Leo Carbonell

I know a guy that knows a guy…

Recebi outro dia um estranho e-mail de minha mãe perguntando se “eu tinha feito isso” (isso = o que estava abaixo na mensagem dela, que era uma referência à linha de comunicação do Hortifruti). Eu, que esperava que ela soubesse que NÃO trabalho no hortifruti (será que ela não sabe? :) ) dei pouca importância ao e-mail (desculpe mãe) e disse que não, que só tinha contribuído minimamente via Twitter para o Carlos Merigo, publicitário do Brainstorm#9. (Nota: Desde que o Twitter começou a baleiar, não é possível recuperar o twit que eu fiz pro Merigo com a informação - já passa de 3 meses)

Dias depois recebo, neste blog, o comentário de uma mãe de um amigo meu de infância (que está no meu orkut!!!), num post meu que não tinha nada a ver com o assunto, perguntando o mesmo que minha mãe: se eu era o publicitário que tinha criado a campanha do Hortifruti. Ora, liguei uma coisa a outra. Porque duas pessoas desconectas, não afeitas à internet e ao mercado publicitário, me viriam perguntar a mesma coisa?

Dando uma pesquisada no Google descobri: Algumas pessoas, a partir do post do Brainstorm#9 (que fazia uma referência ao meu comentário via Twitter) acharam que eu fosse o publicitário responsável pela campanha. E, pior, na tentativa de repercutir a nota publicada no B#9 transformaram a informação, sem manter o compromisso com a verdade. Resultado: para esses blogueiros virei um publicitário, criador da campanha e criativo da agência MP publicidade , entre outros “elogios” descabidos.

O mais chato disso tudo é que estou aparecendo ERRADAMENTE em buscas naturais no google em busca da campanha do Hortifruti da qual eu NÃO TENHO NENHUMA PARTICIPAÇÃO. Aproveito o post para pedir desculpas ao pessoal da MP Publicidade por qualquer prejuízo que possa lhe ter causado. E deixo o recado aos blogueiros

Ah, aproveitando, sou FÃ da campanha de Hortifruti… Vejam mais peças no site da agência!

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  • Futebol Card

    Há séculos não posto nada. Gustavo Fortesdisse que faço posts mensais por aqui, e tenho impressão que ele está correto. Well, como diria o mestre Vitor Fasano, c’est la vie!

    Como meus poucos leitores sabem SOU TRICOLOR! Vinha escrevendo sobre a saga infrutífera do Gigante Tricolor na Libertadores num blog que dividi com Lucas Dantas, A Conquista da América. Infelizmente saímos, os dois, sem a conquistá-la. E, quem acompanha futebol, e acompanhou a saga, sabe que as duas maiores notícias daquela campanha foram a ENORME festa tricolor, e a farra dos ingressos e cambistas. Infelizmente o exemplo mais recente foi do tricolor, mas temos certeza que acontece em todos os lugares.

    Ouso dizer que não! Semana passada, por motivos profissionais, fui ao Engenhão, pela primeira vez, assistir BOT 4 x 0 IPA acompanhando dois gringos que aqui estavam apresentando um trabalho. Estes só confirmaram que iriam no jogo no próprio dia, o que me causou certa preocupação, visto que nunca tinha ido lá e sabia que o acesso é sua principal falha. Me preocupava também em como iria adquirir os ingressos, já que não queria chegar lá e assistir mais um desses espetáculos tristes de terceiromundismo.

    Claro, o jogo era no “vazião” e tendia a ser… vazio… Foram 10mil pessoas apenas. Não era uma final, não era um time de massa, não era um clássico, era numa quarta-feira às 19:30… Tudo conspirava pra ser traqnuilo. Mas, mesmo assim, não queria correr o risco. Liguei pra um amigo botafoguense pra saber algumas dicas do acesso ao estádio que me ajudaram. Mas, a principal dica, que era pra saber do “esquema” de compra via internet, ele não podia me ajudar. Como botafoguenses são poucos, fiquei na mão. Fui então testar o serviço.

    Bem, entrando na página do Botafogo, descobri o link para o site de venda de ingressos, que se chama Futebol Card que, na minha impressão, é uma spin-off da Visa que também tem acordos com o Palmeiras e Figueirense (donos de seus próprios estádios, diga-se de passagem). Achei muito estranho, pois o nome Futebol Card não me parece “confiável” ou mesmo reconhecível, visto que estamos acostumados com nomes como Ingresso Fácil (!!!) e BWA. Mas, tentei.

    A mecânica é simples: você faz um cadastro, compra o ingresso (escolhendo até a cadeira em que irá sentar) e seu comprovante é o próprio cartão de crédito. Ou seja, basta chegar na catraca com o cartão que ele habilita sua entrada (e de seus possíveis até 4 convidados). Os únicos “senões” são: a venda é para uma arquibancada específica (mas grande) e só pode comprar quem tem cartão visa (duh!) e, logicamente, acesso a internet.

