Leo Carbonell

I know a guy that knows a guy…

Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Ônibus – Acima da Inflação

Os ônibus e o sistema de transporte público do Rio são objetos constantes de meu estudo esporádico e indisciplinado sobre nossa incoerência urbana. Serão foco, também, de uma série de reportagens especiais que o blog fará, trazendo algumas informações curiosas e malditas, que acusam o descaso com a população e a perda de oportunidades que poderiam fazer dessa uma cidade exemplar.

Não aguardem, porém, ilustres leitores, que esta série de reportagens especiais saiam todo dia, num determinado horário. Se utilizar meu tempo livre só para editar a série completa, deixo de publicar aqui no blog por muito tempo… Somos amadores aqui :-)

Primeiro dado da série: o preço das passagens no Rio aumentou muito mais do que a inflação desde 1995. Durante o mesmo período a velocidade média dos ônibus diminuiu e o conforto e qualidade do serviço não acompanharam esse salto. Abaixo um gráfico comparando o preço das passagens com o IGP-M. O gráfico apresenta o que seria a comparação de uma passagem regular de 1995 a 2005 e um outro item imaginário que acompanhou fielmente a inflação que naquela ocasião custava o mesmo preço que a passagem.

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  • Troféu Internet

    Post indignado!

    Fiz parte do iBEST, trabalhei lá por 5 anos e, embora nunca tenha me envolvido diretamente no Prêmio referência da internet brasileira, me orgulho de por lá ter passado, feito grandes amigos e trabalhado com excelentes profissionais. Claro que existem polêmicas sobre a qualidade técnica do prêmio, sobre jabá, so a academia e o voto popular. Mas não há o que discutir: é uma referência na internet brasileira. Mesmo os que criticam ou torcem o nariz já (se) exibiram (com) o pequeno troféu esférico, ou ainda o exibem em suas agências.

    Ontem, entrei na home do iBEST e vi um destaque para o Troféu Internet, uma versão mambembe do já descreditado Troféu Imprensa, ambos criados pelo Sílvio Santos. O destaque, na verdade, é de um conteúdo iG / Babado. Há pouco mais de um ano as duas operações (iG e iBEST) se juntaram e houve uma decisão óbvia de unificação de equipes e produção de conteúdo. Isso trouxe muita coisa boa. Mas esse é o tipo do destaque que não poderia ter sido aproveitado no iBEST. Vejam o destaque:

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  • Ih, marquei um gol

    O Campeonato Brasileiro começou. Acho que é nesse ano que o Luis Roberto e o Galvão Bueno irão parir em meio a um jogo, tamanha a emoção que eles tentam transmitir para ganhar a audiência. Mesmo que o jogo já não valha nada, nas últimas rodadas, eles vão anunciá-lo como “um grande clássico do futebol brasileiro”. Ou mesmo que seja um jogo em Natal e a “estatística” do confronto moste que o time A quer quebrar um tabu de nunca ter vencido por mais de 2 gols de diferença lá em Natal do América nos 4 jogos que realizaram lá em toda a era cristã.

    Uma coisa que sempre me impressinou, e no final de semana pude rever alguns, é a quantidade de homenagens que um jogador que marca um gol faz nos 30 segundos em que é destaque na TV. Eles ficam normalmente tão atordoados (não deviam né? fazem isso da vida…) que não focalizam a homenagem. Ao contrário, dispersam-na tanto que, se eu fosse um deles, ficaria chateado. Ora vejam o que deve passar na cabeça desses jogadores:

    • Ih, marquei um gol! Caraca!!!
    • Vou fingir que tô voando…
    • IH!!!!!!!!!! O jogo tá passando ao vivo na TV! Vou lá atrás do gol, em direção à câmera da grua (tá, tudo bem, eles não conhecem esse nome)
    • Chegando lá vou falar: “Mamãe, te amo!”
    • Saindo de lá vou bater muito no peito e dizer que sou foda, levantar os dois braços ao céu, com os indicadores em riste, e homenagear Deus (aqui não sei se é em tom inquisitório ou direcionado).
    • Ah, não posso esquecer de beijar a aliança e as tatuagens enormes nos meus dois braços, nome dos meus filhos dionathan e maiconsuel.
    • Ué, ninguém veio me abraçar ainda??? Pô, cadê esses caras??? Ih, lá vem um…
    • Vou fugir dele, dando uma esquivada pra direita, e ir correndo como um condenado em direção ao professor, apontando o dedo na cara dele (na boa, ainda não sei em que tom).
    • Putz, o jogo vai recomeçar, e o SPORTV vai me procurar no final do jogo na coletiva… Tomara que ninguém mais faça um gol, ou um desses paspalhos do meu time não faça uma lambança!
    • A coletiva de hoje vai ser uma boa hora de estrear aquele meu cordão de prata com titânio….

