I know a guy that knows a guy…
5 May
(a propósito, este não é um blog esportivo, mas o evento de ontem é muito exemplar para repercutir meu ponto de vista).
O Corinthians perdeu ontem no Pacaembu para o River Plate. O River hoje é um time evidentemente inferior mas não deixemos de reconhecer que é de igual tradição no futebol. E, uma das condições deste “violento esporte bretão” é que em campo você pode ganhar, perder ou empatar. E, numa decisão como a de ontem, empatar não seria possível em nenhuma hipótese. Essa é a brincadeira. E, se alguém não sabe brincar, não desça pro play. Não pode é a torcida imaginar que a derrota era impossível. Não pode é ela pensar que seu time é imbatível, pois certamente ele não é. Pensando desta forma foi que ela foi capaz de apresentar o triste episódio de pancadaria que encerrou antecipadamente o jogo do Corinthians.
Algumas perguntas ficam no ar após o jogo de ontem, que mostra que SP não é o que parece, ou tenta parecer, que não é um poço de civilidade e desenvolvimento. Este, na minha opinião, seja o grande defeito de SP e de sua sociedade, a falta de humildade em reconhecer que está sujeita, na mesma escala, aos problemas vividos no Brasil. Reflitam:
Vale a reflexão. É enviezada, pois é minha
5 May
Ontem vi no termômetro à noite o registro de 14 graus, na marginal pinheiros… E não tem chance de ficar melhor… O frio promete…
4 May
Ontem eu queria ter ido ao jogo São Paulo 2 X 1 Palmeiras. Pela experiência antropológica! Sei que correria risco de segurança, como em qualquer grande jogo no Brasil. Mas, achava que por ser no Morumbi a infra-estrutura seria a mais adequada. Porém, uma galera aqui do trabalho furou então decidi ir pra casa.
Aliás, curioso, perguntavam-me se eu sou são paulino aqui em SP, por querer ver o jogo deste time… Quero deixar claro que aqui em SP sou Tricolor. E “Tricolor é o Fluminense. O resto é time de três cores!!!”, citando Nelson Rodrigues. Aqui sou tão Tricolor ou mais do que em minha terra natal.
Bem, como ontem também o Fluminense jogava, classificando-se para as semifinais da Copa do Brasil, e como não tenho muitos canais na minha TV a cabo, tentei matar um jantar e assistir ao jogo no Fifties, do lado de casa. Lá tem no mínimo umas 5 TVs e em dia de jogo elas estão sempre ligadas no futebol. Azar o meu. Lá só estava passando o jogo do SPO. Acho que no andar de cima tinha uma TV vendo o jogo do Santos e outra, argh!, do flamengo. Bem, vi então um pouco do jogo do SPO. Jogão aliás.
Já tinha visto jogo do Corinthians por uma TV em espaço cheio de gente. A forma como os paulistas de forma geral se relacionam com o jogo é um tanto diferente do que os cariocas. Apesar da rivalidade, ainda não enxerguei animosidade. A pilha é sempre sarcástica, porém nos limites da simpatia. No RJ é um tanto diferente: não há simpatia na relação entre torcedores rivais. É sempre tenso, mesmo entre amigos muito próximos. E, pra falar a verdade, não sei qual tipo de convivência eu prefiro
Meu propósito de ver um jogo aqui em SP ainda está firme. Dia 31/05, se tudo correr bem, terei a oportunidade de ver o SPO X FLU, no Morumbi!
2 May
Uma das novidades de SP é a proliferação de hamburguerias. Aqui na região do Itaim é ainda mais forte. E eu, como amante de uma boa junk food, já conferi alguns. Abaixo a lista dos que já fui. O primeiro da lista é o melhor no meu gosto. Os outros são empatados, atendem a objetivos diferentes:
Não sei por que a onda. Mas, dessa vez, não quis pesquisar os motivos do fenômeno.
A questão não deve ser: “Por que Hamburgueria?” e sim “Por que não Hamburgueria?”
2 May
Não tenho do que reclamar de trânsito em SP. Afinal, vou a pé para o trabalho!!!