    Tudo era simples. Tão simples que duvidei… Como pode ser tão simples a venda de um ingresso? Como pode ser tão simples entrar num estádio? Cheguei ao estádio ainda duvidando, escolado que sou dessa vida de estádios e futebol brasileiro. Qual não foi minha surpresa: FUNCIONOU! Funcionou muito bem. E, naquela arquibancada, exclusiva para esse tipo de venda, pra quem quisesse, existiam alguns terminais de acesso para efetuar a compra (self-service) na hora. Lindo. Perfeito.

    Pena que não é para o meu time. :(

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  • iPhone 2.0 3G

    O Papa Steve Jobs acaba de lançar o novo iPhone… Eu, como um bom usuário do fascinante produto, fiquei de olho… mas, como não consigo acompanhar esses key notes deles (nem a repercussão técnica), fiquei com algumas dúvidas:

    • o novo iphone é 3G, mas não basta ele ser 3G né? Eu tenho que ter um plano (ou uma operadora) que opere em 3G… Isso significa mais algum dinheiro pra operadora…
    • aliás, pra que quero uma tecnologia 3G??? ainda não sei pra que serve… Videochamada??? Acho muito improvável eu querer / precisar fazer algo assim (sem usar os recursos de escritório de que já disponho).
    • 200 dólares??? é isso mesmo??? mas isso é desvinculado de qualquer contrato??? pois o primeiro iphone foi vendido livremente, mas só era ativado de forma natural na AT&T… Será que, pra comprar o novo iphone, terá que já sair com o contrato assinado?
    • ainda na questão das doletas: precisava desvalorizar o produto em 50% no primeiro ano, com avanços consideráveis (que certamente já estavam na gaveta)?? não acham um desrespeito com seu consumidor? não era a Apple tudo de bom, a grande empresa bacana-cool-light-clean-ícone de todos os tempos? não pode aprender com o “do-no-evil” do google (que também não acredito muito)?

    Não devo comprá-lo pra mim… O meu está muito bem, obrigado… Paguei um preço justo, pra substituir um tijolinho, com a meta de só trocá-lo depois de alguns anos…

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  • FHC - Cartas a um jovem político

    Li recentemente esse livro de FHC. É um pequeno livro, quase de bolso, em que ele, sem fazer uma auto-biografia ou livro de memórias, traz suas experiências endereçadas ao tal jovem político, que queira ingressar nessa profissão, pincelando sempre com fatos de sua história como, na minha opinião, o maior presidente que o país já teve nos últimos 30 anos.

    O livro é MUITO bom. Uma aula. O sujeito não perde uma: todas as análises que faz sobre sua administração, seus erros e acertos, suas lições para a vida estão absolutamente corretos. E escreve para registrar na história e reiterar pontos que já tinha defendido. Aliás, eis mais uma qualidade do livro (e do autor): coerência… Ele foi “acusado” de ter proferido a frase “esqueçam o que escrevi” e é justamente o contrário. Ele dá uma aula de sustentação de opiniões, análises de cenário e conduta profissional.

    Uma passagem curiosa que ele passa aconteceu curiosamente hoje. Ele conta que, depois de sair da presidência, seus passos continuam vigiados, como se estivesse sempre em campanha. E comenta o fato de um dia ter ido comer um sanduíche na padaria e ficou preocupado se alguém ia dizer isso. E hoje, no O Globo, na coluna do Ancelmo Gois, há uma nota em que ele foi jantar ontem no Cipriani com o Armínio Fraga e mais uma comitiva de economistas. Ué? O cara não podia estar indo jantar com amigos, e por acaso são todos economistas?

    O livro é uma carta a um jovem profissional, não apenas político. Talvez mais especificamente um profissional de relações humanas, menos as profissões técnicas, mas daqueles que a arte da política (aliás, outro livro dele, já na minha lista) é fundamental para o sucesso profissional.

    Li o livro curiosamente em um dia. Nunca tinha feito isso antes, o que pra mim torna-se um marco, mesmo sabendo que é um livro pequeno (200 páginas em um formato menor que o convencional mas não de bolso). A forma de escrita, porém, é o que faz o livro ser devorado.

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  • Fantástico

    Aposto que hoje no Fantástico, em sua entrevista exclusiva com Ronaldo, não serão mencionados os nomes dos travestis… Ouvi dia desses seus nomes: Raça, Amor e Paixão. Tudo a ver.

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  • Off Topic: caso Isabella

    Estou acompanhando o caso, diferentemente de outras coberturas de tragédias. Acompanho por motivo particular, pois tenho filhos pequenos e adoro criticar a imprensa (acho até que acompanho mais por esse motivo). Além da farra jornalística, o que me incomoda mais no caso (como evento nacional, não como crime) é a forma como a população os populares têm atuado.

    Tudo converge para a falta de ordem e para a festa, putaria. Nada justifica a quantidade absurda de populares, sem mais o que fazer, que se acumulam na frente da delegacia, do prédio dos avós, da casa dos Nardoni, no cemitério… E, seu comportamento, então, não é digno nem de uma república de bananas.

