Leo Carbonell

I know a guy that knows a guy…

Archive for April, 2007

Alguém acreditou?…

…na reportagem que o Fantástico acabou de apresentar, que recebeu uma tentativa de sequestro relâmpago e gravou tudo, depois apresentando uma parte de serviço, mostrando como se precaver desse tipo de crime? Não viu? Veja aqui. Ou leia a matéria aqui.
Algumas coisas eu não engoli:

  • Os caras receberam o telefonema num telefone fixo?
  • Tinha um gravador a postos? Pronto para ser acionado na rapidez da gravação “Chamada a cobrar, para aceitá-la permaneça na linha”?
  • O bandido não percebeu o profissionalismo do Sr. Paulo? Logo de cara o Sr. Paulo já disse que tinha dinheiro, coisa de 50mil e estava disposto a liberar a grana!
  • Não percebeu também que estava sendo enrolado, ficando no teelfone por três horas?
  • Nem mesmo quando o Sr. Paulo indicou um endereço EM FRENTE ao prédio da Globo?
  • Será que durante 3 horas a Globo não conseguiu acionar uma patrulhinha que seja para abordar os meliantes na moto, logo após virar a esquina da Pacheco Leão? Não seria uma boa cena de perseguição?

Acho que a Globo não poria à risca sua integridade jornalística forjando tal situação, para atender seu perfil “Infotainment“. Pode ter acontecido, mas, se o tiver feito, é digno de uma perda astronômica de credibilidade.

UPDATE: Adicionei o link do wikipedia para a difícil palavra Infotainment e corrigi sua grafia.

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  • Cofey was here

    Dilema master em minha vida. Casei-me com uma farmacêutica. Juro que me causaria estranheza casar com uma, pois não conhecia muito o universo dos farmacêuticos, principalmente no Brasil onde a pesquisa é praticamente nula. Pra mim farmacêutico era apenas o pesquisador das drogas. Só não foi estranho (dentre outros motivos não relacionados à sua profissão) pois minha mãe também é farmacêutica, vejam só. Não me venham com complexo de édipo ou outros BS filosóficos, que é simplesmente uma coincidência.

    Tem sido divertido até agora. Aprendi muito sobre a profissão e sobre seu campo de atuação. Porém sempre me vem a dúvida sobre quem tem mais propriedade em tratar os assuntos de drogas, eles ou os médicos. A resposta natural seria os farmacêuticos, que conhecem bem as drogas. Mas os médicos conhecem os pacientes. Fica a dúvida, eterna.

    Outro dia assistindo Curb Your Enthusiasm vi um episódio que retratou fielmente essa dúvida. Vejam na edição abaixo. (Lembrem-se de ligar o espírito besteirol-pateta-ácido de quem assiste este seriado).

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  • Podem dizer o que quiserem, de violência a falta de conforto, mas um dos meus programas favoritos é ir ao Maracanã. Talvez até esses problemas ajudem o programa ficar mais pitoresco. Mas gosto mesmo é de ir ver o futebol e a festa das torcidas. Que espetáculo que elas fazem.

    Irá, nessa hora, o ilustre leitor amigo começar a pensar num comentário para me sacanear, já que meu time, o Flusão (que só me dá alegrias há 31 anos), não passa por uma boa situação. É verdade, não há como negar. Mas acalme-se ilustre leitor. O post é da paz.

    Gosto de ir ao maraca para ver futebol pois sou fanático pelo esporte. Se um dia for ao clássico caipira de XV de Jaú contra o XV de Piracicaba certamente ficarei nervoso, gritarei com os jogadores, me emocionarei. Adoro futebol. Não importa os times em campo. Agora o campo importa sim. E o maraca é o melhor deles. Acompanho jogos lá desde os 10 anos. Possivelmente fui a tantos jogos de Flamengo ou Vasco quanto fui aos do Flusão. É um programaço.

    Recentemente fui na sequência de jogos do Vasco em que o Romário tentava alcançar o milésimo gol de sua carreira. Infelizmente não aconteceu, em 3 jogos seguidos. O sujeito teve uma média de 3 gols por jogo durante o campeonato que até o mais otimista não esperava e não conseguiu fechar a conta em 3 jogos seguidos. Aqui vai uma crítica a essa imprensa esportiva e televisiva, a imprensa do ObaOba: não foram 4 jogos, já que no primeiro, contra o urubu ele teve apenas 10 minutos para tentar, já que entrou em campo com 998 gols. Além disso, um sujeito como o Romário está acima do bem e do mal no que se refere a sua habilidade em fazer gols. Tratar esses 3 jogos como uma “sina”, “calvário” ou “saga”, ou falar que isso levou o time da colina a sua ruína é não só uma burrice estatística e futebolística como também um desrespeito ao baixinho. Existia alguém melhor para o Vasco colocar naquele ataque? Alguém melhor que o Romário? Que time quer marcar gols colocando a equipe no esquema 3-6-1, com ele isolado lá na frente sem receber bolas? Façam-me o favor, respeito a quem merece o respeito.

