Leo Carbonell

I know a guy that knows a guy…

Archive for December, 2006

10, 9, 8…

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  • Violência Urbana

    É. Estamos cada vez mais cercados. A portaria do meu trabalho foi metralhada nesta madrugada e esse não foi o pior problema: uma mulher morreu. O alvo era uma cabine de polícia mas, armados de fuzís, os bandidos metralharam tudo.

    Rezar pra não estar na hora erra e no local errado.

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  • Oi

    Ontem a coluna do Ancelmo Gois trouxe a notícia, confirmada hoje em reportagem, de que os orelhões da Telemar, que recentemente foram pintados de Oi, foram autuados pela prefeitura e ali tascaram um adesivo de Publicidade Irregular. Ora, realmente a prefeitura deve estar com pouco o que fazer né?

    • O anúncio desta mudança de orelhões (e de que cada vez mais a marca Oi irá substituir Telemar) já foi feito há mais de ano. Os orelhões já ostentam a marca da Oi há mais de 6 meses!!!
    • Que tal lei orgânica é essa que impede a veiculação de mensagens publicitárias nos orelhões? Publicidade seria se ali estivesse estampada marca de outra empresa.
    • Ora, falam tanto de publicidade irregular, falaram do s~imbolo do Bradesco na árvore da Lagoa, mas na entrada da Barra tem uma árvore de Natal da Vivo, com bonequinhos da Vivo e ninguém comenta nada. Penduraram um carro da VW no bondinho do Pão de Açucar e nada… Ora, orelhão é pinto perto disso.

    O que parece é que o Sr. Prefeito só aceita aquilo pelo qual ele intermedia (e leva sua comissão).

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  • Chaos

    A população tem pedido minha opinião, minha outorga, minha profecia sobre o caos que impera nos aeroportos e ares brasileiros. E eu decidi lhe satisfazer esse pedido, com minha análise fria, calculista e precisa.

    Fui usuário do sistema aéreo brasileiro durante grande parte deste ano de 2006. Conheço todos os buracos dos aeroportos, todos os sistemas de manipulação de reservas, todas as regras de preços de passagens. Saí-me muito bem nessa jornada, alcançando a melhor média relativa de preços de passagens GIG-CGH da história do trecho. Portanto minhas credenciais me qualificam para dar um basta na discussão amadora que vem se travando nos jornais (principalmente O Globo, dos imperialistas ianques) e encerrar por definitivo o problema!

    Brincadeiras à parte :) esse grande problema que se montou mostra que não somos um país sério nem mesmo temos um governo competente:

    • Antes do acidente do vôo da Gol não havia sinais de saturação do controle de tráfego. Pós acidente, sentindo-se pressionados pela opinião pública de que havia um erro em sua conduta no caso específico, essa classe de menos de 1000 profissionais sequestra milhões de usuários do sistema aéreo brasileiro e o governo assim o permite, deixando que eles implementem a “operação padrão”.
    • Não existe um plano de contingência do governo em uma situação como essa: esperou-se (e ainda espera-se) uma solução política. Mesmo que a situação se resolva em alguns meses pode-se esperar que os investimentos em equipamentos e pessoal serão subestimados.
    • A TAM, acusada recentemente de provocar parte do caos, acusada principalmente pelos principais responsáveis, a ANAC, MinDefesa e a INFRAERO, merece minha ressalva, meu indulto, caso realmente seja responsável por um overbooking acima da média. Ela é verdadeiramente uma companhia aérea diferenciada, com um histórico de respeito pelo consumidor muito acima da média, mesmo após a perda de seu grande dirigente. Se tiver sido responsável por parte, está perdoada, do alto de minha potência neste blog.
    • Funcionários da TAM abandonaram os postos de trabalho e os fotógrafos do imperialista ianque O Globo lá estavam para registrar o momento. Agora, onde estavam ao serem atacados pelos enfurecidos consumidores, que ameaçavam (ou iam as vias de fato) esses mesmos funcionários, tão impotentes em resolver o caos nacional quanto o governo?
    • Em resumo: tudo desencadeado pelo sequestro dos operadores aéreos, numa atitude corporativista, em proteção a outros funcionários da classe que, num acidente, num possível erro de operação, podem ter sido também um dos causadores do desastre aéreo. A proteção é válida, ainda mais se levando em conta as condições de trabalho a quais são submetidos, porém não podem fazê-lo à custa de cidadãos comuns, da roda da economia e da paciência geral.