    Capturei uma foto que saiu há 10 dias nas primeiras páginas de O Globo. Reparem: NENHUM dos populares da foto está sério, chateado, triste, revoltado. TODOS estão rindo, se divertindo. Após a foto, no desenrolar dos dias, o comportamento desses seres não melhorou, infelizmente.

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  • Liberdade

    “Há males que vêm para o bem”…

    Quando comecei a trabalhar em marketing interativo na Coca-Cola a primeira grande surpresa foram as restrições na rede corporativa: não podia instalar nada, o firewall era altamente restritivo e a produtividade ficava comprometida, principalmente porque estava lá para lançar coisas NA internet!!!

    Daí procura daqui, dali, o sujeito acaba por encontrar alternativas, brechas e tais. A primeira excelente alternativa que apareceu foi o Meebo, um web-based Instant Messenger multiplataforma. Comecei a usar o serviço e acabei por me tornar um heavy user e passar a adotá-lo também em casa (onde não há restrições). As vantagens para usá-lo em casa passam principalmente pela manutenção de um histórico único de conversas (é, eu costumo gravar as conversas, BE CAREFUL) e a possibilidade de me conectar rapidamente, sem necessidade de configurações extras de computadores alheios.

    O que é curioso nesse caso é que eu concentro nesse provedor terceiro as 2 principais senhas de serviços em internet que eu utilizo (MSN e Google), além do próprio armazenamento de conversas, dados, etc. E uso sem a menor cerimônia ou receio de mau tratamento dado a essa privacidade. Posso estar sendo negligente, mas o nível de serviço que estou recebendo do Meebo me garante essa confiança, que vai muito além dos TOS (terms of services). É aquela história: se garantem num produto de alta qualidade.

    Outro exemplo bem bacana (e ainda mais “vulnerável”) é o FMAIL, aplicativo que roda no Facebook para utilização do Gmail. A maior vulnerabilidade é que, no mínimo, o Meebo é uma empresa constituída. O FMAIL não, é uma dupla de desenvolvedores. E mesmo assim a confiança é cega. O FMAIL é um serviço menos estável, com alguns bugs, mas que dá conta do recado, pra quem não pode ficar no escuro durante o dia.

    Assim, me tornei um cara cada vez menos dependente de instalação de apps clients em meus computadores, tomei um caminho cada vez mais direcionado a serviços web-based.

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  • Será mais um viral?

    Aos publicitários paulistas (ou de fora do Rio) fanáticos por encontrar e desvendar ações virais no mercado, abaixo me parece um “teaser” de uma possível ação viral, veiculada hoje na coluna do Ancelmo Gois, um dos principais colunistas do jornal O Globo.

    Analisem, por favor:

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  • Referrals

    Alguém consegue me dar uma aula de reffering sites no Google Analytics? A pergunta é amais retórica, até que entendo um pouco… Mas, desde que recomecei a escrever aqui no blog, num soft-launch (ainda não fiz o brunch de relançamento), venho acompanhando o GA só para voltar a me habituar com métricas, numa espécie de laboratório.

    Acontece que, no dia 31/03, recebi uma quantidade bem grande (mais de 100 visitas) de visitas do Google Official Blog, como pode ser visto no gráfico abaixo. Estranho, no dia 31/03 não tive nenhum post e só no dia 01/04 que linkei para alguns posts do Google Official Blog em relação ao April Fool’s.

    Alguém mata a charada? Porque recebi essa quantidade grande de visitas? Apesar de ser assinante do blog oficial, nunca comentei nada lá.

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  • NetMovies

    Eventualmente tenho visto no Twitter o pessoal comentando em cima do track #NetMovies (*). Como imaginava que já conhecia o serviço, um similar nacional ao NetFlix, que revolucionou a indústria de locação de filmes nos EUA, nem me ocupei em acompanhar o track.

    Porém, recentemente, um deles me chamou mais a atenção e fui ver de que se tratava. E vi que fizeram uma excelente ação de geração de buzz. Convidaram alguns blogueiros importantes na blogosfera.br (uma lista fechada, não fui incluído ainda) e fizeram um painel exclusivo para eles, onde mostram, além de um ranking (que blogueiro adora) um compartilhamento da lista de filmes mais populares. Essa lista (super web 2.0) funciona como uma referência inclusive para outros usuários, que talvez queiram ver o que o Edney esteja assistindo. E, melhor, podem ampliar o conceito para fora da blogosfera e chamar alguns críticos de cinema e/ou outros nichos, aumentando ainda mais o conceito.

    É a web2.0 efetivamente prestando um serviço ao offline.

    UPDATE: fui ver e a ação é da Espalhe… como não quero encher muito a bola deles (a julgar pelos meus últimos posts) começo a revisar meus conceitos :).

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  • Twitter @carbonell

      Last.fm @carbonell