Leo Carbonell

I know a guy that knows a guy…

Archive for September, 2006

Novas regras no Futebol I

Muitos não sabem, mas fui eu quem criei o spray utilizado por juízes de futebol no Brasil e que ainda não foi adotado pela Fifa. Bem, é verdade que nem a CBF sabe que fui eu o inventor disso: sempre que eu assistia jogos eu falava que eles deveriam utilizar alguma barreira visual para inibir os jogadores de avançar a barreira. Só não posso acusar a CBF de apropriação indevida pois nunca registrei meu invento. :)

Com esse background, e com minha experiência gigantesca com o esporte bretão (mesmo que nunca tenha postado sobre o tema) tenho total credencial para propor novas regras no futebol ou mesmo alteração nas regras atuais. Então, dona CBF, anote logo minhas sugestões, abaixo:

  • Impedimento (Opção 1)
    • Acaba a regra do impedimento! Para evitar essa que é a maior confusão do futebol atualmente, que dá emprego desnecessários a ex-árbitros na TV (todo mundo sabe apitar pelo replay), eu anularia a regra do impedimento. A responsabilidade é da zaga de marcar o atacante. Duvido que algum time coloque um banheira fixo e, se colocar, o outro time terá que ocupar essa posição. Com essa medida, os espaços no campo, hoje exíguos, aumentarão.
  • Impedimento (Opção 2)
    • Tá. Reconheço que a opção 1 não vai passar na FIFA. É muito ousada. A solução então seria a seguinte: impedimento por zonas. A exemplo do que acontece no futebol americano o campo seria dividido em zonas separadas por faixas. Se o atacante estiver na mesma zona que o penúltimo homem de defesa, mesmo que mais próximo do gol, ele não estará impedido. Assim acabamos com os impedimentos que são marcados por centímetros impossíveis de se apurar a olho nu e na jogada em movimento. Assim, também, com os emprego desnecessários de ex-árbitros na TV (todo mundo sabe apitar pelo replay).
  • Número de jogadores
    • Simples. Serão 10 jogadores em campo em cada time. Aumentaria os espaços disponíveis, hoje bastante limitados pela evolução da forma física dos jogadores.
  • 10 Comments
  • Filed under: Uncategorized
  • Meios de pagamento

    Umas de minhas manias mais assustadoras é a forma como dispenso meios de pagamento invalidados: cartão de crédito vencido ou cheque preenchido erradamente.

    Diferentemente do que vemos nos filmes, onde as pessoas cortam apenas 1 vez ao meio um cartão de crédio, eu costumo quebrá-lo em 4 a 6 partes, sem cortes retos (feitos com tesoura). Jogo tudo no lixo, mas, ainda não satisfeito, guardo uma das partes (normalmente onde aparece a bandeira e alguns dígitos do cartão) para jogar numa outra lata de lixo. E, pra garantir, jogo numa lata de lixo onde existe outro sistema de coleta (exemplo: casa e lixeira na rua). O mesmo vale para cheques, onde além destes procedimentos (em muito mais pedaços) ainda escrevo várias vezes NULO em todo a face do cheque!

    Freak total né? Coloca quem lê os ingredientes de shampoo no banho (eu incluso) no chinelo!

  • 2 Comments
  • Filed under: Uncategorized
  • Sanfoneiro do ônibus

    Outro dia entrei no ônibus, mais uma vez, e logo de cara fui surpreendido por um sanfoneiro animando os passageiros. Definitivamente é um passatempo muito melhor do que as balas de iogurte ou os torrones que os ambulantes tentam vender.

    O sujeito, que se chamava José Adriano tocava de tudo: começou com Roberto Carlos com “Como é grande o meu amor”, passou por músicas italianas (claro), alemãs e o Brasileirinho, clássicos da Parada Gay como “I Will Survive”, Rock’n'Roll e Twiste.

    Fez seu comercial, disse que estava também no orkut (não achei), cobra R$150 a hora para animar a festa (tanto quanto médicos e dentistas) e alegrou a galera. Mais curioso ainda foi que logo depois de eu ter subido no ônibus entrou um PIMBA daqueles brabos, quase hippie, que se animou, tascou uma Melodica da bolsa (Pimbas carregam melodicas na bolsa) e acompanhou o sujeito da sanfona. Mais atrapalhou do que ajudou, mas foi “plus a mais”. Viagem divertida essa!

  • 2 Comments
  • Filed under: Uncategorized
  • Acordando

    Hoje vi minha filha se levantando livremente da cama. Foi tão legal! Incrível, mas nunca (ou quase nunca) vejo isso: normalmente estou em outro quarto ou já fora de casa. Já acordei ela inúmeras vezes, mas a sensação é diferente, pois é um acordar obrigado.

