Leo Carbonell

I know a guy that knows a guy…

Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Anti-profético (caos em SP)

Tenho que reconhecer que, após algum período de ausência do blog e após esse final de semana sangrento (que ainda não acabou), este meu último post abaixo ficou obsoleto e sem sentido.

Quando começou a onda orquestrada de violência no final de semana até pensei que o Itaim estivesse livre. Pensei nisso o final de semana toda. Mas, hoje de manhã, o taxista sepultou essa expectativa e afirmou que logo no começo mataram um sujeito aqui na Clodomiro Amazonas, distante algumas poucas quadras daqui.

A capacidade de organização do crime já foi visível em outro grande evento aqui em SP, quando em 2001 uma série de rebeliões em presídios deixou a cidade em choque. Era o mesmo PCC quem comandava a operação. No Rio, foi a segunda-sem-lei em 2003. Ora, se já estamos em meados de 2006, é de se supor então que não houve tempo para planejamento de ações e reações a eventos como esses pelos governantes dessas duas metrópoles.

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  • Respeito às Instituições

    Uma coisa que realmente faz a diferença entre o Rio e SP é o respeito as instituições pela população (e, também as instituições se fazerem respeitar).

    A segurança pública, que sempre foi uma de minhas principais críticas no rio, parece respeitável aqui. Não falo da cracolândia ou dos inúmeros bairros chamados vilas ou parques lá da Zona Leste. Comparo Jardins com Zona Sul. Aeroporto com aeroporto. Viatura com viatura. E, como os atores da segurança pública (guardas de trânsito, PM, guarda civil, amarelinho de CET) se fazem respeitar eles são efetivamente respeitados.

    Aqui nas redondezas existe um policiamento satisfatório. E, não há um carro de polícia que tenha visto até agora que esteja estourado: todos estão bem conservados, facilitando a confiança que se deposita na polícia. Ao contrário, vemos no Rio carros caindo aos pedaços, sujos, que não passariam em nenhuma vistoria se assim o fossem submetidos. Os uniformes dos policiais então nem se fala. No Rio é uma cor azul, mas é impossível ver algum uniforme não-cinza, de tão desbotado e puído que são. Aqui já são cinza naturalmente, porém não os vejo mal-ajambrados. E, por último, a conduta: ainda não vi, mesmo à noite, nenhum tipo de comportamento suspeito de policiais. Já vi alguns carros sendo parados para averiguação, porém nunca numa clara situação de achaque. Em contrapartida, hoje pela manhã, na Ilha do Fundão no Rio, vi 3 camburões e uns 9 policiais em cima de uma moto que, no máximo, poderia estar carregando 2 pessoas. Era evidente que ali ia rolar uma grana.

    Outro ponto que me incomoda no Rio (e admiro aqui em SP) é o descaso com o aeroporto. Tanto o Santos Dumont como o Galeão são lindos do lado de dentro. Mas é chegar do lado de fora e ver a bandalha!Sexta-feira, no Terminal 2 do Galeão vi uma cena dantesca. Não somente estava aquela bandalhada de taxis como existia um guarda municipal fazendo as vezes de “prancheteiro” do ponto, dizendo qual taxi poderia parar na baia e qual não poderia. Obviamente, quais lhe pagavam algum e quais não lhe pagavam. Como além de não ser um bom guarda o sujeito não era um bom prancheteiro, o trânsito (e a primeira impressão dos turistas na cidade) estava nojento.

    Aqui em SP, o aeroporto está passando por uma grande reforma. Porém, o aspecto externo ainda é bem feio, principalmente no embarque. Parece uma rodoviária. Porém, é impressionante como ali se respeitam os agentes de segurança e trânsito. Tem, é verdade, alguns taxistas oferecendo ilegalmente serviços dentro do saguão, porém em escala bem menor do que no Rio. E, do lado de fora, o trânsito é cheio, mas funciona.

    Esse é mais um dos pontos positivos de SP sobre o RJ.

