Considerações básicas sobre os eventos de ontem:

  • Flusão ainda não tem padrão de jogo, e carece de bons jogadores em duas funções: ataque e armação.
  • Porém, desde a copa de 94, quando iniciou-se a era de futebol de resultados, mais vale uma vitória de meio a zero do que o futebol bonito.
  • Os favelados mostram como se conduz o futebol: crentes que pegaram um dos adversários mais fracos desta fase, foram ao Uruguai achando que era moleza.
  • A esperança da torcida, porém, é louvável, bem como seu apoio durante e após o jogo: nenhum time tem a obrigação (nem ao menos a herança) de ganhar todos os jogos e campeonatos. Tem a obrigação sim de entrar em campo sempre pra vencer. Além disso, é ridículo apoiar o time e, em caso desfavorável, na mesma semana, gritar palavras de ordem, como queremos raça e que tais.
  • Apesar de dirigir meus esforços odiosos a personagens que representem a favela, como técnicos, dirigentes e líderes em campo, tenho que reconhecer que o Ney Franco, que parecia um arremedo de técnico, possivelmente um marionete, se mostrou uma grande surpresa: bom técnico, bom administrador, low profile (sem showzinhos à beira do campo) e educado e, o mais impressionante, um excelente “media man”: o comportamento deste nas entrevistas é irretocável. Obviamente é algo nato, visto que aquele clube do Leblon não é capaz de treinar nesse aspecto.