Sou contra! (hehehe, tenho a impressão de ser um dos blogueiros mais mal-humorados do planeta!) Durante o período eleitoral alguns políticos fazem questão de apresentar seu currículo no exercício de cargos eletivos. Um deles é o Dornelles. Concordo com a propaganda que o Sergio Cabral faz dele que este deve ser o candidato a senador com maior currículo em todo o Brasil. Deve ser verdade, o que, porém, nem sempre é um benefício. Este sujeito, a exemplo do PFL, está na política desde que Cabral chegou perdido ao Brasil. Pra ele funciona às avessas a máxima espanhola. Com ele é: ‘Hay gobierno, me voy junto’!

Bem, uma das bandeiras deste político é ter “…proibido o sistema de self–service nos postos de gasolina, salvando o emprego de mais de 200 mil trabalhadores frentistas.”. Ora, podem me chamar de insensível, mas não consigo admitir que, mesmo num país miserável, tenhamos que ser submetidos a um sistema trabalhista que não privilegie a evolução e a tecnologia, mesmo que isso garanta alguns empregos a mais. Alguns por que tenho certeza q não seriam todos os postos por esse brazilzão que ofereceriam self-service. E duvido que tivesse um único posto exclusivamente self-service se tal lei não tivesse sido imposta para nós, cidadãos e consumidores. Eu preferiria pagar menos na gasolina se eu mesmo tivesse que colocá-la. Ou, às vezes, eu até pagaria a mais, se tivesse cansado ou bem arrumado para um casamento, por exemplo. Mas a decisão teria que ser minha, não deste sujeito. Aliás, como deve ser a auto estima de um desses frentistas que tem a certeza que sua função é supervalorizada exclusivamente por causa de uma canetada, pois na prática seria bem menor do que efetivamente é.

Este comentário vale também em outros casos, como trocador de ônibus, flanelinha-vaga certa, caixa de banco, entre outras. Na verdade alguns casos permaneceriam válidos, mas não todo esse contingente de pessoas. Aliás, sinto pelas pessoas, e reconheço que minha forma de pensar leva a um caminho perigoso, inclusive para meu caso profissional, mas tenho certeza que quando as pessoas se esforçam em função de uma situação adversa conseguem seus objetivos e mudar de ofício. Agora, amparar artificialmente profissionais exclusivamente por gatilhos legais não traz, no meu entendimento, nenhum benefício ao país.