    Bem, numa dessas aventuras recentes no maraca para assistir o Gol 1000 uma das “canções” mostra exatamente o que é o espírito encantador daquele estádio (e provavelmente o espírito de se assistir futebol no mundo inteiro). A música fazia alusão a um acidente acontecido em 91 ou 92, quando parte da amurada que faz a proteção da arquibancada cedeu, tamanha a quantidade de gente naquele jogo, empurrando alguns torcedores em direção a geral, numa queda de mais de 10 metros, causando a morte de 2 torcedores rubro-negros. O acidente é triste (e simbólico do descaso perene com o estádio). Mas é capaz de mostrar como se comportam as torcidas. Neste ano, 15 anos depois do acidente, a torcida cantava uníssona a seguinte canção:

    ô balancê, balancê
    escute que vou dizer
    a festa da raça está em extinção
    vocês viram na televisão

    coitadinha da raça
    a raça do urubu (tomou no cú)
    tentou voar no Maraca legal
    e caiu na geral

    E eu, obviamente, fui ao delírio, pois a cançào sacaneia meu maior desafeto, que normalmente acusa o golpe, tamanha é a ferida não curada. Não cantei, pois não me junto àquela gente lusitana. Mas, ver a torcida favelada sofrer, ah isso vale a pena em qualquer momento!!!

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  • Abuso

    Hoje estava no trabalho consolidando uma lista de palavras abusivas, para os sites que temos aqui. Como é de se imaginar, para quem não é do ramo, os sites utilizam-se de filtros de palavras para evitar que seus usuários, quando expressam suas opiniões, o façam de forma preconceituosa ou ofensiva, com cunho sexual em ambientes não-adultos.

    Revisar uma lista dessas é uma tarefa amena… Vou compartilhar com os amigos aqui, mesmo sendo um blog familiar, os mais curiosos da lista em inglês. A lista tem de tudo, tudo mesmo… Mas esses me eram desconhecidos! (Ah, coloquei o link da wikipedia para alguns dos termos! Clica quem quiser!)

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  • Joost

    Tornei-me beta tester do Joost, a nova recém-anunciada (e auto-proclamada) revolução da internet. Continua ainda limitado a quem se inscreveu. Consegui reservar meu nome “Carbonell” e efetivamente testá-lo, ainda de maneira light.

    Os caras arrebentaram. Tudo muito simples de usar, intuitivo e prático. O Joost é uma TV mundial cujos canais passam o que você quer ver, quando quer ver, não importando em que país esteja. Lá você pode ver programas inteiros, com uma definição espetacular (mesmo pra mim cuja definição do computador não é de uma TV) e praticamente nenhum loading de streaming. Não sei qual foi a jogada que esse pessoal arranjou (só para situar o leitor, o Joost foi lançado pelo mesmo pessoal que lançou os bem sucedidos Kazaa e Skype)
    Ainda peca na programação. Até agora encontrei 24 canais com vários programas cada. Mas, ainda, não tem nenhum dos grandes produtores de conteúdo (além da MTV). Provavelmente estes, a exemplo do que fizeram erradamente as gravadoras, vão tentar boicotar o joost até que não suportem mais. E a revolução não pára!

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  • Ipod, Itunes, Música e que tais

    Comecei a “ripar” nossa coleção de CDs aqui em casa. Ainda não fiz nem 20% e já ultrapassei 2GB de músicas, em CDs originais (esse orgulho é um resquício da minha época não pirateira!). Tenho muitas decisões a tomar a partir de agora:

    • Transformo minha aparelhagem de som doméstica em simplesmente caixas de som espalhadas pelos cômodos, levando um único ipod para abastecê-las, com os playlists desejados?
    • Ripei no formato ipod (quando eu vi já estava assim). Será que tenho que converter tudo ao mais universal mp3?
    • Devo comprar um ipod mesmo, no futuro breve… Qual devo comprar? E que lista de acessórios terei que ter?
    • E se faltar espaço no computador? :)
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  • Culinária, Web 2.0 e País-zinho sem memória

    Este final de semana optei por um lazer inusitado: decidi me aventurar na culinária, começando por assar biscoitos clássicos americanos, os chocolate chips cookies. Minha primeira pesquisa foi logicamente pelo Google que, também muito logicamente, apresentou o resultado da Wikipedia como o segundo mais relevante.

    Impressiona o Wikipedia, dia após dia. A quantidade de material de pesquisa disponível ali é avassaladora. Até hoje não encontrei nada que lhe fosse desabonador na disposição do conteúdo, embora tenha certeza que exista. Logicamente não procuro ali material específico ou didático (não sou como o personagem boçal de The Office, o chefe Michael Scott, que procura no wikipedia até sobre as técnicas de negociação).

