Batendo papo com um amigo, numa dessas festinhas infantis da vida, ele me contou uma história, acontecida com ele, comerciante que é, que prova que, se nem todo urubu é bandido, a sua maioria segue essa cartilha.

Este amigo possui um restaurante no centro, com serviço de delivery. Além de ter que se preocupar com qualidade do atendimento, da comida, e da segurança para se manter no ramo, tem que se preocupar com caloteiros. E contou-me um de seus casos. Diz que atendeu um pedido por telefone para um endereço que depois foi saber que era falso. O entregador foi em direção ao endereço e, perto da Evaristo da Veiga, foi abordado por um sujeito na banca de jornal, dizendo-se o requisitante do pedido, que tinha descido para comprar o jornal e que poderia pagá-lo ali mesmo. Deu-lhe um cheque.

Poucos dias depois o cheque voltou, era roubado. De posse do cheque e do prejuízo o comerciante nada pôde fazer. Até que o mesmo sujeito tentar fazer um outro pedido (lembre-se disso, ilustre leitor). Desconfiado, quem atendeu o telefone garantiu que era a mesma pessoa. O amigo comerciante tratou então de atender o pedido e mandar junto com o entregador o seu segurança, que é PM nas “horas vagas”.

Passando pela R. Evaristo da Veiga, novamente na mesma banca, lá estava o dito cujo, “comprando seu jornal”. Ia aplicar o mesmo golpe. Quando providencialmente chegou o segurança, pressionando o sujeito à pagar seu calote. Amedrontado, levou-o a seu “escritório” e pagou o calote.

Meu amigo não sabia especificar, mas garantiu que o escritório era uma sede de uma torcida organizada do time do Leblon. Juro. Não é uma história em primeiro grau, acontecida comigo, mas tenho fé absoluta. Hoje, pela manhã, fui logo pesquisar e realmente uma de suas torcidas, a mais relevante, tem sede lá. Batata. Duvida? Faça essa busca no Google.

Malditos!