I know a guy that knows a guy…
25 May
Uma das grandes soluções de trânsito que se implementou em SP foi o corredor. Ou, pelo menos, para mim parecia ser assim. Porém, tudo o que eu chamava de corredor era uma simplificação de 2 tipos de vias exclusivas para ônibus: corredor e passa rápido.
O corredor é uma faixa exclusiva de circulação de ônibus, porém sem grande alteração na engenharia local. É simplesmente uma faixa pintada no chão.
O Passa Rápido também é uma faixa exclusiva para ônibus (e taxis tripulados) porém tem o diferencial que as paradas podem ser tanto à direita como à esquerda. Os ônibus que atendem os Passa-Rápidos são especiais, possuem 4 portas.
Mais do que simplesmente uma faixa pintada no chão, os Passa-Rápidos requereram uma reformulação (com obras e provavelmente com superfaturamento :)) geral de toda a sua área de influência. Pegue-se o exemplo da Nove de Julho: ali, há alguns anos, haviam 4 faixas subindo e 4 faixas descendo, separados por um canteiro central. Sua obra de implementação deve ter diminuído o tamanho do canteiro central e, na maioria do seu percurso, permanecem as 4×4 faixas. Porém, as paradas na subida e na descida são desencontradas. Assim, junto a parada que sobe, por exemplo, há um recuo para os ônibus que param enquanto os outros ônibus podem continuar sua viagem, sem que toda a fila pare. 200m adiante o mesmo acontece, na pista inversa. As paradas são totalmente sinalizadas e confortáveis, com uniformidade visual ao longo da cidade.
O Passa-Rápido é uma solução simples. Provavelmente é uma obra cara, e deve gerar um transtorno incomparável durante suas obras. Porém, o benefício futuro é gigantesco. Mas, está baseado em respeito + “law-enforcement”. Em vários pontos de cada um desses corredores especiais existem os operadores de tráfego da CET (marronzinhos) e radares. Sem “law-enforcement” a sociedade organizada (trânsito, criminalística, corrupção, etc) não verá eficiência nas suas soluções.
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