Continuando minha nova cartilha sobre as regras de futebol, que apresentarei a FIFA em conferência no final do ano, abaixo outras inovações:

  • Lateral com os pés.
    • Todo lateral é um escanteio em potencial. Assim, multiplicam-se as possibilidades reais de gol. É provável, porém, que isso gere um jogo de cruzamentos apenas, reconheço que é arriscado, mas não custa tentar, mesmo que seja opcional o lateral (pés ou mãos).
  • Falta técnica pelo atraso de jogo
    • Jogador que tocar na bola após o apito do juiz levaria o cartão amarelo. Como no basquete, após o apito só o árbitro pode tocar na bola. Acabaria com aquela história de o jogador ganhar tempo passando a bola de mão em mão até que a defesa toda se recomponha. Exceção seria feita ao pedido do juiz (quando a bola é isolada mas permanece dentro de campo).
  • Faltas coletivas cumulativas
    • A exemplo do basquete, novamente, o time que ultrapassar um limite de faltas por tempo de jogo começa a receber punições variadas (perder o último jogador faltoso por 5 minutos e/ou tiro livre direto e sem barreira da intermediária) que poderiam ser inclusive progressivas.
  • Faltas individuais cumulativas
    • Da mesma forma, jogador que ultrapassar o limite de faltas individuais fica fora de campo até o próximo tempo de jogo, sem possibilidade de substituições.
  • Poderes ao bandeirinha
    • Deram mais poderes aos bandeirinhas nos últimos anos. Ele hoje pode inclusive assinalar uma falta, mas precisa da confirmação do árbitro. E, hoje, se um jogador passa uma descompostura no bandeirinha fica por isso mesmo. Comigo no comitê de mudança de regras da FIFA eu daria apito aos bandeiras (marcou tá marcado) e cartões para eles distribuirem, quando for algum lance de responsabilidade dele. Com isso institui-se, como no basquete ou no futebol americano, um colegiado de juízes.
  • Tecnologia, com respeito ao que é humano
    • Sou contra o uso da TV para regular o juiz. Não é todo estádio que disporá desse recurso ao redor do mundo e, mesmo assim, a TV não será capaz de pegar todos os ângulos possíveis. O árbitro é humano, como os jogadores. Têm o direito de errar, como os jogadores. Porém, daria mais instrumentos tecnológicos aos juízes: chips nas bolas, comunicadores entre árbitros, cronometragem oficial de jogo (utilizando apenas o tempo de bola em jogo), scouts oficiais (para validar o uso de faltas individuais) e uma série de outros artifícios que possam auxiliar o juiz.