Leo Carbonell

I know a guy that knows a guy…

Respeito às Instituições

Uma coisa que realmente faz a diferença entre o Rio e SP é o respeito as instituições pela população (e, também as instituições se fazerem respeitar).

A segurança pública, que sempre foi uma de minhas principais críticas no rio, parece respeitável aqui. Não falo da cracolândia ou dos inúmeros bairros chamados vilas ou parques lá da Zona Leste. Comparo Jardins com Zona Sul. Aeroporto com aeroporto. Viatura com viatura. E, como os atores da segurança pública (guardas de trânsito, PM, guarda civil, amarelinho de CET) se fazem respeitar eles são efetivamente respeitados.

Aqui nas redondezas existe um policiamento satisfatório. E, não há um carro de polícia que tenha visto até agora que esteja estourado: todos estão bem conservados, facilitando a confiança que se deposita na polícia. Ao contrário, vemos no Rio carros caindo aos pedaços, sujos, que não passariam em nenhuma vistoria se assim o fossem submetidos. Os uniformes dos policiais então nem se fala. No Rio é uma cor azul, mas é impossível ver algum uniforme não-cinza, de tão desbotado e puído que são. Aqui já são cinza naturalmente, porém não os vejo mal-ajambrados. E, por último, a conduta: ainda não vi, mesmo à noite, nenhum tipo de comportamento suspeito de policiais. Já vi alguns carros sendo parados para averiguação, porém nunca numa clara situação de achaque. Em contrapartida, hoje pela manhã, na Ilha do Fundão no Rio, vi 3 camburões e uns 9 policiais em cima de uma moto que, no máximo, poderia estar carregando 2 pessoas. Era evidente que ali ia rolar uma grana.

Outro ponto que me incomoda no Rio (e admiro aqui em SP) é o descaso com o aeroporto. Tanto o Santos Dumont como o Galeão são lindos do lado de dentro. Mas é chegar do lado de fora e ver a bandalha!Sexta-feira, no Terminal 2 do Galeão vi uma cena dantesca. Não somente estava aquela bandalhada de taxis como existia um guarda municipal fazendo as vezes de “prancheteiro” do ponto, dizendo qual taxi poderia parar na baia e qual não poderia. Obviamente, quais lhe pagavam algum e quais não lhe pagavam. Como além de não ser um bom guarda o sujeito não era um bom prancheteiro, o trânsito (e a primeira impressão dos turistas na cidade) estava nojento.

Aqui em SP, o aeroporto está passando por uma grande reforma. Porém, o aspecto externo ainda é bem feio, principalmente no embarque. Parece uma rodoviária. Porém, é impressionante como ali se respeitam os agentes de segurança e trânsito. Tem, é verdade, alguns taxistas oferecendo ilegalmente serviços dentro do saguão, porém em escala bem menor do que no Rio. E, do lado de fora, o trânsito é cheio, mas funciona.

Esse é mais um dos pontos positivos de SP sobre o RJ.

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  • Aqui igual lá (futebol)

    (a propósito, este não é um blog esportivo, mas o evento de ontem é muito exemplar para repercutir meu ponto de vista).

    O Corinthians perdeu ontem no Pacaembu para o River Plate. O River hoje é um time evidentemente inferior mas não deixemos de reconhecer que é de igual tradição no futebol. E, uma das condições deste “violento esporte bretão” é que em campo você pode ganhar, perder ou empatar. E, numa decisão como a de ontem, empatar não seria possível em nenhuma hipótese. Essa é a brincadeira. E, se alguém não sabe brincar, não desça pro play. Não pode é a torcida imaginar que a derrota era impossível. Não pode é ela pensar que seu time é imbatível, pois certamente ele não é. Pensando desta forma foi que ela foi capaz de apresentar o triste episódio de pancadaria que encerrou antecipadamente o jogo do Corinthians.

