Leo Carbonell

I know a guy that knows a guy…

Curtas

  1. O esgoto que reportei outro dia já foi consertado. Quero dizer, em parte. A calçada ainda está quebrada, com o buraco tapado por um compensado. Mas o esgoto já não corre mais para as galerias de águas pluviais.
  2. Agora tenho uma “magrela” pra passear por mais ruas de SP, que não apenas no Itaim. Terei mais material jornalístico. A propósito, magrela é como os paulistas chamam bicicleta!!!
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  • Os limites do Itaim

    Quem me conhece sabe que sou um cara preguiçoso por natureza! Se tenho que realizar uma tarefa, vou de carro, não importa se é na esquina. A pé, só se for passeio descomprometido! E, como aqui em SP adotei a política de superávit primário (=custo mínimo), estou sem carro e morando do lado do trabalho. Isso só alimenta minha preguiça inata. :)

    Portanto, muito do que vejo aqui em SP ainda é sobre esse bairro do Itaim. O bairro é dentro da subprefeitura de Pinheiros. Na estrutura oficial da cidade o Itaim vai muito além da denominação oficial de meu blog (aqui sou o presidente e CEO, determino as oficialidades :D ). Clique aqui e veja os limites do Itaim:

    • destaque amarelo: Grande Itaim, limitado pela Av. Bandeirantes (Sul), Marginal Pinheiros (Oeste), Cidade Jardim / 9 de Julho (Norte) e São Gabriel / Santo Amaro (Leste). A diferença deste limite para o da prefeitura é que o Itaim segue mais ao Sul, entrando pelo bairro do Brooklin.
    • destaque verde: Esse é o Itaim reduzido, limitado pela JK (Sul) e Faria Lima (Oeste).
    • destaque vermelho: Esse é o "meu" Itaim. Os limites sul e leste se dão na Joaquim Floriano e João Cachoeira, respectivamente. Se eu quiser andar um pouquinho mais, posso ir no Extra, seguindo um pouco mais na João Cachoeira, lá na esquina da JK. E é só!!!

    Por aí têm sido minhas caminhadas aqui por SP. Mas em breve teremos novidades… :)

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  • Itaim vs. Vila Olímpia

    Bem, minha vida tem se resumido muito ao Itaim Bibi, que é um nome BEM BICHA, talvez por isso Bibi… :) Sem carro não tenho muito como sair daqui, só quando pinta alguma saída com o pessoal do trabalho. Outro dia até me aventurei para ir no Paraíso, mas basicamente fico aqui no Itaim.

    O Itaim é um bairro, na minha visão, de uns 30 anos, considerando a idade máxima dos prédios. Porém, como tinha muita casa, e pela pujança da Faria Lima, que margeia o bairro, está crescendo a olhos nus. A quantidade de canteiro de obras é gigante. É prédio residencial e comercial subindo. E a arquitetura dos prédios é altamente inovadora. Na minha terra natal os prédios de lançamentos de classe média alta são todos parecidos… Aqui não… Tem loft, prédios com telhados ingleses (tipo o do edifício Dakota em NY), arquitetura moderna totalmente envidraçada, e, também, a arquitetura mais óbvia, comum nos bairros novos daquele balneário.

    Apesar do crescimento, o Itaim é relativamente calmo e sem grandes pretensões. O contrário da Vila Olímpia.

    Outro dia fui jantar num restaurante lá, o Noyoi. O bairro deve ter uns 5 anos apenas. E, como sempre, a iniciativa privada é muito mais rápida do que o governo. O bairro já conta com inúmeros espigões (a maioria envidraçados de arquitetura moderna). E muito mais canteiros de obras. Porém, contrasta com a infra-estrutura incondizente com o que já está no ar. Em frente ao Caesar Park Faria Lima , um mega complexo hoteleiro, a rua quase não tem calçamento. Dizem que aquilo será a continuação da Faria Lima, por isso é um canteiro de obras ao ar livre, mas não é compatível um hotel 6 estrelas dar de cara para uma rua com paralelepídos e/ou alguns cantos com terra aparente.

    A Vila Olímpia é um bairro com grandes pretensões. A principal é o gigantismo. Outra, ser um centro de gastronomia e comércio de alto nível. É um bairro que já acontece. Mesmo que o governo ainda não acompanhe.

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  • OVNI

    Mais um dos exemplos desta cidade estranha.


    Nesta casa supostamente mora alguém. É quase na esquina da R. Amauri com a Faria Lima, bem em frente de meu escritório. A foto é de meu amigo DuduP e provavelmente já foi objeto de posts de amigos blogueiros que como eu são recém chegados a essa cidade e trabalham comigo.