    Nobody deserves it… nobody!

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  • Musica do dia (de ontem)

    Apesar de ser um blog de família… :) A música circulou ontem na internet. E logo pela manhã já fizeram um “mashup” com imagens dos eventos de ontem…

    (só recebi no final do dia… estranho, pois normalmente recebo essas coisas logo nas primeiras horas…)

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  • O post da paixão

    Se fosse

    Dia de glória:

    • Flusão avançando, com vitória (magra, é verdade) no campo do patético
    • Possibilidade real de título cristalizando
    • Mulambada esperançosa e depois arruinada
    • Favelada aplaudindo seus perebas, mesmo com a desclassificação
    • Bando de jogadores e dirigentes indignados em perseguição ao árbitro após o apito final, parecendo os chorões da cachorrada alvinegra

    A vida é boa…

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  • O post da razão

    Considerações básicas sobre os eventos de ontem:

    • Flusão ainda não tem padrão de jogo, e carece de bons jogadores em duas funções: ataque e armação.
    • Porém, desde a copa de 94, quando iniciou-se a era de futebol de resultados, mais vale uma vitória de meio a zero do que o futebol bonito.
    • Os favelados mostram como se conduz o futebol: crentes que pegaram um dos adversários mais fracos desta fase, foram ao Uruguai achando que era moleza.
    • A esperança da torcida, porém, é louvável, bem como seu apoio durante e após o jogo: nenhum time tem a obrigação (nem ao menos a herança) de ganhar todos os jogos e campeonatos. Tem a obrigação sim de entrar em campo sempre pra vencer. Além disso, é ridículo apoiar o time e, em caso desfavorável, na mesma semana, gritar palavras de ordem, como queremos raça e que tais.
    • Apesar de dirigir meus esforços odiosos a personagens que representem a favela, como técnicos, dirigentes e líderes em campo, tenho que reconhecer que o Ney Franco, que parecia um arremedo de técnico, possivelmente um marionete, se mostrou uma grande surpresa: bom técnico, bom administrador, low profile (sem showzinhos à beira do campo) e educado e, o mais impressionante, um excelente “media man”: o comportamento deste nas entrevistas é irretocável. Obviamente é algo nato, visto que aquele clube do Leblon não é capaz de treinar nesse aspecto.
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  • Quem vê cara…

    Tenho uma pendenga com o CRA-RJ. Na verdade tenho aversão, ódio, ojeriza, raiva e todos os sentimentos negativos que o dicionário me permitir.

    Me inscrevi no CRA-RJ “forçadamente”, ou melhor, sem ser por livre e espontânea vontade: trabalhei num período na Federação de Comércio do RJ, pelo qual também nutro os mesmos sentimentos. Quando me contratou, indesejadamente pois iria ser contratado num movimento de renovação daquele antro, o administrador daquele latifúndio político queria encontrar uma chance para não me contratar, e me exigiu este registro.
    Ora, não tinha ainda e nem iria ter. Já tinha decidido isso desde a faculdade, quando eles foram recrutar registros (na única vez que apareceram). Este conselho, diferentemente da OAB, CREA, CRM e outros poucos, não presta serviço nenhum. Vive às custas de uma o brigatoriedade de uma lei arcaica.

    Então me registrei e paguei a primeira anuidade naquele longínquo ano de 1998. Desde então não voltei a pagar. Sempre que vou lá e tento cancelar minha carteira eles indeferem meu pedido pois não tenho como comprovar que não trabalho mais como administrador. Óbvio também, já que essa carreira pode fazer de tudo. Assim, terei que ficar desempregado para cancelar tal registro.

    Meu ódio também vem que, anualmente, me mandam uma cobrança de um escritório especializado, me ameaçando colocar nos mecanismos de proteção ao crédito e tudo mais. Ora, não me prestam nenhum serviço e ainda por cima me ameaçam?? Morram!!!

    Em breve tentarei mais uma vez cancelar meu registro. E posso tentar fazê-lo através de uma carta aberta para tentar ameaçá-los, fazê-los provar do próprio veneno, malditos.
    Ainda não odiou-os? Veja só a cara dos malditos e dê-me a razão!!! :-)

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  • Captcha!

    Nada mais irritante do que os Captchas da Internet. Porém, sua utilidade é enorme. Os Captchas são mecanismos indispensáveis na internet que impedem a ação de robôs e hackers, exigindo a presença de uma pessoa, pois se utilizam de um desafio visual, dificultando a ação de robôs.