    Algumas perguntas ficam no ar após o jogo de ontem, que mostra que SP não é o que parece, ou tenta parecer, que não é um poço de civilidade e desenvolvimento. Este, na minha opinião, seja o grande defeito de SP e de sua sociedade, a falta de humildade em reconhecer que está sujeita, na mesma escala, aos problemas vividos no Brasil. Reflitam:

    • Por que o atual campeão brasileiro demite seu técnico após uma pequena série de resultados negativos no campeonato regional, sendo que esse não é o principal campeonato do ano no tal do planejamento?
    • Por que ainda a imprensa acha que planejamento = capital investido? Não é isso. É verdade que um (planejamento) não anda sem o outro (capital)… Mas já vimos muitas aventuras de capital sem planejamento.
    • Será que não é hora de saber de onde vem tanto dinheiro?
    • Como o “planejamento” pode conviver com as brigas entre sócio capitalista e diretoria?
    • Que tipo de planejamento é esse que permite que membros de torcida tenham voz ativa no comando e no encaminhamento da equipe? Aliás, que tipo de planejamento é esse que se permite conviver com torcida organizada?
    • Que dirigentes profissionais são esses que saem do estádio logo que seu time sofre a virada, antes de acabar o jogo?
    • Será que os paulistas achavam mesmo que torcedores profissionais violentos fossem uma exclusividade carioca? Ou, que estariam banidos dos estádios paulistas?
    • Será que a memória recente foi apagada? Será que exemplos anteriores de baderna nos estádios (de todos os times) não serve para a imprensa perceber que sofrem deste mesmo mal brasileiro? Será que o exemplo maior, daquela briga de faccões de saopaulinos e palmeirenses de um campeonato junior (nem o campeonato principal) que matou um garoto não serve para essa imprensa despreparada parar de falar que SP está acima de todo o mal?
    • Será possível que o Pacaembu, um estádio antiquíssimo, não seja interditado permanentemente ao futebol profissional após esse incidente? Essa é fácil… é óbvio que não será, muito menos para jogos do timão. Vão interditar por um tempo, e logo depois reabrem.

    Vale a reflexão. É enviezada, pois é minha :D

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  • 14º

    Ontem vi no termômetro à noite o registro de 14 graus, na marginal pinheiros… E não tem chance de ficar melhor… O frio promete…

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  • Jogo em SP

    Ontem eu queria ter ido ao jogo São Paulo 2 X 1 Palmeiras. Pela experiência antropológica! Sei que correria risco de segurança, como em qualquer grande jogo no Brasil. Mas, achava que por ser no Morumbi a infra-estrutura seria a mais adequada. Porém, uma galera aqui do trabalho furou então decidi ir pra casa.

    Aliás, curioso, perguntavam-me se eu sou são paulino aqui em SP, por querer ver o jogo deste time… Quero deixar claro que aqui em SP sou Tricolor. E “Tricolor é o Fluminense. O resto é time de três cores!!!”, citando Nelson Rodrigues. Aqui sou tão Tricolor ou mais do que em minha terra natal.

    Bem, como ontem também o Fluminense jogava, classificando-se para as semifinais da Copa do Brasil, e como não tenho muitos canais na minha TV a cabo, tentei matar um jantar e assistir ao jogo no Fifties, do lado de casa. Lá tem no mínimo umas 5 TVs e em dia de jogo elas estão sempre ligadas no futebol. Azar o meu. Lá só estava passando o jogo do SPO. Acho que no andar de cima tinha uma TV vendo o jogo do Santos e outra, argh!, do flamengo. Bem, vi então um pouco do jogo do SPO. Jogão aliás.

    Já tinha visto jogo do Corinthians por uma TV em espaço cheio de gente. A forma como os paulistas de forma geral se relacionam com o jogo é um tanto diferente do que os cariocas. Apesar da rivalidade, ainda não enxerguei animosidade. A pilha é sempre sarcástica, porém nos limites da simpatia. No RJ é um tanto diferente: não há simpatia na relação entre torcedores rivais. É sempre tenso, mesmo entre amigos muito próximos. E, pra falar a verdade, não sei qual tipo de convivência eu prefiro :)

    Meu propósito de ver um jogo aqui em SP ainda está firme. Dia 31/05, se tudo correr bem, terei a oportunidade de ver o SPO X FLU, no Morumbi!

