I know a guy that knows a guy…
10 May
Se fosse
Dia de glória:
A vida é boa…
10 May
Considerações básicas sobre os eventos de ontem:
8 May
Tenho uma pendenga com o CRA-RJ. Na verdade tenho aversão, ódio, ojeriza, raiva e todos os sentimentos negativos que o dicionário me permitir.
Me inscrevi no CRA-RJ “forçadamente”, ou melhor, sem ser por livre e espontânea vontade: trabalhei num período na Federação de Comércio do RJ, pelo qual também nutro os mesmos sentimentos. Quando me contratou, indesejadamente pois iria ser contratado num movimento de renovação daquele antro, o administrador daquele latifúndio político queria encontrar uma chance para não me contratar, e me exigiu este registro.
Ora, não tinha ainda e nem iria ter. Já tinha decidido isso desde a faculdade, quando eles foram recrutar registros (na única vez que apareceram). Este conselho, diferentemente da OAB, CREA, CRM e outros poucos, não presta serviço nenhum. Vive às custas de uma o brigatoriedade de uma lei arcaica.
Então me registrei e paguei a primeira anuidade naquele longínquo ano de 1998. Desde então não voltei a pagar. Sempre que vou lá e tento cancelar minha carteira eles indeferem meu pedido pois não tenho como comprovar que não trabalho mais como administrador. Óbvio também, já que essa carreira pode fazer de tudo. Assim, terei que ficar desempregado para cancelar tal registro.
Meu ódio também vem que, anualmente, me mandam uma cobrança de um escritório especializado, me ameaçando colocar nos mecanismos de proteção ao crédito e tudo mais. Ora, não me prestam nenhum serviço e ainda por cima me ameaçam?? Morram!!!
Em breve tentarei mais uma vez cancelar meu registro. E posso tentar fazê-lo através de uma carta aberta para tentar ameaçá-los, fazê-los provar do próprio veneno, malditos.
Ainda não odiou-os? Veja só a cara dos malditos e dê-me a razão!!!
7 May
Nada mais irritante do que os Captchas da Internet. Porém, sua utilidade é enorme. Os Captchas são mecanismos indispensáveis na internet que impedem a ação de robôs e hackers, exigindo a presença de uma pessoa, pois se utilizam de um desafio visual, dificultando a ação de robôs.
A sigla de Captcha parece pernóstica: Completely Automated Public Turing test to tell Computers and Humans Apart. Mas, obviamente, foi forçada a definição para permitir o uso de um neologismo, derivado de Gotcha!, o que foi muito bem sacado.
Ultimamente me deparei com uns que já ultrapassaram o nível da razoabilidade. O captcha deve ser feito para qualquer um acertar, com facilidade. Não deve ser tão rebuscado que precise de ajuda de alguém. Quando o índice de acertos é menor do que 100% o captcha atrapalha mais do que ajuda.
Selecionei abaixo alguns exemplos que me incomodam:




E outros que acho muito bons…



4 May
Minha curiosidade ainda me mata. Cansado da rotina de andar de ônibus, sem um ipod ou joguinho pra matar o tempo, ampliei minha mania de bisbilhotar a vida dos outros para as viagens gávea-botafogo. Outro dia, sentado numa cadeira, atravessei o olhar para uma senhora no outro banco e vi que ela estava anotando algo que se parecia com uma lista de compras. Mas, alguns detalhes da lista me pareceram curiosos:
Isso não me parecia mais lista de compras. Atentei ao detalhe que, no alto do papel estava um nome próprio, Marco Antonio não sei de quê. Aí saquei que tratava-se de mandinga, macumba, trabalho… Passei a olhar pro outro lado
ps. Antes que venha a reprovação, faço isso mesmo. Sempre estou prestando atenção na conversa e movimentações dos desconhecidos à minha volta. Minha “desculpa” é que como não os conheço a informação chega apenas como curiosidade geral, não vira uma informação privilegiada ou invasão de privacidade. Não faço isso com amigos ou conhecidos, fiquem calmos.
