta, com tanta possibilidade de erro em função do ano passado, com a demissão, duas fontes pagadoras, etc. Devia estudar a fundo a declaração, mas, pra correr com o prazo (e tentar me garantir nas primeiras restituições), acredito que vou deixar passar…
  • Fico logo felizinho pq vou ganhar um dinheirinho. O Catso!!! Esse dinheiro já era meu!!! O governo usurpou-o na mão grande e está me devolvendo com uma correção monetária abaixo do mercado.

Malditos!!!

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  • Podcast | Velhas Virgens

    Inauguro outra categoria aqui no site: a dos meus podcasts. Na verdade já coloquei algumas músicas aqui, e sei também que podcast não é uma simples música, e sim praticamente um depoimento, um mood, que pode até ser musical! Muito difícil de entender…

    Bem, vou refrasear: hoje estava lendo sobre webwriting e SEO (search engine optimization) e descobri que é muito mais efetivo eu ter nomes de posts mais diretos ao ponto! (obrigado DuduP!) Assim, quando quiser contar sobre uma música, vou escrever no título PODCAST e o nome da música / banda a qual vou contar a história. A propósito, repararam também que os permalinks agora trazem praticamente todo o nome do post? É, mais uma dica de SEO… :)

    Bem, sei que o blog é de família mas hoje voltou a minha mente esse hino do Velhas Virgens, auto-intitulada a maior banda independente do Brasil. A música é super engraçada e escrachada. Assim, quem se sentir ofendido, nem deve dar o play abaixo. Quem não tem problemas, help yourself!

     

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  • Às armas!!! À desobediência civil!!!

    Chegou a época mais nefasta do ano. Após 12 meses tendo perdido praticamente 30% do salário bruto para o governo, que nos abduz o dinheiro na mão grande, chegou a hora de fazer o ajuste.

    Fazer o ajuste significa que, pela média, o governo não consegue acertar o roubo durante o ano. Chegando o fim do ano, então, trata de acertar as contas conosco, normalmente pedindo mais!

    Vou propor o seguinte: em meu próximo post vou colocar o meu imposto (rascunho ainda) aqui no blog (indexado claro, mas as proporções serão corretas). Quem der a melhor dica de como burlar o sistema, ganha um beijo! :)

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  • Começando forte nessa nova série, com dois post logo em sequência, lembro os amigos que sou um expert na procura de imóveis. Já passamos por 2 mudanças de apartamento (no casamento e a última em 2005) e posso ser considerado um turista imobiliário (gosto muito de ver apartamentos).

    Uma das histórias dessas épocas é que eu, prático que sou, já descartava imóveis só pela descrição. Costumava não cair nas conversas do corretor. Vi muita porcaria, mas a maioria batia com o que havia solicitado.

    Uma das porcarias que vi foi quando estava sendo atendido por uma corretora chamada Delmar (nome fictício). Conheci Delmar pela primeira vez que ligava para uma corretora X e decidi focar meu relacionamento apenas com ela. Logo na primeira visita ela se apresenta: “Oi, sou Delmar. Eu não sou corretora, estou corretora!”. Isso, como vocês podem imaginar, encheu-nos de confiança na dona… :) Delmar costumava nos levar em muitas porcarias e devo a ela grande parte de meu aprendizado :)

    O ápice (e final) de nossa relação foi quando ela nos levou num apartamento praticamente destruído. Horroroso o apartamento, mas provavelmente não o pior de todos os que já vi nessas sagas. D. Delmar ficou tão sem graça, mas tão sem graça, que não teve coragem de se despedir de nós. Ficou com a cabeça baixa, murmurando alguns impropérios consigo mesmo, se afastou de nós. Acredito piamente que algumas lágrimas caíram.

    Quem já passou por isso sabe como é! :)

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  • Inicio uma nova série, após o hit Seinfeld Quote: “Na época eu não blogava” trata, como o nome sugere, dos meus últimos 30 anos, antes de me tornar esse blogueiro que vos escreve. São vários casos reais que gostaria de ter compartilhado com todos os meus amigos mas não tinha a ferramenta para tal. Hoje tenho :)

    Vou listar, para debutar a série, as besteiras ditas por professores que ouvi na faculdade de administração, na PUC-Rio, uma das melhores da cidade. O ensino era bom, algumas coisas interessantes aprendi ali, principalmente cadeiras básicas como contabilidade, teorias de administração e recursos humanos. Porém, em matérias mais, digamos, não-convencionais, às vezes parecia um freak show. Vamos a algumas:

