Leo Carbonell

I know a guy that knows a guy…

Problemas com a justiça

Hoje fui no centrão de SP, resolver meus problemas com a justiça! Calma, to brincando :)

Fui requisitado pela empresa a atuar como preposto em uma causa. Obviamente serei discreto e não comentarei o tema (meus advogados me instruíram: “nada a declarar”). Mas confesso que foi interessante.

Nunca entrei em nada relacionado a justiça que não fosse cartório. Uma vez apenas fui na polícia como testemunha de um caso enquanto eu era síndico do meu prédio. Aliás, outra vez, também quando era síndico, fui pro tribunal de pequenas causas, com uma causa contra mim (o síndico, não a pessoa). Mas a pessoa largou a causa antes da primeira audiência.

Bem, foi uma experiência única hoje. Fora o fato de ter aquele bando de oficial de justiça e escriturários, que são uma boa expressão do que considero do funcionário público de repartição (diferente das empresas públicas), dentro da vara (sem brincadeirinhas, por favor!) o processo é bem divertido! Tive que me conter pra não esboçar satisfação :)

Ficamos nós (autores do processo) de um lado da mesa enquanto os representates da outra empresa (ré) do outro lado. O juiz em uma mesa um pouco mais elevada. Claro que o juiz não conhecia o processo a fundo, então, quando nos chamou, ele ainda estava passando os olhos no processo. Mas, bem legal, conseguiu compreender o processo e se mostrou bastante desenvolto ao tratar dos assuntos da ação (que envolvia tecnologia, logicamente).

Legal também que, além de responder as perguntas vindas do juiz e do lado da ré, pude também dar contribuições aos advogados, ao pé do ouvido, sobre assuntos relativos a causa, que corroboravam a nossa ação. Me senti o próprio Al Pacino em And Justice for all: “You are out of order, this whole court is out of order!!!” :)

Além da experiência pude andar um pouco pelo centrão. Já não andava por lá há mais de 5 anos. Passei pela Av. Liberdade, a Praça João Mendes, a Catedral da Sé. Muito legal. A Catedral é espetacular. Acho que ainda algum dia devo voltar lá no centro, só pra fazer um turismo de novo!

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  • O frio chegou

    Tive que tirar o casaco da gaveta. :) Eu sou um fã do frio, mas confesso que me pegou de surpresa. Segunda-feira dei uma andada de uns 10 quarteirões à noite para encontrar um amigo e a sensação siberiana era de que meu nariz ia cair!!! Próxima semana tenho que trazer um material mais pesado. :)

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  • R. Amauri

    Trabalho na R. Amauri. A região do Itaim Bibi é um pólo de restaurantes e gastronomia. A variedade é enorme, acima da média, pois a gastronomia deve ser o principal “ponto turístico” de São Paulo. Porém, se o Itaim é acima da média, a R. Amauri extrapola. Só no meu quarteirão são 10 restaurantes. Sem contar num ponto que está parado, parece que tem uma caveira de burro enterrada. :) Considerando outras partes da R. Amauri (essa rua é muito estranha, pois está cortada pela Faria Lima e pela Nove de Julho e não parece que uma parte é continuação da outra) aparecem mais 3 restaurantes.

    Vejam os restaurantes neste quarteirão da rua:
    Magari
    Parigi
    Ecco
    Figa
    Forneria San Paolo
    Santi
    Dressing
    Gardel
    Pizza Hut
    Yellow Giraffe

    E os restaurantes “off-limits”:
    Rubayat
    Emporio Chiappetta
    Mercearia São Roque

    E, além dos 13, existe uma praça (no terreno do que seria um outro prédio), com um café. Esta praça surgiu da “bondade” dos Diniz, família do poderoso dono do Pão de Açucar – na rua eles são donos / sócios de alguns restaurantes / pontos, e decidiram que a rua seria o pólo gastronômico.

    Destes restaurante, só o Pizza Hut é “popular”. Todos os outros são de gastronomia contemporânea, aqueles modernosos, com arquitetura requintada, serviço bacana e caros, muito caros :)

    Já comi em metade destes lugares, em breve serão alvo de críticas gastronômicas aqui no blog. Os que faltam são os mais caros :) claro.

    O Parigi, é a cereja do bolo na Amauri, e é talvez um dos 5 lugares mais badalados de SP. Cheio, todos os dias. E, na porta, os carrões, cada um melhor que o outro. Os mais “comuns” são o VW Touareg e o Porsche Cayenne. Desenvolvi um costume ao passar pela porta do restaurante que é o de tocar no vidro dos carros, para verificar se são blindados. O scout está em cerca de 70% a 90% blindado!!!