3 May
Trechos do artigo de Mangabeira Unger, futuro “Ministro do Futuro”, ou, titular da SEALoPra (Secretaria Especial de Ações a Longo Prazo). O artigo é do final de 2005. Naquela ocasião o intelectual, já mostrando sua vocação do longo prazo, atacava o então presidente para ele, o dito intelectual, cavar uma oportunidade surreal como candidato à própria presidência. Vale a leitura.
“Afirmo que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional. Corrupção tanto mais nefasta por servir à compra de congressistas, à politização da Polícia Federal e das agências reguladoras, ao achincalhamento dos partidos políticos e à tentativa de dobrar qualquer instituição do Estado capaz de se contrapor a seus desmandos.
Afirmo ser obrigação do Congresso Nacional declarar prontamente o impedimento do presidente. As provas acumuladas de seu envolvimento em crimes de responsabilidade podem ainda não bastar para assegurar sua condenação em juízo. Já são, porém, mais do que suficientes para atender ao critério constitucional do impedimento. Desde o primeiro dia de seu mandato o presidente desrespeitou as instituições republicanas.
Imiscuiu-se, e deixou que seus mais próximos se imiscuíssem, em disputas e negócios privados. E comandou, com um olho fechado e outro aberto, um aparato político que trocou dinheiro por poder e poder por dinheiro e que depois tentou comprar, com a liberação de recursos orçamentários, apoio para interromper a investigação de seus abusos.
Afirmo que a aproximação do fim de seu mandato não é motivo para deixar de declarar o impedimento do presidente, dados a gravidade dos crimes de responsabilidade que ele cometeu e o perigo de que a repetição desses crimes contamine a eleição vindoura. Quem diz que só aos eleitores cabe julgar não compreende as premissas do presidencialismo e não leva a Constituição a sério.
…
Afirmo que o governo Lula fraudou a vontade dos brasileiros ao radicalizar o projeto que foi eleito para substituir, ameaçando a democracia com o veneno do cinismo. Ao transformar o Brasil no país continental em desenvolvimento que menos cresce, esse projeto impôs mediocridade aos que querem pujança.
Afirmo que o presidente, avesso ao trabalho e ao estudo, desatento aos negócios do Estado, fugidio de tudo o que lhe traga dificuldade ou dissabor e orgulhoso de sua própria ignorância, mostrou-se inapto para o cargo sagrado que o povo brasileiro lhe confiou … “
1 May
Entro no clima do movimento MV-Brasil, conhecido pelos bordões HALLOWEEN É O CACETE! VIVA A SOBERANIA NACIONAL! e RESISTIR É PRECISO!
Por que diabos, nas homenagens póstumas ao falecido Octavio Frias, todos os veículos o lembraram e “rotularam” como publisher??? Não cabia editor? Jornalista? Livreiro? Gráfico? Empresário? Tinham que usar a palavra em inglês?
Obviamente estou sendo exagerado. Logo eu, americanófilo a beça. Possivelmente seja a melhor palavra para descrever um empresário de comunicação social. Mas TODOS os veículos que li, chamando-o de publisher, fica uma sensação de vencidos que fomos, os de língua portuguesa.
29 Apr
…na reportagem que o Fantástico acabou de apresentar, que recebeu uma tentativa de sequestro relâmpago e gravou tudo, depois apresentando uma parte de serviço, mostrando como se precaver desse tipo de crime? Não viu? Veja aqui. Ou leia a matéria aqui.
Algumas coisas eu não engoli:
Acho que a Globo não poria à risca sua integridade jornalística forjando tal situação, para atender seu perfil “Infotainment“. Pode ter acontecido, mas, se o tiver feito, é digno de uma perda astronômica de credibilidade.
UPDATE: Adicionei o link do wikipedia para a difícil palavra Infotainment e corrigi sua grafia.
25 Apr
Dilema master em minha vida. Casei-me com uma farmacêutica. Juro que me causaria estranheza casar com uma, pois não conhecia muito o universo dos farmacêuticos, principalmente no Brasil onde a pesquisa é praticamente nula. Pra mim farmacêutico era apenas o pesquisador das drogas. Só não foi estranho (dentre outros motivos não relacionados à sua profissão) pois minha mãe também é farmacêutica, vejam só. Não me venham com complexo de édipo ou outros BS filosóficos, que é simplesmente uma coincidência.