    • O Gallant Hotel é fruto de um empresário de visão, para construir um hotel para executivos, antes mesmo do teleporto do Rio ficar pronto. Professor desconhecido de Estruturas e Processos Organizacionais
      • Ora! O cara nunca ouviu a nenhuma propaganda do hotel. Nas rádios, na época, ele se anunciava como “O ponto G do Rio”.
    • Unique Selling Proposition é o que qualquer peça de propaganda deve ter. Nenhuma peça de propaganda com mais de um benefício apresentado será bem sucedido. Professor Daniel Plá, de Gerência de Propaganda.
      • É comuníssimo a presença de caronas em filmes de propaganda, uma cartela que mostra um benefício adicional, quer seja uma promoção ou um “e tem mais”.
    • Não existe a possibilidade de uma peça de propaganda ser bem sucedida se houver nela qualquer palavra com conotação negativa. Nunca use palavras “Não”, “Nunca”, “Nada”, mesmo que seja para apresentar o seu contraponto. Professor Daniel Plá, de Gerência de Propaganda.
      • Na época a MasterCard ainda não tinha lançado a campanha “Priceless”, apenas para citar um exemplo recente.
    • O Émail é uma das grandes ferramentas de hoje! Professor desconhecido de Estruturas e Processos Organizacionais (pronuncia-se É-MA-IU. Repare que não é i-meio, é É-MA-IU mesmo)
      • Até descobrir o que o cara estava falando demorei um pouco. Isso numa época que não era tão incomum o uso de emails…
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  • Curb your enthusiasm

    Mais uma série que estou vendo: Curb Your Enthusiasm. É natural até que eu goste dela, visto que é realizada pelo co-roteirista de Seinfeld, cujo alter-ego ficcional era o George Costanza.

    A série trata da ivida cotidiana de Larry David, um escritor praticamente aposentado, ap´s ter ficado milionário com a série de maior sucesso nos anos 90. É repleta de reedições das mesmas piadas mas sua edição mostra um compromisso maior com a suposta realidade: se em Seinfeld já era possível identificar correlação com nossa vida cotidiana, nesse é ainda mais possível. Principalmente por ser um projeto da HBO, mais independente que a NBC, por ser um canal a cabo.

    Essa independência da HBO sempre me foi comentada pelo Rushman, amigo do blog. Assinante de TVA desde os primórdios, sempre viu a HBO e acompanhou grandes lançamentos, como Band of Brothers e Rome.

    Abaixo coloco, só pra entrar no clima, o tema musical de entrada da série. Já é pra começar rindo!

     

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  • E houve quem gritasse…

    Parecia final de campeonato… logo após a eliminação de Siri no Big Brother, um sujeito grita pela janela, tal qual num jogo de futebol:

    Féla da puuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuut……………….

    Achei exagerado!

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  • Séries

    Séries que estou assistindo (baixando) no momento:

    • The Office: alterna bons e maus momentos. O início desta terceira temporada, com a divisão do grupo em dois escritórios, se mostrou um tanto perdida. Agora, com apenas uma nova personagem a mais, a série tem voltado a sua melhor forma. O interessante é que a série usa-se de um romance e este é um das grandes atrações. Interessante pois não era esperado numa série “dilbert” algo na linha romântica onde o espectador (e eu mesmo, que não sou fã deste tipo de TV) torce pelos protagonistas.
    • 24: Um hors concours. Estamos na sexta temporada, que está muito bem amarrada. Um problema é que agora estou uptodate total, não tenho débito de praticamente nenhum episódio. Ontem mesmo estreou o 11º episódio, que espero ver hoje mesmo! É chato ter que esperar 1 semana!!!
    • Studio 60: Grande surpresa. Trata-se de um drama-cômico (ou de uma comédia dramática) sobre os bastidores da produção de um programa de TV (tipo SNL) e se entremeia das relações interpessoais. O grande ponto do programa é que a realidade com que apresentam as situações é espantosa. O programa produzido dentro da ficção certamente é melhor do que 9/10 da produção de ficção televisiva brasileira (incluindo principalmente as novelas). Outro ponto alto da série é um relógio em cena, contando quanto tempo falta para o próximo show ao vivo. Isso pode parecer simples, banal. Mas é crítico, pois a continuidade deve estar SUPER atenta, pois o relógio aparece em cena em grande parte do programa. E nós aqui temos que nos contentar com Zorra Total.
    • 30 Rock: também é uma boa série sobre bastidores de TV, porém esta é simplesmente comédia / escrache. Mas é divertido. Tem como principais atrações a própria produtora / roteirista (Tina Fey), egressa do SNL (grande escola da comédia americana, de onde saíram Eddie Murphy, Mike Myers, Will Ferrell, entre outros) e do Alec Ba;dwin, convidado recordista do SNL.
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  • A incrível arte de sentar-se à mesa

    Essa é uma habilidade que não tenho. Não estou falando de etiqueta, de bons modos. Estou falando de escolhas.