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  • Hamburguerias

    Uma das novidades de SP é a proliferação de hamburguerias. Aqui na região do Itaim é ainda mais forte. E eu, como amante de uma boa junk food, já conferi alguns. Abaixo a lista dos que já fui. O primeiro da lista é o melhor no meu gosto. Os outros são empatados, atendem a objetivos diferentes:

    • Hamburgueria Nacional: O melhor, até agora. Como todos os restaurantes da gastronomia contemporânea, o ambiente é o primeiro ponto a chamar a atenção. Mas não fica apenas no ambiente. Provei um hamburger com sabor de carne de verdade. E, o toque do sushiman (é, o dono do restaurante é um dos mais badalados de SP) é o hamburger com crosta de pimenta. Espetacular.
    • America Burguer: Faz um estilo “diner” americano. É gostoso e tem em todos os lugares. Já fui algumas vezes e o hamburger vale a pena.
    • Burger King: Your way, right away, at Burger King now! Tá, não é novidade e não é sofisticado. Mas o Whopper ainda é o melhor fast food que já comi!!!
    • General Prime Burger: Esta é mais uma hamburgueria assinada por um chef. Não conheço o cara, mas acho meio metido a besta (o cara). O hamburger é muito bom, mas como todo mundo dizia que era o melhor hamburger de SP, fui pra lá com uma expectativa muito alta. Não atendeu totalmente. O pão, sim, faz a diferença.
    • Hamburguinho: um clássico pé-sujo, bunda-de-fora. Balcão, 2 atendentes e um “chapeiro”, sem porta - o trânsito e o barulho da Faria Lima atrapalham. Mas é bastante honesto, apesar de não ser barato.
    • The Fifties: O primeiro que fui dessa safra de hamburguerias. Como não sabia da onde deste tipo de restaurante, achei bastante curioso. Ele faz um estilo “anos cinquenta” (duh!!) na decoração e nos uniformes. Mas, os sanduíches não tem nada de especial. E, se escolher errado, pode pegar algo MUITO gorduroso.

    Não sei por que a onda. Mas, dessa vez, não quis pesquisar os motivos do fenômeno. :) A questão não deve ser: “Por que Hamburgueria?” e sim “Por que não Hamburgueria?”

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  • Trânsito

    Não tenho do que reclamar de trânsito em SP. Afinal, vou a pé para o trabalho!!!

    Mas, nessa última experiência de dirigir nesta cidade só pude ter uma boa impressão. Minha primeira tentativa, para subir para a região da Paulista foi seguir a Nove de Julho. Porém ela estava bastante congestionada. Tomei um caminho alternativo e fui pegar a Brigadeiro. De lá, subi tranquilo (pois são 3 faixas para carros, enquanto a 9/7 tem 2 faixas para carros apenas, em função do corredor de ônibus).

    Tudo muito bem sinalizado, fui absolutamente sem mapas. Claro que para isso me ajudou a patologia que tenho de tara por mapas. Mas, a sinalização é boa. As pistas também são bem conservadas. Porém, as vias com grande tráfego, como as marginais, estão mal conservadas. Mas, fico pensando como seria a conservação delas interditando alguma faixa… Ia ser o caos.

    O rodízio de carros funciona. É raro ver carros descumprindo o rodízio. Acho que nunca flagrei nenhum na rua, muito embora alguns colegas afirmem que eles mesmo furam o bloqueio, apoiando-se na desculpa de distâncias curtas. Porém, pelo que vi aqui, acho que não tem perdão. Os amarelinhos (operadores da CET) estão em todos os lugares, canetas em punho, prontos para multar quem fugir do rodízio.

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  • Nove de Julho

    Bem, minha primeira experiência dirigindo realmente em SP foi outro dia, quando tive que ir novamente ao Paraíso (isso é tão engraçado) com o carro do Darci.