    É certamente uma casa, e alguém mora nela. Se repararem na foto existe um conjunto de janelas na frente (ok, uma bola não tem frente nem fundos, mas vamos supor que a frente é esta face que aparece mais na foto) e um nos fundos. Nas janelas do fundo é possível ver, em alguns dias, um varal com roupas penduradas.

    Outro indício de que a casa é habitada é que existe movimentação pelos fundos da casa, na R. Peruíbe. Como este quarteirão é muito estreito, todos os prédios ali tem faces para as duas ruas. Pelos fundos já vimos, quando almoçamos num restaurante daquela rua de trás, o Italianinho (Mezzo Giorno), vemos um Mercedes Classe A e alguns empregados. Existe movimento sim.

    Os acessos para subir são a escada (a única que conseguimos ver é a externa) e uma rampa na frente da casa. E, para descer, ainda existe um tobogã!!! É verdade, aquela estrutura amarela que se vê na foto é um tobogã (não sei se é para descer lixo ou encomendas, mas é um tobogã!).

    Não imagino esta casa em outra cidade brasileira. Pelo menos não em uma cidade que não é referência de observação ufológica :-)

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  • Juro que não!

    Juro que não é rixa. Inclusive, não é o mote deste blog. Mas vejo que a fama que minha cidade tem de violenta é 80% gerado deliberadamente pela mídia. Explico-me:

    Ontem, fato raro, consegui ver o Jornal Nacional quase todo. Nunca chego em casa nesse horário. Bem, estava lá eu, em plena São Paulo, assistindo o Jornal Nacional. A pauta de ontem perambulou entre esse astronauta brasileiro, novas políticas públicas na agriicultura e no álcool, Malária, pizza congressista, ronaldinho gaúcho e fraudes na internet. Perdida no meio dessa pauta estava uma matéria de cerca de 1.30 minuto sobre um Tiroteio em Copacabana. A matéria estava super ilustrada, com simulação, corpo morto no chão coberto por um lençol, depoimentos de vítimas e depoimentos de testemunhas protegidas pela tela embaçada.

    Ora, no mesmo dia de ontem, aqui em SP, segundo as notícias que consegui levantar em 5 minutos em alguns veículos paulistas, verifiquei outras situações com igual nível de falta de segurança pública:
    Rebelião na Febem
    Sequestros Relâmpagos
    Estudante Baleado na USP
    Juiz sofre sequestro relâmpago
    Arrastão em prédio de luxo

    Ora… Nenhum desses assunstos poderiam ocupar espaço no jornal televisivo mais assistido do Brasil, quiça do mundo?? Porque, então, a editoria do JN (e da TV Globo) escolhe, quase que invariavelmente, o assunto da violência no RJ e omite o da violência em SP??

    Vejo colegas no meu trabalho bastante influenciados por esse tipo de informação. E ficam míopes. E, ao seu lado, na cidade pujante, está sujeito ao mesmo tipo de problema, crônico. Tenho 2 relatos de colegas que já foram vítimas de sequestro relâmpago. E falam naturalmente disso. Mas, quando ouvem falar da linha vermelha por exemplo, falam como se tivessem falando de Bagdá, Islamabad, Beirute…

    A violência em metrópoles não é limitada pela geografia brasileira. É limitada pela falta de políticas públicas e de governância. Aqui em SP e no RJ!

    Desculpem o parêntese. Voltemos a nossa programação normal!

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  • Esgoto

    É… São Paulo é quase uma Los Angeles… E quase uma cidade brasileira. E, no meu curto caminho entre o meu apto e meu trabalho (5 minutos) consigo vislumbrar essa semelhança com o Brasil:

    Há cerca de 2 semanas (sexta-feira, 25/mar) estourou uma tubulação de esgoto, na calçada de um prédio bacanudo aqui do Itaim. É o prédio da agência Talent, que tem um movimentadíssimo heliponto no seu teto. Até hoje a prefeitura / governo / sabesp não consertou. A contagem está aberta. Quando fecharem, aviso.

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  • Paraíso

    Outro dia fui no Paraíso, resolver um assunto "informático". Aí deu pra sentir um pouco de vida, de agitação, de stress, que aqui no Itaim não consigo enxergar. Deu pra sentir um pouco dessa SP que a mídia sempre fala. E olha que ainda não fui andar lá na Sé, 25 de Março, Santa Ifigênia… Fiquei ali, no final (ou será começo) da Paulista… E já valeu a pena.