    Estou no coração dos muito-ricos da cidade!!

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  • Insegurança em SP – II

    O bandido atacou de novo. Como todos sabem, fui vítima de uma quadrilha que assalta cofres aqui no escritório. Mesmo que já escaldado, achei que os bandidos não fossem ser ousados o suficiente para atacar novamente. Mas foram. Roubaram novamente minhas economias aqui da mesa. Já acionei o ministro da justiça.

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  • Rota Aérea

    Uma coisa que não tem como deixar de se incomodar aqui em SP, especificamente aqui nas regiões do Itaim, Vila Olímpia, Moema e até no Ibirapuera é o barulho que os aviões fazem quando passam em direção ao pouso em Congonhas.

    Não tem um dia que passa que eu não olhe pra cima, que nem um arigó, assustado com o barulho.

    O Aeroporto de Congonhas fecha, é bem verdade, às 23h, em função de estar localizado numa área residencial. E é impossível se pensar nessa cidade sem o aeroporto. Mas é muito incômodo. Quando assisto TV à noite eu fico com a janela escancarada, pois minha rua é muito calma. Mas, Em média a cada 5 minutos passa um boeing daqueles e por vezes não consigo escutar o que estão falando na TV. E olha que estou a uns 3 bairros de distância do aeroporto. Dizem que em Moema é o pior bairro nesse aspecto. Esse bairro é dividido pela Av. Ibirapuera: de um lado ficam as ruas com nomes de pássaros e no outro estão as ruas com nomes indígenas. Esse último é o pior, pois é juntinho do aeroporto.

    Vejam como é o mapa da rota de aproximação dos aviões, pelo lado do Itaim:

    • destaque preto: Itaim / Vila Olímpia
    • destaque verde: Vila Nova Conceição
    • destaque vermelho: Moema
    • destaque azul: Ibirapuera

    Em amarelo, vê-se a rota dos aviões, em sua operação de pouso. Imaginem o barulho :)

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  • Parque do Ibirapuera

    Nesta semana fui ao Ibira com minha magrela :) . É um parque bem cuidado, várias opções de lazer, gramado cortado, banheiros, fraldários, respeito dos usuários. Muito bacana.

    O Ibirapuera tem para SP a mesma função que o Central Park para Nova Iorque. É o parque central, com ampla oferta de área verde e espaços culturais na cidade. Assim também deveria ser o Campo de Santana no RJ, mas a falta de conservação e opções de lazer, e por estar numa zona degradada da cidade, inviabiliza qualquer comparação.

    É um parque de grandes proporções. A pista de caminhada / ciclovia é muito ampla. Dizem que nos finais de semana de sol fica impraticável de tão cheio, visto que a cidade é carente deste tipo de local. Porém, não foi o que vi em minhas andanças matinais. Um dos pontos legais do parque é que não é simplesmente um parque: é um complexo. Existem alguns museus dentro do parque, como a Bienal, a Oca e o mam. No entorno do parque também aparecem alguns monumentos, dando mais destaque a esse ponto de SP. Enfim, o parque não tá ali por acaso, nem a cidade pode se privar dele.

    É um grande ponto de visita e convivência.

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  • Insegurança em SP

    Fala-se muito do RJ. Mas, aqui em SP também existe insegurança, em todo lugar. Vejam só.

    Guardo minhas moedas num potinho aqui na minha mesa. Um potinho como esse da figura acima, vazio claro.

    É verdade que este não é um cofre plenamente seguro, estou certo que existe um ou outro ponto de falha nesse artefato. Porém, a localização privilegiada, em cima da minha mesa no escritório, me davam uma sensação de segurança. Vã impressão.

    Hoje, numa ousada e arriscada operação, uma quadrilha de bandidos roubou o potinho, com uma fortuna calculada em torno de R$3,35 em moedas brasileiras. O potinho permanece na mesa, mas o conteúdo é vazio agora. A quadrilha, numa atitude de claro desafio a polícia e a ordem estabelecida, fez questão de não deixar nenhuma moeda para despistar. Se deixasse algumas, de cinco centavos, possivelmente não repararia. Mas a audácia da quadrilha fala mais alto, na intenção evidente de mostrar a força do poder paralelo.