    Me impressiona como existem pessoas hábeis em identificar e conseguir escolher os melhores lugares em mesas de almoço ou bate-papo em happy hours e afins. Essas pessoas escolhem lugares não em função de logística (quem chega primeiro) ou segundo o posicionamento da mesa em relação ao local. A escolha é sempre baseada na predição de qual será o lugar que centralizará as melhores conversas da mesa! Predição, pois não é possível determinar com certeza qual será o melhor lugar (e ainda existe a avaliação subjetiva de qual a melhor conversa), mas invariavelmente essas pessoas lá estão, no ponto mais animado da mesa.

    Pior do que a habilidade é o círculo virtuoso que isso gera: sempre presente no melhor lugar da mesa as outras pessoas também tentam sentar-se junto a essa pessoa, que nem sempre é o melhor papo, mas está sempre no lugar certo na hora certa!

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  • Reunião de Condomínio

    Sou um colaboracionista. Se é que existe essa palavra. Gosto de colaborar, acho que todos devem fazer sua parte. Assim, logo que saí da casa de meus pais, após meu casamento, sem nenhuma experiência em administrar minha própria casa, fui eleito nos braços do povo conselheiro de meu condomínio. Uma glória. Cabe lembrar que na reunião eram apenas 3 participantes, e um deles já se candidataria a síndico pelo enésimo mandato e o outro era também um conselheiro!

    No ano seguinte, aí sim, o povo me consagrou síndico com uma votação acachapante de 2 votos. Na verdade, foi mais um empurra do que uma eleição. Mas assumi o tranco. O mandato correu normal, fiz uma obra complicada (bem ao estilo Maluf) de troca de coluna de água (4 ao todo), fui processado como síndico por problemas telefônicos no apartamento de uma moradora, causado pela obra de outra moradora, intimado a depor na delegacia pelo uso indevido de carros na garagem (uma moradora alegava que deixava o carro à noite e no dia seguinte ele estava com 200km rodados a mais), foi um período divertido (pena que não tinha um blog na época!).

    Depois deste mandato larguei a sindicância mas ajudava sempre que possível. Quando mudei de condomínio, e com meu exílio em SP, não pude participar mais ativamente deste novo condomínio. Muito menos me candidatarei a síndico deste prédio, com mais de 100 condôminos! Não tenho o tempo necessário. Mas, me candidatei (e fui eleito, novamente, por aclamação popular) a conselheiro do condomínio, numa última reunião no mês passado.

    Essa reunião foi definitivamente emblemática do tipo de situação que o ser humano se sujeita. Vou listar alguns dos episódios mais peculiares da reunião:

    • Fui a essa reunião, a propósito, mais com intenção de angariar material jornalístico aqui pro blog do que efetivamente para ajudar. Acabei me tornando conselheiro, mas consegui minha pauta!
    • A presidente da mesa era, por acaso, uma professora de português aposentada. Em determinado momento, quando estávamos analisando detalhes da convenção, ela discorreu um tratado sobre a redação da convenção (que efetivamente estava impróprio) e sugeriu que armássemos uma nova assembléia geral para alterarmos o texto (o que seria impossível, pois precisaríamos encontrar 2/3 do quorum, quando normalmente vão apenas 1/10 dos condôminos).
    • A mesma professora de português praticamente exigiu que se fossem oferecidos cursos como o de dança de salão e hidroginástica, como se fosse obrigação (e não elegância) da síndica.
    • Em determinado momento final o condômino-problema (sempre existe um… este com o agravante de ser ex-síndico-frustrado com a boa administração atual) exige que a síndica obrigue (conforme manda a convenção) os condôminos que possuem animais a prestar contas ao anualmente condomínio de suas obrigações sanitárias (vacinas anti-raiva e afins). Ora, mesmo que a síndica argumentasse a improbidade / inadequação da cláusula da convenção, ele foi incisivo, e tomou outros 15 minutos da reunião, que já demorava em acabar.
    • Outro condômino, das antigas (se é que me entendem :) ) cobrava seu problema particular (do qual eu também sofro porém não o trouxe a pauta): o descredenciamento do Itaú como banco com débito automático. O assunto tomou outros 10 minutos da reunião, mesmo que a representante da administradora explicasse todos os motivos plausíveis de segurança para tal descredenciamento. Chegou-se ao cúmulo de agendarem durante a reunião uma forma para que ele pagasse seu próximo condomínio, já que este estaria viajando de férias!
    • Todo esse desconforto da reunião (mais os 12 meses a frente da administração do condomínio) pela remuneração de menos de 2 cotas de condomínio… Achei pouco, pois ela não tem isenção de 1 cota, ou seja, se “vende” por menos de R$500 ao mês, para todo esse problema. Eu acho que não faria.
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