    Tenho dito.

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  • Tudo é passageiro. Menos o motorista (e só)

    Todos os que me acompanham no blog sabem de minha bronca com os empregos garantidos pela legislação. Profissões que já não possuem nenhuma utilidade mas que ainda sobrevivem graças a leis de políticos de olho nos votos da classe. Frentista foi meu exemplo mais clássico. Cobradores de ônibus também figuravam na minha lista. Porém, o que presenciei outro dia foi despropositado. Peguei um ônibus da linha 404, da Viação Alpha, convencional mas com arcondicionado, e lá estava ele: um vazio em frente à roleta. TIRARAM o cobrador. No lugar, tive que pagar a passagem ao motorista que tinha que providenciar o troco, liberar a roleta, olhar pra quem tava subindo, descendo e, não menos importante, dirigir um veículo de mais de 5 toneladas.

    Ora, se quisessem tirar o cobrador, para economizar e tornar a operação mais eficiente (afinal não é caridade, é um negócio como outro) tinham que ter encontrado outra solução. Já tinha visto isso com frescões e micro-ônibus. Mas com linhas regulares não tinha visto ainda e creio que ainda não estamos preparados para isso.

    Em ônibus que já subi no exterior vi alguns exemplos práticos de como poderiam implementar aqui nesse país tupiniquim:

    • recolhimento de dinheiro via uma “vending machine”, com ou sem a emissão de troco
    • pagamento exclusivo via passes de ônibus à venda em bancas de jornais (já existe o vale transporte eletrônico)
    • solução curitibana: pagamento das passagens apenas no ponto de ônibus.

    O que não pode é o motorista fazer algo além de transportar os passageiros com segurança. Motorista-cobrador não dá!

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  • Feliz Natal

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  • Show do Los Hermanos - Na íntegra

    Conforme prometido, o show, em duas partes.

    Não se assustem. Não está editado, mixado ou pós-produzido, obviamente.

    Créditos: Blog Los Hermanos (pós editado por mim).

    Set List:

    Parte_01

    1. Dois Barcos (4)
    2. Primeiro Andar (4)
    3. O Vento (4)
    4. Além do que se vê (Ventura)
    5. O Vencedor (Ventura)
    6. Armação Ilimitada
    7. Condicional (4)
    8. Azedume (Los Hermanos)
    9. O Velho e o Moço (Ventura)
    10. Morena (4)
    11. Pois é (4)
    12. Último Romance (Ventura)

    Parte_02

    1. Casa pré-fabricada (Bloco do eu sozinho)
    2. Todo carnaval tem seu fim (Bloco do eu sozinho)
    3. Paquetá (4)
    4. Cara estranho (Ventura)
    5. Anna Julia (Los Hermanos)
    6. De onde vem a calma (Ventura)
    7. Quem sabe (Los Hermanos)
    8. Retrato pra Iaiá (Bloco do eu sozinho)
    9. Sentimental (Bloco do eu sozinho)
    10. Deixa o verão (Ventura)
    11. A Flor (Bloco do eu sozinho)
     

    icon for podpress  Los Hermanos - Morro da Urca 16/12/06 - Parte 01 [43:55m]: Play Now | Play in Popup | Download


     

    icon for podpress  Los Hermanos - Morro da Urca 16/12/06 - Parte 02 [47:22m]: Play Now | Play in Popup | Download

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  • Los Hermanos no Morro da Urca

    Graças a Deus eu fui nesse show!!! Outro dia escrevi sobre os shows que não tinha ido e que me arrependia e incluí o show do Cine Íris. Desde então fiquei na espreita para o próximo show aqui no Rio e o do último final de semana foi o escolhido. Eles entram em recesso por alguns meses agora então era uma oportunidade imperdível mesmo.

    O show começou com um atraso enorme. Iria começar 23.30h e começou 0.30h. Mas valeu a pena. Logo que a cortina se abriu o cenário mostrava que o show era da Turnê de 4, último disco, com músicas mais introspectivas e contemplativas. E realmente, no frigir dos ovos, a maior parte das músicas era deste último álbum. Porém, sabedores de que seu público nutre verdadeira devoção e normalmente performa uma catarse coletiva, principalmente nas músicas mais “pauleiras”, fizeram um bom ajuste entre os 4 discos lançados.

