I know a guy that knows a guy…
2 Sep
Outro dia comprei pra mim algumas camisas novas e ontem usei uma delas. Ao me ver em um espelho durante o dia fui perceber que o botão junto do pescoço estava desabotoado, eu estava prestes a parecer um pagodeiro. Tem sido comum isso, considerando o tamanho colossal de meu pescoço!!! Nessa hora lembrei-me de mais um Seinfeld Quote
(Comentário pertinente: esta é a primeira piada do programa, no primeiro episódio em 89. Como ironia – ou homenagem – esta também é a última piada do programa, no último episódio em 98)
Episode: Good News, Bad News (Pilot)
Setting: Pete’s luncheonette. Jerry and George are sitting at a table.
JERRY: Seems to me, that button is in the worst possible spot. [talking about George's shirt] The second button literally makes or brakes the shirt, look at it: it’s too high! It’s in no-man’s-land, you look like you live with your mother.
GEORGE: Are you through? [kind of irritated]
JERRY: You do of course try on, when you buy?
GEORGE: Yes, it was purple, I liked it, I don’t actually recall considering the buttons.
JERRY: Oh, you don’t recall?
GEORGE: [pretends he's talking into a microphone] Uh, no, not at this time.
JERRY: Well, senator, I just like to know, what you knew and when you knew it. [a waitress approaches the table]
1 Sep
Sexta-feira passada, estava comprando um churros (é, eu como churros, não devia, gordo que sou, mas assumo minha falha!) quando um outro barraqueiro que já estava se preparando para ir embora falou com a menina do churros: “Olha só, esse aqui é o dinheiro do guarda, depois dá pra ele por favor.”. Ela, prontamente, colocou a nota de R$5 junto de um maço separado, que ela estava juntando pro guarda. Isso, enquanto eu esperava o meu com receheio de doce de leite.
Isso é comum, já chega a ser parte do cotidiano. E fazia todo sentido: era sexta-feira, 1 real por dia por barraqueiro (que ali nas imediações deviam ser uns 30). A caixinha do guarda é uma instituição de todos os trabalhadores que têm seus negócios na rua, quer legalizados (taxistas, jornaleiros, donos de botequim) ou marginais (à margem, como camelôs, flanelinhas, apontadores de bicho). É a caixinha da segurança.
Não me espantei ao ver tamanha cena infâme, porém cotidiana. Sei que acontece e sei que é a regra do jogo, nesse país miserável, principalmente aqui no RJ. Converso muito com taxistas e todos comentam essa regra. Mas pela primeira vez vi a situação. E cada dia percebo que não há solução, que é um país cada vez mais desprovido de valores.