    Ela acordou e ao se levantar já estava sorrindo, pensando em sua vida de criança, contando que faltava apenas um dia a mais para chegar o passeio do colégio que eles farão na quinta. O sorriso dela era tão sincero, tão doce.

    São as pequenas alegrias da vida que nos fazem seguir adiante mais confiantes!

  • 1 Comment
  • Filed under: Uncategorized
  • Highlights

    Aproveito o dia para separar alguns highlights da Carta endereçada pelo ex-presidente FHC aos correligionários de seu partido. A carta tem outros trechos interessantes, mas separo esses e dou meu apoio e respeito ao ex-presidente.

    “Para que não pairem dúvidas: é do Presidente e de seu partido (ou deveria dizer ex-partido?) que falo acima, pois são eles, inquestionavelmente, os responsáveis por deixar que os piores setores da política ocupem a cena principal, expondo o país às misérias a que todos assistimos indignados. E mais indignados ficamos quando vemos o Presidente e seus arautos passarem a mão na cabeça dos que “erraram” (como se eles próprios não fossem os culpados) com a desculpa de que “todos são iguais” ou, então, em versão mais sofisticada da mesma falta de vergonha, dizerem que “a culpa é do sistema”.”

    “…é descabido aceitar que a política econômica atual seja a continuidade da nossa. Sim e não. Mantiveram o que era óbvio (metas de inflação, câmbio flutuante e superávits primários), pois do contrário já estaríamos a ver os protestos das donas de casa contra a inflação e a carestia. Mas, sem avanços nas reformas e sem ousadia diante de um panorama favorável na economia mundial, o custo da aplicação dessas medidas será grande.”

    “Agora, diante da conjuntura eleitoral e para compensar os anos de carência, veio a bonança às custas do futuro: aumentos de salário, expansão das bolsas, expansão do crédito, antecipação do décimo terceiro salário dos funcionários etc.”

    “Isso sem esquecer do “aparelhamento” do estado, com as sucessivas nomeações de “companheiros” e aliados, sem a devida qualificação técnica. Processo que alcança grau máximo de irresponsabilidade quando são nomeados políticos derrotados ou apaniguados para ocuparem posições nas agências reguladoras, causando temor nos investidores dada a politização de uma área do governo cuja respeitabilidade e independência técnica é essencial para atrair investimentos.”

    “E não devemos temer a Bolsa-família. Ela não apenas resultou de programas que nós criamos (inclusive a preparação técnica para a unificação dos programas) como vem sendo desvirtuada pela velocidade eleitoreira com que cresce e pelo descuido na verificação da satisfação de requisitos para sua obtenção. E sobretudo porque tem sido feita no embalo da pura propaganda eleitoral, tornando um propósito saudável, pois inauguramos estes programas como um “direito do cidadão”, numa benesse do papai-Presidente. Na verdade por este caminho formar-se-á uma nova clientela do governo. Se a ela somarmos a clientela dos assentados pela reforma agrária que não são emancipados, quer dizer, que não produzem para pagar seus compromissos e dependem a cada ano de novas transferências de verbas orçamentárias, estaremos criando o maior exército de reserva eleitoral da história. Aí sim caberá o “nunca se viu neste país…”!”

    “É preciso dizer com todas as letras e toda a força que a privatização da Telebrás foi um sucesso absoluto, que o preço pago pelo que o Estado possuía dela (20% do capital total, embora de controle) talvez não corresponda hoje ao valor total das empresas de telecomunicações e que o povo se beneficiou enormemente, dispondo o país de um moderno sistema de comunicações, sem o qual não haveria internet nem modernização produtiva.”

    “Onde estão as PPP? Nenhuma saiu do papel, sem esquecer que quando privatizávamos, o Tesouro recebia recursos dos particulares enquanto que agora, com a filosofia lulista das PPP, dá-se o contrário: é o Tesouro quem dá dinheiro aos particulares para que eles invistam…”

    “Enquanto hesitamos na política externa, dando margem à difusão de que acreditamos que para combater o hegemonismo político-ideológico é preciso seguir a tradição populista latino-americana, nada fazemos para garantir acordos comercias que nos interessam, isolando-nos cada vez mais em um Mercosul enfraquecido por nossa falta de liderança. “

  • 0 Comments
  • Filed under: Uncategorized
  • Pulp Fiction

    Grande filme. Certamente está nas cabeças de meu Top Ten. Desde então virei fã do Tarantino. Já tinha visto “Cães de Aluguel” antes, mas só depois de Pulp Fiction reconheci seu trabalho.