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  • Aqui igual lá (futebol)

    (a propósito, este não é um blog esportivo, mas o evento de ontem é muito exemplar para repercutir meu ponto de vista).

    O Corinthians perdeu ontem no Pacaembu para o River Plate. O River hoje é um time evidentemente inferior mas não deixemos de reconhecer que é de igual tradição no futebol. E, uma das condições deste “violento esporte bretão” é que em campo você pode ganhar, perder ou empatar. E, numa decisão como a de ontem, empatar não seria possível em nenhuma hipótese. Essa é a brincadeira. E, se alguém não sabe brincar, não desça pro play. Não pode é a torcida imaginar que a derrota era impossível. Não pode é ela pensar que seu time é imbatível, pois certamente ele não é. Pensando desta forma foi que ela foi capaz de apresentar o triste episódio de pancadaria que encerrou antecipadamente o jogo do Corinthians.

    Algumas perguntas ficam no ar após o jogo de ontem, que mostra que SP não é o que parece, ou tenta parecer, que não é um poço de civilidade e desenvolvimento. Este, na minha opinião, seja o grande defeito de SP e de sua sociedade, a falta de humildade em reconhecer que está sujeita, na mesma escala, aos problemas vividos no Brasil. Reflitam:

    • Por que o atual campeão brasileiro demite seu técnico após uma pequena série de resultados negativos no campeonato regional, sendo que esse não é o principal campeonato do ano no tal do planejamento?
    • Por que ainda a imprensa acha que planejamento = capital investido? Não é isso. É verdade que um (planejamento) não anda sem o outro (capital)… Mas já vimos muitas aventuras de capital sem planejamento.
    • Será que não é hora de saber de onde vem tanto dinheiro?
    • Como o “planejamento” pode conviver com as brigas entre sócio capitalista e diretoria?
    • Que tipo de planejamento é esse que permite que membros de torcida tenham voz ativa no comando e no encaminhamento da equipe? Aliás, que tipo de planejamento é esse que se permite conviver com torcida organizada?
    • Que dirigentes profissionais são esses que saem do estádio logo que seu time sofre a virada, antes de acabar o jogo?
    • Será que os paulistas achavam mesmo que torcedores profissionais violentos fossem uma exclusividade carioca? Ou, que estariam banidos dos estádios paulistas?
    • Será que a memória recente foi apagada? Será que exemplos anteriores de baderna nos estádios (de todos os times) não serve para a imprensa perceber que sofrem deste mesmo mal brasileiro? Será que o exemplo maior, daquela briga de faccões de saopaulinos e palmeirenses de um campeonato junior (nem o campeonato principal) que matou um garoto não serve para essa imprensa despreparada parar de falar que SP está acima de todo o mal?
    • Será possível que o Pacaembu, um estádio antiquíssimo, não seja interditado permanentemente ao futebol profissional após esse incidente? Essa é fácil… é óbvio que não será, muito menos para jogos do timão. Vão interditar por um tempo, e logo depois reabrem.

    Vale a reflexão. É enviezada, pois é minha :D

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  • 14º

    Ontem vi no termômetro à noite o registro de 14 graus, na marginal pinheiros… E não tem chance de ficar melhor… O frio promete…

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  • Jogo em SP

    Ontem eu queria ter ido ao jogo São Paulo 2 X 1 Palmeiras. Pela experiência antropológica! Sei que correria risco de segurança, como em qualquer grande jogo no Brasil. Mas, achava que por ser no Morumbi a infra-estrutura seria a mais adequada. Porém, uma galera aqui do trabalho furou então decidi ir pra casa.

    Aliás, curioso, perguntavam-me se eu sou são paulino aqui em SP, por querer ver o jogo deste time… Quero deixar claro que aqui em SP sou Tricolor. E “Tricolor é o Fluminense. O resto é time de três cores!!!”, citando Nelson Rodrigues. Aqui sou tão Tricolor ou mais do que em minha terra natal.

