Falei pouco de eleições e política nesse período eleitoral. Devia ter escrito mais, “contra tudo isso que tá aí!” como diz a senadora alagoana. Mas não o fiz. Comecei esse período eleitoral decidido a anular meu voto. Já tinha anulado no plebiscito do ano passado, no que achávamos auge da crise de credibilidade do atual governo. Era uma decisão firme e propositada para o resto da vida. Mas não durou nenhum ano. Hoje estou vendo que terei que fazer voto útil, para tentar impedir que o Lula chegue lá de novo!

Bem, falando de eleições propriamente ditas, hoje fui até a Barra. (Meus leitores paulistas podem encher-se de inveja pois nessa minha nova temporada carioca estou curtindo bastante a cidade e os dias de inverno-primavera estão muito bonitos.) No caminho passei pelo mar de propaganda que infesta a cidade. Esse ano já está muito melhor, pois não há galhardetes nem outdoors. Mas os galhardetes humanos são terríveis.

Reparei na viagem à Barra uma grande quantidade de candidatos envolvidos no sistema de justiça: são policiais, delegados e juízes. Esse fenômeno é muito sintomático do problema grave de violência urbana que vivemos. Por isso esses candidatos, que ganharam alguma projeção na mídia, tentam a sorte. Veja os que listei, dos mais “sérios”:

  • Fernando Moraes: Esse é um delegado da DAS, que faz um destaque em sua propaganda com essas letras da Delegacia Anti-Sequestro. Não conhecia.
  • Zaqueu Teixeira: Foi chefe de polícia civil da Benedita.
  • Marcelo Itagiba: Secretário de segurança dos Garotinhos…
  • Álvaro Lins: Mais um chefe, no império dos Garotinhos…
  • Marina Magessi: Delegada…
  • Luiz Eduardo Soares: Mais um secretário de segurança…
  • Juíza Denise Frossard: um fenômeno…

Se vivêssemos num país sério, perguntaria: é melhor ter um bom policial na política ou deixá-lo em sua área de expertise? Mas, como vivemos aqui neste Brasil, e estes carinhas estão só querendo seu benefício, não coloco a pergunta no ar…