    Uma das virtudes do filme é a trilha sonora. Meu irmão comprou o CD e ficávamos ouvindo o dia todo. O interessante da trilha é que (nunca vi isso antes… nem depois) entremeando as músicas colocaram faixas que eram passagens do filme: de um total de 16 músicas 3 faixas são exclusivamente cenas do filme e outras 4 são apresentadas junto de suas situações no filme, com diálogos e tudo.

    É curioso que meus dois primeiros posts sobre cinema aqui sejam de Pulp Fiction e Crash: os dois filmes apresentam dramas cotidianos que se cruzam por uma série de coincidências. Claro que no Pulp o enfoque é cômico enquanto no Crash é trágico. Mas, mesmo com a comicidade do primeiro, ambos retratam o problema e a banalização da violência em nossa sociedade.

    Uma das melhores “quotes” de Pulp Fiction está no podcasting abaixo. Replico o diálogo abaixo:

    JULES: Okay so, tell me again about the hash bars.
    VINCENT: Okey what do you want to know?
    JULES: Well, hash is legal over there, right?
    VINCENT: Yeah,It’s legal but it ain’t hundred percent legal, I mean, you just can’t walk into a restaurant,
    roll a joint and start puffin’ away. They want you to smoke in your home or certain designated places.
    JULES: And those are the hash bars?
    VINCENT: Yeah, It breaks down like this, ok, it’s legal to buy it, it’s legal to own it,
    And if you’re the proprietor of a hash bar, it’s legal to sell it.
    It’s legal to carry it, but…but that dosen’t matter, ’cause, get a load of this; all right,
    If you get stopped by a cop in Amsterdam, it’s illegal for them to search you.
    I mean that’s a right the cops in Amsterdam don’t have.
    JULES: Oh, man, I’m goin’, that’s all there is to it. I’m fuckin’ goin’.
    VINCENT: I know, baby, you’d dig it the most.. But you know what the funniest thing about Europe is?
    JULES: What?
    VINCENT: It’s the little differences. A lotta the same shit we got here,
    they got there, but there they’re a little different.
    JULES: Example ?
    VNCENT: Alright, when you …. into a movie theatre in Amsterdam, you can buy beer.
    And I don’t mean in a paper cup either. They give you a glass of beer
    And in Paris, you can buy beer at MacDonald’s.
    And you know what they call a Quarter Pounder with Cheese in Paris?
    JULES: They don’t call it a Quarter Pounder with Cheese?
    VINCENT: No, they got the metric system there, they wouldn’t know what the fuck a Quarter Pounder is.
    JULES: What’d they call it?
    VINCENT: They call it Royale with Cheese.
    JULES: Royale with Cheese. What’d they call a Big Mac?
    VINCENT: Big Mac’s a Big Mac, but they call it Le Big Mac.
    JULES: Le big Mac ! Ahhaha, what do they call a Whopper?
    VINCENT: I dunno, I didn’t go into a Burger King.
    But you know what they put on french fries in Holland instead of ketchup?
    JULES: What?
    VINCENT: Mayonnaise.
    JULES: Goddamn!
    VINCENT: I seen ‘em do it man, they fuckin’ drown ‘em in it.
    JULES: Uuccch!

     

    icon for podpress  Royale with Cheese [1:45m]: Play Now | Play in Popup | Download

  • 2 Comments
  • Filed under: Uncategorized
  • Monkey Business

    Sempre existe uma correlação entre o mundo real e o universo seinfeldiano. Vejam a reportagem sobre o “ataque” do macaco a uma visitante do Zoo do Rio e o Seinfeld Quote abaixo.

    Episode: The Face Painter
    Setting: Jerry’s Apartment

    Jerry enters his apartment carrying a bag of groceries. As soon as Jerry closes the door, we hear Kramer’s door open and close. That moment, Kramer walks in.
    Kramer: Hey, Jerry? You’re a smart guy, right?
    Jerry: No question about it.
    Kramer: Alright, you know I’m supposed to go on this special tour today with George’s girlfriend.
    Jerry: At the zoo?
    Kramer: Yeah, but before I met up with her, I stopped to look at the monkeys, when all of a sudden I am hit in the face with a banana peel. I turn and look and there is this monkey really laughing it up. Then someone tells me that he did it. Well, I pick up the banana peel and I wait for that monkey to turn around. And then I *whap* let him have it.
    Jerry: Kramer, you threw a banana peel at a monkey?
    Kramer: Well, he started it!
    Jerry: It’s a monkey, Kramer!
    Kramer: Well, he pushed my buttons, I couldn’t help it, Jerry.
    Jerry: Well, I still think it’s wrong.
    Kramer: Alright, alright, fine. You take the monkey’s side, alright, go ahead.
    Jerry: I’m not taking anyone’s side.