    Bem, como ontem também o Fluminense jogava, classificando-se para as semifinais da Copa do Brasil, e como não tenho muitos canais na minha TV a cabo, tentei matar um jantar e assistir ao jogo no Fifties, do lado de casa. Lá tem no mínimo umas 5 TVs e em dia de jogo elas estão sempre ligadas no futebol. Azar o meu. Lá só estava passando o jogo do SPO. Acho que no andar de cima tinha uma TV vendo o jogo do Santos e outra, argh!, do flamengo. Bem, vi então um pouco do jogo do SPO. Jogão aliás.

    Já tinha visto jogo do Corinthians por uma TV em espaço cheio de gente. A forma como os paulistas de forma geral se relacionam com o jogo é um tanto diferente do que os cariocas. Apesar da rivalidade, ainda não enxerguei animosidade. A pilha é sempre sarcástica, porém nos limites da simpatia. No RJ é um tanto diferente: não há simpatia na relação entre torcedores rivais. É sempre tenso, mesmo entre amigos muito próximos. E, pra falar a verdade, não sei qual tipo de convivência eu prefiro :)

    Meu propósito de ver um jogo aqui em SP ainda está firme. Dia 31/05, se tudo correr bem, terei a oportunidade de ver o SPO X FLU, no Morumbi!

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  • Hamburguerias

    Uma das novidades de SP é a proliferação de hamburguerias. Aqui na região do Itaim é ainda mais forte. E eu, como amante de uma boa junk food, já conferi alguns. Abaixo a lista dos que já fui. O primeiro da lista é o melhor no meu gosto. Os outros são empatados, atendem a objetivos diferentes:

    • Hamburgueria Nacional: O melhor, até agora. Como todos os restaurantes da gastronomia contemporânea, o ambiente é o primeiro ponto a chamar a atenção. Mas não fica apenas no ambiente. Provei um hamburger com sabor de carne de verdade. E, o toque do sushiman (é, o dono do restaurante é um dos mais badalados de SP) é o hamburger com crosta de pimenta. Espetacular.
    • America Burguer: Faz um estilo “diner” americano. É gostoso e tem em todos os lugares. Já fui algumas vezes e o hamburger vale a pena.
    • Burger King: Your way, right away, at Burger King now! Tá, não é novidade e não é sofisticado. Mas o Whopper ainda é o melhor fast food que já comi!!!
    • General Prime Burger: Esta é mais uma hamburgueria assinada por um chef. Não conheço o cara, mas acho meio metido a besta (o cara). O hamburger é muito bom, mas como todo mundo dizia que era o melhor hamburger de SP, fui pra lá com uma expectativa muito alta. Não atendeu totalmente. O pão, sim, faz a diferença.
    • Hamburguinho: um clássico pé-sujo, bunda-de-fora. Balcão, 2 atendentes e um “chapeiro”, sem porta – o trânsito e o barulho da Faria Lima atrapalham. Mas é bastante honesto, apesar de não ser barato.
    • The Fifties: O primeiro que fui dessa safra de hamburguerias. Como não sabia da onde deste tipo de restaurante, achei bastante curioso. Ele faz um estilo “anos cinquenta” (duh!!) na decoração e nos uniformes. Mas, os sanduíches não tem nada de especial. E, se escolher errado, pode pegar algo MUITO gorduroso.

    Não sei por que a onda. Mas, dessa vez, não quis pesquisar os motivos do fenômeno. :) A questão não deve ser: “Por que Hamburgueria?” e sim “Por que não Hamburgueria?”

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  • Trânsito

    Não tenho do que reclamar de trânsito em SP. Afinal, vou a pé para o trabalho!!!

    Mas, nessa última experiência de dirigir nesta cidade só pude ter uma boa impressão. Minha primeira tentativa, para subir para a região da Paulista foi seguir a Nove de Julho. Porém ela estava bastante congestionada. Tomei um caminho alternativo e fui pegar a Brigadeiro. De lá, subi tranquilo (pois são 3 faixas para carros, enquanto a 9/7 tem 2 faixas para carros apenas, em função do corredor de ônibus).