    Como minha direção era para subir a Paulista daqui do Itaim o caminho natural era pegar a Nove de Julho. Esta é uma das mais importantes avenidas de SP. Só para se ter uma idéia ela atravessa quase a cidade toda, da Marginal Pinheiros ao Vale do Anhangabaú. Mas, ao contrário de outras avenidas enormes e com tráfego pesado, esta é uma avenida agradável e sintomática de SP. Aqui na região dos Jardins ela é arborizada e com algumas curvas que a tornam muito agradável. Quando sobe ali em direção a Paulista fica mais confuso, com o corredor de ônibus, mais árido. O mais sintomático vem a seguir: primeiro, o tunel por baixo do MASP. Em seguida, logo após a GV, descendo pra Centro, passa por uma região degradada da cidade, com viadutos altíssimos cruzando por cima, relembrando gottham city! E, finalmente, desemboca no tunel do Anhangabaú, que muito embora não permita ver o que tem a sua volta (Sé, Viaduto do Chá, Theatro Municipal), sabe-se que ali é o centro do buxixo.

    O tunel abaixo do MASP é uma pintura. Apesar de bem antigo ele é limpo e logo após, em direção ao centro, tem duas praças com chafarizes muito bonitas que, embora sem visitação, não estão abandonadas, muito pelo contrário, fazem bonito.

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  • Cheio de material jornalístico pro blog…

    Ontem peguei o carro do grande Rodrigo “Darci” emprestado para resolver um assunto lá no Paraíso e pela primeira vez dirigi realmente em SP. Teve uma vez que vim de carro pra SP, mas praticamente não contou, pois vim na quinta e voltei na sexta, guardei o carro na garagem. Aliás, o caminho que fiz na ida e na volta não teve praticamente nenhum desvio. A única esquina que virei na vinda, desde o Tunel Rebouças, foi a virada na Ponte Cidade Jardim, e já estava em casa!!! Passei pelas marginais Tietê e Pinheiros e cheguei direto no Itaim!!!

    Bem, com essa visita guiada ao paraíso, terei algum material bloguístico para postar aqui… Aguardem!!!

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  • Have been busy

    Bem, fiquei sem postar e peço desculpas a minha legião enorme de fãs!!! Estive atolado com as seguintes tarefas:

    Em breve mais novidades nesse novo layout. :)

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  • Congonhas

    O Aeroporto de Congonhas é mais uma prova da força desta cidade. A quantidade de gente circulando por seu saguão modernista, a quantidade de negócios, comuns de aeroporto, e igualmente cheios de consumidores, mostra porque este é o aeroporto mais movimentado do Brasil.

    Frequento o CGH sextas e segundas. Só que é nas sextas, dia de embarque, que conheço mais do aeroporto. De ponte aérea para o Santos Dumont são 75 saídas diárias. E, contando os que vão para o Galeão, os vôos para o Rio devem subir para quase 90.

    Existe vôo para todos os pontos do Brasil (na verdade, o aeroporto é internacional, mas nunca vi um vôo para fora do Brasil, a não ser aqueles que pegam aquelas cidades quase anexas ao nosso território). A Pantanal, companhia paulista que não tem nenhum vôo para o estado do pantanal, surpreende. São 6 aviões na frota mas, pelas distâncias mais curtas que opera, fazem multiplicar a percepção de sua presença. É fácil olhar para o céu e vejo um de seus aviões estranhos, um turbo-hélice que parece um hidro-avião (talvez subliminarmente enganado pelo nome de Pantanal).

    Aliás, de distâncias curtas, o Congonhas é mestre. A menor que consegui verificar é o vôo regular TAM de CGH > Campinas, mas já ouvi um cliente da TAM na sala vip afirmar que estava indo para São José dos Campos… O aeroporto atende também inúmeras outras cidades do rico interior paulista.
    Neste aeroporto (em outros anos) eu vi a famosa referência que o carioca faz de paulista, que o paulista gosta de ir pra Congonhas ver aviões… Em minha pesquisa descobri que era chamado de Praia de Paulista… Cheguei a ver bastante gente no terraço do aeroporto, que nada mais era do que o teto da área de desembarque… Nunca cheguei a comprovar se era o teto simplesmente ou se existia algum tipo de benfeitoria… Cobertura, para dias de chuva, certamente não tinha.

    Mas, eu, que também sou um pequeno fã de aviões e aeroportos, me confesso e os perdôo. Filho de quem sou, não poderia ser diferente. Um dos meus lugares favoritos em minha cidade é a cabeceira da pista do Santos Dumont, mesmo que não para ver aviões…

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