    A qualidade de execução musical do show, pensei na ocasião, foi muito “pior” do que a do Cine Iris, mesmo sabendo que estava comparando um DVD produzido com um show convencional. Reparava nisso pela concentração dos músicos e os eventuais acordes dissonantes. Porém, discutindo depois com uma amiga que foi no show do Cine Íris, conheci que o produto final foi resultado de inúmeros takes :-)

    Estou preparando um podcast com a íntegra do show. Na verdade será para eu mesmo ouvir durante os dias de trabalho. Mas quem quiser também poderá voltar aqui para ouvir o show. Lembrem-se, porém, que o registro é não-equalizado e não-produzido.

    Por ora, deixo um dos melhores momentos do show, a última música, ápice do evento.

     

    icon for podpress  Standard Podcast [3:55m]: Play Now | Play in Popup | Download

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  • Morro da Urca

    Outro dia fui no Morro da Urca, num show dos Los Hermanos (a ser coberto em um próximo post), na temporada de verão do Noites Cariocas. O show foi espetacular, porém a organização do evento me impressionou também pelo esmero.

    • Logo na chegada à Urca havia um pelotão de operadores de trânsito, vestidos de terno, orientando o público a utilizar o serviço de valet parking do evento, fugindo da armadilha dos flanelinhas. Detalhe: FREE! Óbvio que não é free-free… O ingresso, a suados R$90, subsidia esse mimo. Mas vale a pena. O serviço de manobrista é muito eficiente, com um espaço de vagas que deve chegar as 300 vagas facilmente (é num terreno de estacionamento diurno da UNI-RIO)
    • A pequena caminhada até o bondinho do Pão de Açucar é bem cercada de seguranças (apesar de a área já ser bem segura, por ser militar).
    • A entrada (em batch, ou seja, de 70 em 70 pessoas, a cada 5 minutos), que poderia ser crítica num evento como esse, foi muito bem organizada, colocando o público organizadamente em “currais”, esperando pacientemente. Como o show só começaria num horário definido e como havia um pré-evento (distribuindo a circulação por vários horários) a entrada não fico muvuquenta.
    • No bondinho, mais seguranças, impedindo que os bêbados pulassem, desestabilizando o veículo. Mas, não os impediam de se divertir, cantar, etc.
    • A propósito a quantidade de seguranças ao longo do evento todo é impressionante. Vários pela pista, pela área do Morro da Urca, ao redor do palco e lá embaixo na Urca.
    • Lá em cima os organizadores tentam monetizar ainda mais o evento. Quilos de estandes de empresas parceiras do evento, como a OiFM, Caixa, Unimed, A!BodyTech, SonyEricsson.
    • A propósito de novo sobre o ingresso, considerando a média de R$75 por ingresso(visto que a meia entrada deve ser maioria e custa R$62) e uma lotação máxima de 1300 pessoas, com R$100mil de faturamento de ingressos diários, R$200mil semanal e R$800mil no mês, durante apenas 3 meses no ano, a monetização dos espaços deve realmente complementar bem essa renda que, se não é pouca evidentemente, certamente não é exorbitante, tamanha a quantidade de serviços proporcionados.

    Surpresa boa!

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  • Casamento na Colombo

    Tivemos um casamento muito bom esses dias na Confeitaria Colombo. Parabéns a noiva (Cata, leitora assídua do blog) pela excelente festa e cerimônia, ou melhor, cerimônia e festa. :)

    Confesso que em princípio achei que por ser no Centro seria meio inseguro, já que a Colombo é numa rua de pedestres, sem acesso a carros e o centro do Rio é ermo nos finais de semana. Porém conseguimos estacionar muito perto, na Sete de Setembro e a casa colocou alguns seguranças nas redondezas, garantindo a tranquilidade.

    A casa é um espetáculo, muito bonita e confortável. O casamento deu show pois encheu os dois grandes salões e ainda sobrou espaço para dançar confortávelmente.

    Além da alegria de ver mais um casal amigo fechando o acordo é bom, como sempre, estar com os amigos em festas bacanas, sem preocupações com as crianças (devidamente alojadas em avós), sem hora pra sair, só investindo tempo em amizades. Valeu!

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