    Tudo muito bem sinalizado, fui absolutamente sem mapas. Claro que para isso me ajudou a patologia que tenho de tara por mapas. Mas, a sinalização é boa. As pistas também são bem conservadas. Porém, as vias com grande tráfego, como as marginais, estão mal conservadas. Mas, fico pensando como seria a conservação delas interditando alguma faixa… Ia ser o caos.

    O rodízio de carros funciona. É raro ver carros descumprindo o rodízio. Acho que nunca flagrei nenhum na rua, muito embora alguns colegas afirmem que eles mesmo furam o bloqueio, apoiando-se na desculpa de distâncias curtas. Porém, pelo que vi aqui, acho que não tem perdão. Os amarelinhos (operadores da CET) estão em todos os lugares, canetas em punho, prontos para multar quem fugir do rodízio.

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  • Cheio de material jornalístico pro blog…

    Ontem peguei o carro do grande Rodrigo “Darci” emprestado para resolver um assunto lá no Paraíso e pela primeira vez dirigi realmente em SP. Teve uma vez que vim de carro pra SP, mas praticamente não contou, pois vim na quinta e voltei na sexta, guardei o carro na garagem. Aliás, o caminho que fiz na ida e na volta não teve praticamente nenhum desvio. A única esquina que virei na vinda, desde o Tunel Rebouças, foi a virada na Ponte Cidade Jardim, e já estava em casa!!! Passei pelas marginais Tietê e Pinheiros e cheguei direto no Itaim!!!

    Bem, com essa visita guiada ao paraíso, terei algum material bloguístico para postar aqui… Aguardem!!!

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  • Have been busy

    Bem, fiquei sem postar e peço desculpas a minha legião enorme de fãs!!! Estive atolado com as seguintes tarefas:

    Em breve mais novidades nesse novo layout. :)

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  • Jogo na TV

    Ver TV em SP também é uma experiência enriquecedora. Aqui, emissoras como RedeTV e Record tem um público considerável. Ontem, após ver a vitória do Flu de 4 a 0 sobre o Vila Nova-GO, rodei os poucos canais de minha TV a cabo ultra-junior (tenho Sportv, Multishow, GNT, GloboNews, Universal e Fox) e parei no canal Record, que estava transmitindo o jogo Brasiliense e Santos, que deu a classificação ao Santos na Copa do Brasil para a etapa das quartas-de-final.

    Quem narrava o jogo eu acho que era o Luiz Alfredo, um locutor que já passou por Globo, SBT e Record. E, ao seu lado, estava o Neto, aquele jogador do Corinthians, que a imprensa paulista sempre venerou, mas que a biografia era absolutamente limitada. É verdade que ganhou alguns títulos, e era muito bom batedor de falta, dos melhores. Mas isso não superava sua arrogância e capacidade de falar besteira.

    Luiz Alfredo parecia querer causar um ataque cardíaco nos seus telespectadores: numa tentativa de fazer o jogo parecer mais emocionante, para impedir que os zapeadores saiam do canal, ele narrava lances com uma emoção incontrolável. Mesmo os não-lances, como goleiro pegando a bola no tiro de meta ou toques laterais pelo meio de campo eram narrados como uma conquista intergaláctica.

    O Neto merece um capítulo a parte. Primeiro, não é jornalista (tudo bem, o Falcão também não o é na Globo) nem menos comentarista (isso o Falcão é): é torcedor. Pior, torcedor vendido, pois claramente torcia pelo Santos, que pelo que sei não é seu time de coração. Além de torcedor, dá umas de jogador-recalcado-aposentado-tentando-descolar-um-troco. Aliás, acho que esse é seu cargo na Record :) . Numa das pérolas do Neto ontem destaca-se: “Se é eu quem bato (sic), batia por cima da barreira. Aí era ‘caixa’!”.

    Nunca fui fã da transmissão da Globo. Tenho inúmeros comentários negativos sobre ela e seu líder Galvão Bueno. Porém, nunca tinha experimentado a Record. Essa é dureza!!!

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