Mas, nessa última experiência de dirigir nesta cidade só pude ter uma boa impressão. Minha primeira tentativa, para subir para a região da Paulista foi seguir a Nove de Julho. Porém ela estava bastante congestionada. Tomei um caminho alternativo e fui pegar a Brigadeiro. De lá, subi tranquilo (pois são 3 faixas para carros, enquanto a 9/7 tem 2 faixas para carros apenas, em função do corredor de ônibus).
Tudo muito bem sinalizado, fui absolutamente sem mapas. Claro que para isso me ajudou a patologia que tenho de tara por mapas. Mas, a sinalização é boa. As pistas também são bem conservadas. Porém, as vias com grande tráfego, como as marginais, estão mal conservadas. Mas, fico pensando como seria a conservação delas interditando alguma faixa… Ia ser o caos.
O rodízio de carros funciona. É raro ver carros descumprindo o rodízio. Acho que nunca flagrei nenhum na rua, muito embora alguns colegas afirmem que eles mesmo furam o bloqueio, apoiando-se na desculpa de distâncias curtas. Porém, pelo que vi aqui, acho que não tem perdão. Os amarelinhos (operadores da CET) estão em todos os lugares, canetas em punho, prontos para multar quem fugir do rodízio.
2 May
Bem, minha primeira experiência dirigindo realmente em SP foi outro dia, quando tive que ir novamente ao Paraíso (isso é tão engraçado) com o carro do Darci.
Como minha direção era para subir a Paulista daqui do Itaim o caminho natural era pegar a Nove de Julho. Esta é uma das mais importantes avenidas de SP. Só para se ter uma idéia ela atravessa quase a cidade toda, da Marginal Pinheiros ao Vale do Anhangabaú. Mas, ao contrário de outras avenidas enormes e com tráfego pesado, esta é uma avenida agradável e sintomática de SP. Aqui na região dos Jardins ela é arborizada e com algumas curvas que a tornam muito agradável. Quando sobe ali em direção a Paulista fica mais confuso, com o corredor de ônibus, mais árido. O mais sintomático vem a seguir: primeiro, o tunel por baixo do MASP. Em seguida, logo após a GV, descendo pra Centro, passa por uma região degradada da cidade, com viadutos altíssimos cruzando por cima, relembrando gottham city! E, finalmente, desemboca no tunel do Anhangabaú, que muito embora não permita ver o que tem a sua volta (Sé, Viaduto do Chá, Theatro Municipal), sabe-se que ali é o centro do buxixo.
O tunel abaixo do MASP é uma pintura. Apesar de bem antigo ele é limpo e logo após, em direção ao centro, tem duas praças com chafarizes muito bonitas que, embora sem visitação, não estão abandonadas, muito pelo contrário, fazem bonito.
28 Apr
Ontem peguei o carro do grande Rodrigo “Darci” emprestado para resolver um assunto lá no Paraíso e pela primeira vez dirigi realmente em SP. Teve uma vez que vim de carro pra SP, mas praticamente não contou, pois vim na quinta e voltei na sexta, guardei o carro na garagem. Aliás, o caminho que fiz na ida e na volta não teve praticamente nenhum desvio. A única esquina que virei na vinda, desde o Tunel Rebouças, foi a virada na Ponte Cidade Jardim, e já estava em casa!!! Passei pelas marginais Tietê e Pinheiros e cheguei direto no Itaim!!!
Bem, com essa visita guiada ao paraíso, terei algum material bloguístico para postar aqui… Aguardem!!!
27 Apr
Bem, fiquei sem postar e peço desculpas a minha legião enorme de fãs!!! Estive atolado com as seguintes tarefas:
Em breve mais novidades nesse novo layout.
22 Apr
O Aeroporto de Congonhas é mais uma prova da força desta cidade. A quantidade de gente circulando por seu saguão modernista, a quantidade de negócios, comuns de aeroporto, e igualmente cheios de consumidores, mostra porque este é o aeroporto mais movimentado do Brasil.
