Todos os que me acompanham no blog sabem de minha bronca com os empregos garantidos pela legislação. Profissões que já não possuem nenhuma utilidade mas que ainda sobrevivem graças a leis de políticos de olho nos votos da classe. Frentista foi meu exemplo mais clássico. Cobradores de ônibus também figuravam na minha lista. Porém, o que presenciei outro dia foi despropositado. Peguei um ônibus da linha 404, da Viação Alpha, convencional mas com arcondicionado, e lá estava ele: um vazio em frente à roleta. TIRARAM o cobrador. No lugar, tive que pagar a passagem ao motorista que tinha que providenciar o troco, liberar a roleta, olhar pra quem tava subindo, descendo e, não menos importante, dirigir um veículo de mais de 5 toneladas.

Ora, se quisessem tirar o cobrador, para economizar e tornar a operação mais eficiente (afinal não é caridade, é um negócio como outro) tinham que ter encontrado outra solução. Já tinha visto isso com frescões e micro-ônibus. Mas com linhas regulares não tinha visto ainda e creio que ainda não estamos preparados para isso.

Em ônibus que já subi no exterior vi alguns exemplos práticos de como poderiam implementar aqui nesse país tupiniquim:

  • recolhimento de dinheiro via uma “vending machine”, com ou sem a emissão de troco
  • pagamento exclusivo via passes de ônibus à venda em bancas de jornais (já existe o vale transporte eletrônico)
  • solução curitibana: pagamento das passagens apenas no ponto de ônibus.

O que não pode é o motorista fazer algo além de transportar os passageiros com segurança. Motorista-cobrador não dá!