    O Paraíso é um bairro na região da Paulista, da qual sou fã há algum tempo. Ele se mistura um pouco com a Vila Mariana. Eu fiquei muito pertinho da Paulista, juntinho ali da estação do Metrô. Engraçado é que, quando já tinha resolvido o que tinha que fazer, resolvi descer na estação pra atravessar a rua, e sentir um pouco o clima da estação. Quando subi (eu simplesmente atravessei a rua), tinha quase me perdido, a ponto de quase pedir ajuda. Vocês já devem imaginar como isso afetaria a minha patologia de senso de direção :) . Acontece que eu conseguia ver a 23 de Maio, mas como ela cruzava por baixo da rua onde eu estava, que era no alto do morro, eu não tinha nenhuma referência de que lado eu estava. Por pouco não volto pro lugar de onde vim :D . Bem, finalmente, consegui identificar uma grande antena. E, aí, não tem jeito: encontrei a Paulista :D (pra quem não sabe, a Paulista é um dos pontos mais altos de SP, então é onde se colocam as antenas de TV… É ponto de referência, da mesma forma que o o Cristo Redentor ou o Sumaré é para minha terra natal).

    Bem, foi minha primeira incursão solitária pra fora do Itaim. Valeu a pena :D

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  • Tok Stok

    Ontem fui, para passar o tempo, na Tok Stok com um amigo aqui do trabalho. Tenho um grande hobby que é o conhecimento de mapas e a necessidade (quase patológica) de saber chegar em algum lugar. E, já estou me enturmando aqui em SP. Já sei bem chegar em alguns lugares.

    A Tok Stok mais perto daqui fica na Marginal Pinheiros, na ponte Eusébio Matoso, do lado de lá do rio. Eu já tinha visto ela algumas vezes pois fica no caminho para uma pelada que estou frequentando no Butantã. E, com essa minha neura, já sabia chegar lá de cor.

    Esse meu amigo insitiu em achar que sabia o melhor caminho, tolo ele… No final, "o tempo provou-o do contrário", como bem profetizei no carro.

    Claro que não faço isso pra me provar melhor, só que isso é uma mania minha. Claro que esse meu amigo também tinha noção de onde estava indo, e claro que ele tinha o direito de ter essa noção. Mas, existe um ditado na minha terra que diz: "no boxe, nunca aposte no branco". Tem outro que diz: "confie sempre no Carbonell!!!"

    Hehehehe… Meio pernóstico esse post… Entendam-me bem, é uma patologia!!!

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  • Show do U2

    Bem, fui no show do U2 aqui em SP. Lá no Morumbi. Foi talvez minha primeira experiência de SP fora aqui das cercanias do Itaim Bibi.

    O show foi espetacular, “needless to say”. Os caras sabem fazer um show multimídia como ninguém. Mas, a crítica de shows é assunto de outros blogs. Aqui valem os comentários sobre o exílio.

    Bem, fui de carona. Trouxe pro trabalho uma mochila, pra trocar uma bermuda. Deu a hora do almoço e eu ainda não sabia como iria pro show (muito menos tinha ido sequer do outro lado do Rio Pinheiros), mas estava tranquilo. Pedi carona pra um colega que trabalha ao meu lado que eu sabia que morava no “morumba”. Por sorte, o caminho dele me deixava no alto de uma ladeira, ao lado do palácio do governador, a menos de 1km do estádio.

    DETALHE: saímos do Itaim era umas 18.30. Chegamos lá às 19h!!! Lembro-me bem do primeiro show do U2, no autódromo de jacarepaguá… Saí 17.30 de casa, cheguei 21h no show… Isso porque dei sorte e consegui chegar. Metade do público não conseguiu!!!

    Claro, do lado de fora, é a bandalha, bem característica de grandes eventos nas cidades brasileiras: cambistas, vendedores de bugingangas, vendedores de coisas proibidas no estádio, polícia montada e seu odor característico, equipes promocionais. Uma zona. Mas, convencional.

    O fora do convencional é a organização, característico de SP: fila organizada de entrada, 3 ou 4 controles anti-falsificação de ingresso, segurança ostensiva porém civilizada, respeito a quem chegou primeiro e pegou os lugares melhores… E, o melhor, a organização da cidade. O policiamento e a orientação de trânsito foi muito eficiente. Vejam, nunca tinha ido pro outro lado da marginal. Quando acabou o show, dei uma contornada no estádio e em poucos quarteirões havia a fila de ônibus especiais que a prefeitura reservou para atender a população. Em menos do que 20 minutos estava já do lado de casa.

    Um espetáculo.

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  • Notas do Exílio

    Caros

    Este blog será um “diário”, publicado com periodicidade aleatória, com notas sobre meu exílio aqui em SP, esta terra estranha, quase uma Tijuca, quase uma cidade brasileira, quase Los Angeles.

    Trarei anedotas, situações e eventualmente registros visuais sobre essa cidade na qual estou exilado e, apesar da grande rivalidade com minha cidade natal, apresenta-se como um vasto mundo positivo a se explorar.

    Logo virá o primeiro post de verdade, para vocês compreenderem um pouco do espírito deste blog.

    Abraços

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