Leo Carbonell

I know a guy that knows a guy…

Archive for December, 2006

Malditas cigarras

Uma das coisas que não suporto no verão é a chegada das malditas cigarras, enchendo a patavina com seu barulho insuportável entre às 17h e 19h. Pior que o barulho, que na verdade não é um problema em si, é ter que ficar trancado para evitar que uma bicha nojenta como essa entre novamente em minha casa. É, pois já tive casos delas entrando em minha casa.
Minha bronca com as cigarras é antiga. Acho que desde que, garoto ainda, ouvi uma história de que ela explodem ao final de uma cantoria. Fiquei impressionado. Mas, em função disso, me pergunto:

  • o que acontece com elas durante as outras estações do ano?
  • será que no verão acontece geração espontânea de cigarras?
  • qual a utilidade delas no ecossistema?

Não custa perguntar né?

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  • Carbonell-gadget

    Fui à SP outro dia e peguei um taxi que estava equipado com um navegador GPS. Percebi que fui substituído finalmente pela máquina!

    Quem acompanha o blog ou me conhece pessoalmente sabe que mapas sempre foi minha maior especialidade. No trabalho me chamavam de apontador. Me orgulhava até disso. Agora uma máquina de 25cmx10cm consegue fazer o que eu fazia de melhor!

    A maquininha é impressionante:

    • acompanha o trajeto do carro, com precisão de atualização de menos de 2 segundos e precisão de espaço de raio menos de 5 metros
    • permite que você indique o destino desejado e calcula o trajeto em menos de 10 segundos.
    • vai dizendo as direções em português brasileiro, em alto e bom som.
    • mesmo que você erre o caminho indicado ela recalcula o percurso em menos de 2 segundos, e insiste em te mostrar o caminho correto.
    • sem assinatura e num preço relativamente barato (R$2000)

    Tenho que procurar outro hobby. :)

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  • Picadinho

    Hoje almocei no Manolo, um tradicional de Botafogo. Mais tradicional ainda porque meu avô morou ali em frente e, se não me engano, eram conhecidos da rua (ah, esses espanhóis!).

    Todos os pratos dos comensais vieram muito interessantes e ninguém reclamou, todos pareceram satisfeitos. Menos eu. Pedi um picadinho (o que é arriscado, já que estamos mais pro final da semana) só que me serviram uma carne moída safada, parecia comida de hospital. Pô! Picadinho não é trituradinho!!! Tem molho e é pedaçudo!!!

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  • Rios de Janeiro

    O Rio tem esse nome, como todos sabem, pela impressão de foz que a Baía de Guanabara causava aos “descobridores” da cidade. Apesar de aquilo tudo não ser um rio, o Rio Carioca fazia as vezes de abastecedor da cidade em sua formação. Apesar dessa função, o Rio nunca foi uma cidade “clássica”, de cuja sobrevivência depende de um grande rio. Entre essas cidades clássicas pode se elencar praticamente todas as capitais européias (Paris/Sena, Roma/Tibre, Londres/Tâmisa, Budapeste/Danúbio, Lisboa/Tejo).

    Mesmo não tendo um grande rio, sempre tivemos uma grande quantidade de pequenos rios e canais. Porém, essa é uma situação que já não mais aponta no horizonte. Praticamente todos os rios e canais dentro da cidade são canalizados e estão em vias subterrâneas. E, quando não estão, apresentam-se à cidade seus traços de degradação ambiental.

    Outro dia O Globo publicou uma reportagem sobre o problema. Uma equipe de repórteres elegeu alguns rios e fez todo seu percurso, de sua nascente à sua foz, relatando todo tipo de problema. Meu problema (e o post fica perdido assim) é que não consigo encontrar a tal reportagem. O Globo Online conseguiu esconder os links de suas matérias e os links de busca. Uma pena. É praticamente uma punição a eles, pois eles roubaram essa pauta do meu blog. Explico: tinha esse post guardado há muito tempo, inspirado por uma vez que estava em meu ponto de ônibus na gávea, que é em cima de um rio canalizado (acredito que é um braço do Rio Rainha, que passa pela PUC) mas que tem uma pequena parte aberta, exatamente junto do ponto. Obviamente o rio é pequenino e absolutamente mal-cheiroso. O Globo, porém, utilizou-se de métodos excusos e avantajou-se de seu poderio econômico, com equipe de repórteres e suas máquinas digitais para combater minha humilde pauta. Mas não há de ser nada: quem é meu leitor e talvez não tenha lido a reportagem no Globo vai ficar também sem lê-la, num ato de protesto aos imperialistas ianques!

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  • Santander: o pior banco do mundo

    Já fui cliente de alguns bancos, a maioria em função de meus últimos empregos: Bamerindus, Unibanco, Itaú, Real, Boston, Banco do Brasil e agora sou cliente do Santander. Este se tornou o pior banco do mundo em minha experiência, bem ao contrário de sua propaganda oficial que, à época de Copa do Mundo, dizia-se ser o melhor do mundo eleito na europa, e ainda endossava sua imagem associando-se aos craques da fracassada seleção brasileira de 2006.