    O que era uma simples procura por uma receita me levou a todo um histórico do cookie, formas de preparo distintas ou mesmo uma polêmica envolvendo a origem do cookie. Web 2.0 é isso! Compartilhar o conhecimento, utilizando-se de ferramentas e comunidades simples e relevantes. Uma pena, porém, que no Brasil este conceito não esteja difundido. É impressionante como na wikipedia brasileira não existe tantos “verbetes” nem tantos com tanta riqueza de pesquisa, indicando que o internauta brasileiro é menos colaborativo, prefere muito mais receber do que dar.

    Fiz uma comparação entre essa receita tradicional americana com uma procura simples por um clássico de nossa culinária caseira, o bolo formigueiro. Impossível encontrar. Bolo é possível, mas a qualidade da página brasileira (que menciona apenas 4 sabores comuns de bolos, sem detalhes), enquanto a mesma página em inglês é de uma riqueza ímpar, com um detalhamento de sabores impressionante.

    Outra característica do internauta brasileira, reflexo da população, é que é parte de um povo sem memória. Acredito que, mesmo considerando que nenhum especialista ou entusiasta desse tipo de culinária tenha tido tempo para editar um conteúdo sobre o bolo formigueiro, poderia apostar minhas fichas em que não há uma história documentada sobre tal bolo. Duvido que a história do cookie seja muito mais interessante do que a do bolo formigueiro ou do bolo mesclado. Esses devem ter surgido no período colonial, em grandes fazendas do interior de Minas ou no Nordeste, e provavelmente a história deve ter seus ingredientes anedóticos. Mas, nunca ninguém deve ter ousado documentar. Pode parecer bobeira minha mas nesses pequenos exemplos também se percebe que o Brasil, se não cuida de sua história, não consegue avançar para o futuro.

    Ah, os cookies ficaram ótimos!

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  • São Paulo é mais violento!

    É amigos, mesmo que a grande mídia queira acobertar o motor do país, São Paulo é uma cidade mais violenta do que o Rio de Janeiro. Vejam:

    • Quando morei em SP, durante meus 8 meses de estadia oficial, fui roubado não só uma, mas duas vezes. Alguém roubou as moedinhas que deixava no meu porta-treco em cima da mesa do trabalho.
    • Desde que voltei ao RJ, já há mais de 8 meses aqui, não tive minhas moedinhas roubadas em nenhuma ocasião.

    Essa é a prova mais concreta de que tudo o que vêm falando na grande mídia é uma mentira imprópria. :)

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  • Apagão + Tempestade = Caos

    First of all quero me desculpar com os amigos do blog pela ausência. Já me desculpei outras vezes porém o trabalho está me consãde Outubro/06 fui vítima do caos aéreo. Já voltei à ponte aérea diversas vezes desde minha volta do exílio, porém nunca tinha sido vítima, mesmo voando em datas críticas. Nesta semana ela me pegou em cheio, aliada a um dia de caos na cidade, em função de 1 tempestade galopante que atacou a cidade no meio da tarde. Cenas lamentáveis:

    • O engarrafamento na cidade foi monumental, a velocidade não passava de algumas dezenas de metros por hora. Por sorte o taxista que me levava ao aeroporto, após ficar uma hora num engarrafamento na Av. Morumbi fez uns caminhos alternativos pelas ruas do Campo Belo para me deixar em frente ao aeroporto.
    • Ao fazer este caminho sinuoso, mostras de que a cidade era de ninguém:
      • A Av. Roberto Marinho (antiga Águas Espraiadas) estava lotada de biscateiros tentando organizar o trânsito nos cruzamentos, cobrando algumas moedas dos infelizes motoristas, assemelhando a cidade com BRs ao longo deste país.
      • Inúmeras ruas internas com árvores tombadas, bloqueando a circulação
      • A maior região da cidade, a Zona Sul, estava totalmente às escuras, com um blecaute que durou mais de 3 horas e…
    • … atingiu também o aeroporto. Continuava meu calvário. O aeroporto funcionava apenas no gerador e o ar-condicionado estava desligado, deixando desconfortável (não pelo calor, mas pelo bafo que era gerado pelos milhares de passageiros à espera de seus vôos).
    • Alguns sistemas de reserva também estavam inoperantes. Assim, a TAM atendia literalmente na mão: os agentes de aeroporto emitiam cartões de embarque manualmente. Guardei o meu para provar!
    • E, obviamente, meu avião não estava lá me esperando. O vôo atrasou facilmente umas 2h, sem grandes informações do pessoal de terra da companhia aérea.

    Dia para esquecer!

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