Frequento o CGH sextas e segundas. Só que é nas sextas, dia de embarque, que conheço mais do aeroporto. De ponte aérea para o Santos Dumont são 75 saídas diárias. E, contando os que vão para o Galeão, os vôos para o Rio devem subir para quase 90.
Existe vôo para todos os pontos do Brasil (na verdade, o aeroporto é internacional, mas nunca vi um vôo para fora do Brasil, a não ser aqueles que pegam aquelas cidades quase anexas ao nosso território). A Pantanal, companhia paulista que não tem nenhum vôo para o estado do pantanal, surpreende. São 6 aviões na frota mas, pelas distâncias mais curtas que opera, fazem multiplicar a percepção de sua presença. É fácil olhar para o céu e vejo um de seus aviões estranhos, um turbo-hélice que parece um hidro-avião (talvez subliminarmente enganado pelo nome de Pantanal).
Aliás, de distâncias curtas, o Congonhas é mestre. A menor que consegui verificar é o vôo regular TAM de CGH > Campinas, mas já ouvi um cliente da TAM na sala vip afirmar que estava indo para São José dos Campos… O aeroporto atende também inúmeras outras cidades do rico interior paulista.
Neste aeroporto (em outros anos) eu vi a famosa referência que o carioca faz de paulista, que o paulista gosta de ir pra Congonhas ver aviões… Em minha pesquisa descobri que era chamado de Praia de Paulista… Cheguei a ver bastante gente no terraço do aeroporto, que nada mais era do que o teto da área de desembarque… Nunca cheguei a comprovar se era o teto simplesmente ou se existia algum tipo de benfeitoria… Cobertura, para dias de chuva, certamente não tinha.
Mas, eu, que também sou um pequeno fã de aviões e aeroportos, me confesso e os perdôo. Filho de quem sou, não poderia ser diferente. Um dos meus lugares favoritos em minha cidade é a cabeceira da pista do Santos Dumont, mesmo que não para ver aviões…
20 Apr
Ver TV em SP também é uma experiência enriquecedora. Aqui, emissoras como RedeTV e Record tem um público considerável. Ontem, após ver a vitória do Flu de 4 a 0 sobre o Vila Nova-GO, rodei os poucos canais de minha TV a cabo ultra-junior (tenho Sportv, Multishow, GNT, GloboNews, Universal e Fox) e parei no canal Record, que estava transmitindo o jogo Brasiliense e Santos, que deu a classificação ao Santos na Copa do Brasil para a etapa das quartas-de-final.
Quem narrava o jogo eu acho que era o Luiz Alfredo, um locutor que já passou por Globo, SBT e Record. E, ao seu lado, estava o Neto, aquele jogador do Corinthians, que a imprensa paulista sempre venerou, mas que a biografia era absolutamente limitada. É verdade que ganhou alguns títulos, e era muito bom batedor de falta, dos melhores. Mas isso não superava sua arrogância e capacidade de falar besteira.
Luiz Alfredo parecia querer causar um ataque cardíaco nos seus telespectadores: numa tentativa de fazer o jogo parecer mais emocionante, para impedir que os zapeadores saiam do canal, ele narrava lances com uma emoção incontrolável. Mesmo os não-lances, como goleiro pegando a bola no tiro de meta ou toques laterais pelo meio de campo eram narrados como uma conquista intergaláctica.
O Neto merece um capítulo a parte. Primeiro, não é jornalista (tudo bem, o Falcão também não o é na Globo) nem menos comentarista (isso o Falcão é): é torcedor. Pior, torcedor vendido, pois claramente torcia pelo Santos, que pelo que sei não é seu time de coração. Além de torcedor, dá umas de jogador-recalcado-aposentado-tentando-descolar-um-troco. Aliás, acho que esse é seu cargo na Record
. Numa das pérolas do Neto ontem destaca-se: “Se é eu quem bato (sic), batia por cima da barreira. Aí era ‘caixa’!”.
Nunca fui fã da transmissão da Globo. Tenho inúmeros comentários negativos sobre ela e seu líder Galvão Bueno. Porém, nunca tinha experimentado a Record. Essa é dureza!!!