    Eu, como cidadão consciente de meus deveres, já prestei queixa com o rapaz do Administrativo, que é uma espécie de SSP aqui no escritório. Se ele não der conta, irei na delegacia mais próxima.

    Vida que segue. :)

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  • Curtas

    1. O esgoto que reportei outro dia já foi consertado. Quero dizer, em parte. A calçada ainda está quebrada, com o buraco tapado por um compensado. Mas o esgoto já não corre mais para as galerias de águas pluviais.
    2. Agora tenho uma “magrela” pra passear por mais ruas de SP, que não apenas no Itaim. Terei mais material jornalístico. A propósito, magrela é como os paulistas chamam bicicleta!!!
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  • Os limites do Itaim

    Quem me conhece sabe que sou um cara preguiçoso por natureza! Se tenho que realizar uma tarefa, vou de carro, não importa se é na esquina. A pé, só se for passeio descomprometido! E, como aqui em SP adotei a política de superávit primário (=custo mínimo), estou sem carro e morando do lado do trabalho. Isso só alimenta minha preguiça inata. :)

    Portanto, muito do que vejo aqui em SP ainda é sobre esse bairro do Itaim. O bairro é dentro da subprefeitura de Pinheiros. Na estrutura oficial da cidade o Itaim vai muito além da denominação oficial de meu blog (aqui sou o presidente e CEO, determino as oficialidades :D ). Clique aqui e veja os limites do Itaim:

    • destaque amarelo: Grande Itaim, limitado pela Av. Bandeirantes (Sul), Marginal Pinheiros (Oeste), Cidade Jardim / 9 de Julho (Norte) e São Gabriel / Santo Amaro (Leste). A diferença deste limite para o da prefeitura é que o Itaim segue mais ao Sul, entrando pelo bairro do Brooklin.
    • destaque verde: Esse é o Itaim reduzido, limitado pela JK (Sul) e Faria Lima (Oeste).
    • destaque vermelho: Esse é o "meu" Itaim. Os limites sul e leste se dão na Joaquim Floriano e João Cachoeira, respectivamente. Se eu quiser andar um pouquinho mais, posso ir no Extra, seguindo um pouco mais na João Cachoeira, lá na esquina da JK. E é só!!!

    Por aí têm sido minhas caminhadas aqui por SP. Mas em breve teremos novidades… :)

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  • Itaim vs. Vila Olímpia

    Bem, minha vida tem se resumido muito ao Itaim Bibi, que é um nome BEM BICHA, talvez por isso Bibi… :) Sem carro não tenho muito como sair daqui, só quando pinta alguma saída com o pessoal do trabalho. Outro dia até me aventurei para ir no Paraíso, mas basicamente fico aqui no Itaim.

    O Itaim é um bairro, na minha visão, de uns 30 anos, considerando a idade máxima dos prédios. Porém, como tinha muita casa, e pela pujança da Faria Lima, que margeia o bairro, está crescendo a olhos nus. A quantidade de canteiro de obras é gigante. É prédio residencial e comercial subindo. E a arquitetura dos prédios é altamente inovadora. Na minha terra natal os prédios de lançamentos de classe média alta são todos parecidos… Aqui não… Tem loft, prédios com telhados ingleses (tipo o do edifício Dakota em NY), arquitetura moderna totalmente envidraçada, e, também, a arquitetura mais óbvia, comum nos bairros novos daquele balneário.

    Apesar do crescimento, o Itaim é relativamente calmo e sem grandes pretensões. O contrário da Vila Olímpia.

    Outro dia fui jantar num restaurante lá, o Noyoi. O bairro deve ter uns 5 anos apenas. E, como sempre, a iniciativa privada é muito mais rápida do que o governo. O bairro já conta com inúmeros espigões (a maioria envidraçados de arquitetura moderna). E muito mais canteiros de obras. Porém, contrasta com a infra-estrutura incondizente com o que já está no ar. Em frente ao Caesar Park Faria Lima , um mega complexo hoteleiro, a rua quase não tem calçamento. Dizem que aquilo será a continuação da Faria Lima, por isso é um canteiro de obras ao ar livre, mas não é compatível um hotel 6 estrelas dar de cara para uma rua com paralelepídos e/ou alguns cantos com terra aparente.

    A Vila Olímpia é um bairro com grandes pretensões. A principal é o gigantismo. Outra, ser um centro de gastronomia e comércio de alto nível. É um bairro que já acontece. Mesmo que o governo ainda não acompanhe.

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