Tem sido divertido até agora. Aprendi muito sobre a profissão e sobre seu campo de atuação. Porém sempre me vem a dúvida sobre quem tem mais propriedade em tratar os assuntos de drogas, eles ou os médicos. A resposta natural seria os farmacêuticos, que conhecem bem as drogas. Mas os médicos conhecem os pacientes. Fica a dúvida, eterna.
Outro dia assistindo Curb Your Enthusiasm vi um episódio que retratou fielmente essa dúvida. Vejam na edição abaixo. (Lembrem-se de ligar o espírito besteirol-pateta-ácido de quem assiste este seriado).
24 Apr
Podem dizer o que quiserem, de violência a falta de conforto, mas um dos meus programas favoritos é ir ao Maracanã. Talvez até esses problemas ajudem o programa ficar mais pitoresco. Mas gosto mesmo é de ir ver o futebol e a festa das torcidas. Que espetáculo que elas fazem.
Irá, nessa hora, o ilustre leitor amigo começar a pensar num comentário para me sacanear, já que meu time, o Flusão (que só me dá alegrias há 31 anos), não passa por uma boa situação. É verdade, não há como negar. Mas acalme-se ilustre leitor. O post é da paz.
Gosto de ir ao maraca para ver futebol pois sou fanático pelo esporte. Se um dia for ao clássico caipira de XV de Jaú contra o XV de Piracicaba certamente ficarei nervoso, gritarei com os jogadores, me emocionarei. Adoro futebol. Não importa os times em campo. Agora o campo importa sim. E o maraca é o melhor deles. Acompanho jogos lá desde os 10 anos. Possivelmente fui a tantos jogos de Flamengo ou Vasco quanto fui aos do Flusão. É um programaço.
Recentemente fui na sequência de jogos do Vasco em que o Romário tentava alcançar o milésimo gol de sua carreira. Infelizmente não aconteceu, em 3 jogos seguidos. O sujeito teve uma média de 3 gols por jogo durante o campeonato que até o mais otimista não esperava e não conseguiu fechar a conta em 3 jogos seguidos. Aqui vai uma crítica a essa imprensa esportiva e televisiva, a imprensa do ObaOba: não foram 4 jogos, já que no primeiro, contra o urubu ele teve apenas 10 minutos para tentar, já que entrou em campo com 998 gols. Além disso, um sujeito como o Romário está acima do bem e do mal no que se refere a sua habilidade em fazer gols. Tratar esses 3 jogos como uma “sina”, “calvário” ou “saga”, ou falar que isso levou o time da colina a sua ruína é não só uma burrice estatística e futebolística como também um desrespeito ao baixinho. Existia alguém melhor para o Vasco colocar naquele ataque? Alguém melhor que o Romário? Que time quer marcar gols colocando a equipe no esquema 3-6-1, com ele isolado lá na frente sem receber bolas? Façam-me o favor, respeito a quem merece o respeito.
Bem, numa dessas aventuras recentes no maraca para assistir o Gol 1000 uma das “canções” mostra exatamente o que é o espírito encantador daquele estádio (e provavelmente o espírito de se assistir futebol no mundo inteiro). A música fazia alusão a um acidente acontecido em 91 ou 92, quando parte da amurada que faz a proteção da arquibancada cedeu, tamanha a quantidade de gente naquele jogo, empurrando alguns torcedores em direção a geral, numa queda de mais de 10 metros, causando a morte de 2 torcedores rubro-negros. O acidente é triste (e simbólico do descaso perene com o estádio). Mas é capaz de mostrar como se comportam as torcidas. Neste ano, 15 anos depois do acidente, a torcida cantava uníssona a seguinte canção:
ô balancê, balancê
escute que vou dizer
a festa da raça está em extinção
vocês viram na televisão
coitadinha da raça
a raça do urubu (tomou no cú)
tentou voar no Maraca legal
e caiu na geral
E eu, obviamente, fui ao delírio, pois a cançào sacaneia meu maior desafeto, que normalmente acusa o golpe, tamanha é a ferida não curada. Não cantei, pois não me junto àquela gente lusitana. Mas, ver a torcida favelada sofrer, ah isso vale a pena em qualquer momento!!!