    A sigla de Captcha parece pernóstica: Completely Automated Public Turing test to tell Computers and Humans Apart. Mas, obviamente, foi forçada a definição para permitir o uso de um neologismo, derivado de Gotcha!, o que foi muito bem sacado.

    Ultimamente me deparei com uns que já ultrapassaram o nível da razoabilidade. O captcha deve ser feito para qualquer um acertar, com facilidade. Não deve ser tão rebuscado que precise de ajuda de alguém. Quando o índice de acertos é menor do que 100% o captcha atrapalha mais do que ajuda.

    Selecionei abaixo alguns exemplos que me incomodam:

    • Blogger

    • Um que estamos desenvolvendo no trabalho

    • Registro.BR (esse é demais) exemplo 1

    • Registro.BR (esse é demais) exemplo 1


    E outros que acho muito bons…

    • Megaupload

    • Google

    • Yahoo!

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  • Pé de Pato, Mangalô, 3 vezes

    Minha curiosidade ainda me mata. Cansado da rotina de andar de ônibus, sem um ipod ou joguinho pra matar o tempo, ampliei minha mania de bisbilhotar a vida dos outros para as viagens gávea-botafogo. Outro dia, sentado numa cadeira, atravessei o olhar para uma senhora no outro banco e vi que ela estava anotando algo que se parecia com uma lista de compras. Mas, alguns detalhes da lista me pareceram curiosos:

    • 5 espelhos
    • Sálvia
    • 5 quindins sem furo no meio

    Isso não me parecia mais lista de compras. Atentei ao detalhe que, no alto do papel estava um nome próprio, Marco Antonio não sei de quê. Aí saquei que tratava-se de mandinga, macumba, trabalho… Passei a olhar pro outro lado :)

    ps. Antes que venha a reprovação, faço isso mesmo. Sempre estou prestando atenção na conversa e movimentações dos desconhecidos à minha volta. Minha “desculpa” é que como não os conheço a informação chega apenas como curiosidade geral, não vira uma informação privilegiada ou invasão de privacidade. Não faço isso com amigos ou conhecidos, fiquem calmos. :P

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  • Alopra

    Trechos do artigo de Mangabeira Unger, futuro “Ministro do Futuro”, ou, titular da SEALoPra (Secretaria Especial de Ações a Longo Prazo). O artigo é do final de 2005. Naquela ocasião o intelectual, já mostrando sua vocação do longo prazo, atacava o então presidente para ele, o dito intelectual, cavar uma oportunidade surreal como candidato à própria presidência. Vale a leitura.

    “Afirmo que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional. Corrupção tanto mais nefasta por servir à compra de congressistas, à politização da Polícia Federal e das agências reguladoras, ao achincalhamento dos partidos políticos e à tentativa de dobrar qualquer instituição do Estado capaz de se contrapor a seus desmandos.

    Afirmo ser obrigação do Congresso Nacional declarar prontamente o impedimento do presidente. As provas acumuladas de seu envolvimento em crimes de responsabilidade podem ainda não bastar para assegurar sua condenação em juízo. Já são, porém, mais do que suficientes para atender ao critério constitucional do impedimento. Desde o primeiro dia de seu mandato o presidente desrespeitou as instituições republicanas.

    Imiscuiu-se, e deixou que seus mais próximos se imiscuíssem, em disputas e negócios privados. E comandou, com um olho fechado e outro aberto, um aparato político que trocou dinheiro por poder e poder por dinheiro e que depois tentou comprar, com a liberação de recursos orçamentários, apoio para interromper a investigação de seus abusos.

    Afirmo que a aproximação do fim de seu mandato não é motivo para deixar de declarar o impedimento do presidente, dados a gravidade dos crimes de responsabilidade que ele cometeu e o perigo de que a repetição desses crimes contamine a eleição vindoura. Quem diz que só aos eleitores cabe julgar não compreende as premissas do presidencialismo e não leva a Constituição a sério.

    Afirmo que o governo Lula fraudou a vontade dos brasileiros ao radicalizar o projeto que foi eleito para substituir, ameaçando a democracia com o veneno do cinismo. Ao transformar o Brasil no país continental em desenvolvimento que menos cresce, esse projeto impôs mediocridade aos que querem pujança.

    Afirmo que o presidente, avesso ao trabalho e ao estudo, desatento aos negócios do Estado, fugidio de tudo o que lhe traga dificuldade ou dissabor e orgulhoso de sua própria ignorância, mostrou-se inapto para o cargo sagrado que o povo brasileiro lhe confiou … “

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