    Ora, o que esse banco tem de ruim? Pergunto ao contrário, o que ele tem de bom?? Em meus poucos 4 meses de “relacionamento” só tive problemas:

    • Ainda não tenho gerente exclusivo (apesar de chamarem minha conta de preferencial): uma gerente abriu minha conta, depois foi transferida e desde então não sei quem é meu atendimento primário.
    • Agências: a rede de agências no RJ é fraquíssima.
    • Nem sou de ir a agência. No Itaú eu nunca (repito: NUNCA) fui na agência, nem mesmo para abrir a conta. Porém, eventualmente é bom ter uma próximo, para sacar sem pagar taxa principalmente.
    • Tenho 5 chaves de segurança no Santander! Só para comparar no Itaú são 3 (senha do cartão, senha eletrônica e cartão de segurança para a Internet)
      • Senha do cartão (numérica)
      • Senha do cartão (alfabética)
      • Senha eletrônica do Internet Banking
      • Assinatura eletrônica do Internet Banking
      • Assinatura eletrônica do Phone Banking
      • isso sem contar um usuário (alfabético) que tive que criar no Internet Banking.
    • O banco inventou um novo tipo de DOC. Lá não é DOC-C (com CPMF) e DOC-D (sem CPMF). Eles inventaram o DOC-D (que é o mesmo) e o DOC-E, só pra confundir. Fácil não?
    • E, não há como fazer com que os DOCs que saiam do banco identifiquem os mesmos titulares no outro banco. Tenho a mesma ordem de E/OU no Santander e no Itaú. Porém, nunca consigo fazer um DOC-X (sem CPMF).
    • Os limites precisam ser autorizados APENAS na agência. Ora, nunca vou na agência, então tenho que seguir os limites padrão.

    Péssimo banco. Não recomendo.

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  • No boxe…

    … nunca aposte no branco. Esse é um quote de Corra que a polícia vem aí 2 1/2 que estou tropicalizando com: No samba, nunca aposte no branco! :)

    Outro dia tivemos a festa de final de ano da empresa. Festa estranha, gente esquisita (brincadeira, gente muito boa e num lugar bacana – Estrela da Lapa) onde foi anunciado um show de um tal Leonardo Fregonesi. Ora, imaginava que o local era um reduto do samba e choro, como a maioria das casas da Lapa. E o nome já me soou estranho quando li no convite.

    Chegando lá a surpresa se confirma. Era realmente um show de samba, porém de um garoto magrelo-branquelo, provavelmente oriundo da Barra, que fazia as vezes de sambista. Juro, o cara tinha malemolência e realmente compôs seus sambas. Não era de todo mal inclusive, mas a figura não era nada crível. O cara ficou no palco por dois atos de 40 minutos, cheio de trejeitos, num samba intimista. No segundo ato se meteu a chamar convidados pro palco, um mais sambista que o outro. Todos sambistas de velha guarda, o qual ele insistia em chamar de parceiros de longa data, dar beijo na testa, fazer reverências. A situação era inacreditável. O cara não tinha a menor pinta de sambista. No final das contas, não foi um bom show. Acho porém que ele foi vítima de preconceito de minha parte. :)

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  • Pendências

    Estou com uns 6 posts na gaveta, me aguardando para escrevê-los (costumo salvar uma idéia de post como lembrete). Só que o tempo tem me consumido. Tenho que começar a pensar na possibilidade de fazer disso um moblog (blog mobile), pois no ônibus teria tempo pra escrever :)

    Próximos posts, já prometidos ou rascunhados:

    • No boxe… (comentário sobre o boxe e o samba)
    • Santander…. o pior banco do mundo (auto-definido)
    • Lista de filmes brasileiros (scorecard)
    • Rios de janeiro (de tanto tempo que ficou na lista O Globo já me roubou a pauta)
    • Ciclovias do Rio (esse era ainda no período eleitoral)

    Os 18 leitores não perderão por esperar.

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  • Francisco

    Assisti outro dia o filme “2 filhos de Francisco”, auto-denominado o maior recordista brasileiro de bilheteria dos últimos tempos, ou como costumam chamar, depois da retomada. Mais uma vez, uma grande porcaria de filme!

    Esse filme “2 Filhos de Francisco” conta até uma história interessante, mas a edição a torna enfadante e piegas. A propósito já “erra” em seu título: ué? se 1 dos filhos do tal Francisco morreu num acidente, a história trata de 3 filhos de Francisco… Alguns nomes corrigiriam facilmente esse erro: “Filhos de Francisco”, “3 filhos de Francisco”, “7 filhos de Francisco”, “Francisco, Mulher e Filhos”. Fácil né?Considero que assisti bastante desses filmes brasileiros. A começar pelo Quatrilho, um dos filmes mais chatonildos que já vi. Foi o primeiro se não me engano a ser indicado ao Oscar após a retomada. A grande maioria se destaca por serem filmecos, que não estão nem no entretenimento diferenciado (com a linguagem novelística, da qual a Globo é grande culpada) nem no cinema protesto, que muito tentou se fazer por aqui. Num próximo post tento detalhar tudo o que vi de cinema Brasileiro, desde 1993, com notas.

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