    ———————————–

    Setting: Zoo´s Office

    Kramer is in the office at the zoo.

    Mr. Pless: Ah, Mr. Kramer?
    Kramer: Yes.
    Mr. Pless: Thanks for coming.
    Kramer: So, uh, what did you want to see me about?
    Mr. Pless: Well, Mr. Kramer, to get right to it, we’re having a bit of a problem with Barry.
    Kramer: Barry?
    Mr. Pless: The chimpanzee.
    Kramer: Oh. Well, uh, what’s the problem?
    Mr. Pless: Well, he’s not functioning the way he normally does. He seems depressed. He’s lost his appetite. He’s even curtailed his autoerotic activities. And we think this is directly related to the altercation he had with you the other day.
    Kramer: So, so what do you want me to do?
    Mr. Pless: Well, frankly we’d like you to apologize.
    Kramer: Yeah, well he started it.
    Mr. Pless: Mr. Kramer, he is an innocent primate.
    Kramer: So am I. What about my feelings? Don’t my feelings count for anything? Oh, only the poor monkey’s important. Everything has to be done for the monkey! Look, I’m sorry.

  • 1 Comment
  • Filed under: Uncategorized
  • Fiscal de ônibus

    Reconheço que falo (e escrevo) muito sobre ônibus e trânsito. Talvez devesse ter sido engenheiro de tráfego. Porém lembro de um taxista paulista que conheci que tinha um recalque desses engenheiros (em SP a CET é muito atuante) dizendo que nunca tinha visto uma faculdade de engenharia de tráfego e que não todos não passavam de paspalhões (é, a CET é muito atuante :) ). Aí acho que estou bem sendo administrador (é… essa é a minha formação… de que serve eu ainda não sei :) ).

    Falo muito de ônibus e trânsito pois essa é a minha maior experiência! Ando de ônibus há mais de 20 anos. Nem de educação formal (talvez 18 anos em sala de aula) eu tenho tanta experiência!!! E a experiência é diária: usei carro diariamente apenas durante alguns períodos de faculdade e em um ou outro período de trabalho.

    Bem, voltando :) , eu até hoje não consegui entender a função do fiscal de ônibus. É um sujeito que fica anotando o horário porque cada ônibus de determinada empresa passa por um ponto. Tenho várias dúvidas a respeito deste sujeito: por que alguns anotam também o número da roleta, mesmo depois do bilhete eletrônico? por que outros não sobem no ônibus para anotar o mesmo número? alguém lê ou tabula esses dados? alguém já pensou em automatizar / informatizar essa função?

    Claro que para essas questões devem existir respostas claras (mesmo considerando a administração não-profissional deste setor. Mas ontem percebi uma situação que mostra que às vezes nem a empresa deve saber o motivo: em três pontos seguidos em botafogo havia um fiscal para o qual o mesmo motorista teve que gritar seu horário. Para não me acusarem de falsificador ou exagerado :) digo logo os pontos: praia de botafogo (em frente ao Botafogo Praia Shopping), Metrô Botafogo na S. Clemente, e ponto em frente ao Santo Inácio. A linha era 571, da São Silvestre.

    Creio que algum dia tal dúvida seja sanada :D

  • 4 Comments
  • Filed under: Uncategorized
  • Não vote II

    Vou me permitir pela primeira vez repostar. Revendo alguns programas políticos (e alguns links que chegam via YouTUBE) acho que é a hora de usar este artifício. Agora, darei exemplos. Clique nos links para verificar que tipo de político você não deve votar.

  • 1 Comment
  • Filed under: Uncategorized
  • Chove no Rio

    …e, andando pela chuva me molhando todo, lembrei de um seinfeld quote apropriado:

    Episode: The Jacket
    Setting: nightclub

    JERRY: I had a leather jacket that got ruined. Now, why does moisture ruin leather? I don’t get this. Aren’t cows ouside most of the time? I don’t understand it. When it’s raining do cows go up to the farmhouse, “Let us in, we’re all wearing leather.. Open the door! We’re gonna ruin the whole outfit here..” “Is it suede?” “I am suede, the whole thing is suede, I can’t have this cleaned. It’s all I got!”

  • 1 Comment
  • Filed under: Uncategorized
  • Twitter @carbonell

      Last.fm @carbonell

      Google Friend Connect