I know a guy that knows a guy…
31 Aug
Hoje tenho que repetir (multiplicar, como o pessoal de RH gosta de falar) a coluna de Cora Ronai hoje no Globo, a respeito de educação, repercutindo um programa da Oprah que passou nessa semana no GNT. O programa foi brilhante e o comentário da Cora foi muito bom complemento, adaptando a realidade do Brasil.
O Globo, porém, quer dificultar a internet. Eles já tinham impedido que qualquer material fosse copiado de seu conteúdo (ao clicar CTRL+C em qualquer página do Globo Online aparece uma mensagem alertando e impedindo o possível “roubo”) . E, agora, com o novo layout, ficou mais difícil eu linkar com a coluna da Cora e obviamente meus favoritos anteriores não funcionam. E eles ainda acham que fizeram isso em nome de Web2.0…
Bem, o programa apresentava um problema americano levantado por Bill & Melinda Gates que era o altíssimo nível de “drop outs” nas escolas americanas e a qualidade de ensino em franco declínio nos EUA. Chega a ser ridícula a comparação com o Brasil (e nisso a Cora vem a fazer o paralelo). Entre outros pontos importantes do programa estava o exercício de troca de escolas entre alunos do sistema público de uma escola rica e a outra pobre, para sentirem que as oportunidades já não eram iguais para todos. Outro ponto importante é a quantidade de dropouts nas escolas americanas, que chega a 1/3 do total de estudantes, que saem das escolas pois são tentados por ofertas de trabalho que resolvem suas vidas jovens porém não dão perspectivas de futuro.
O alarme do programa pode até parecer exagerado para nós, que convivemos num país de estúpida diferença de oportunidades e que a repetência escolar chegou a ser abolida por decreto. Chega a ser ridículo pois os políticos pensam que escola é prédio e não capital humano. E, mesmo nessa mentalidade mesquinha e eleitoreira, não conseguem dar uma solução digna de educação, com prédios que recém inaugurados já estão obsoletos.
Tenho vergonha de ser brasileiro ao pensarmos em educação. Educação hoje é simplesmente uma bandeira eleitoral tipo a seca do nordeste: tem que haver sempre o problema para sempre serem prometidas soluções mirabolantes.
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