I know a guy that knows a guy…
30 May
Diziam que era a invenção mais civilizada a se fazer (como o foi, também a proibição de fumo nos aviões e a marcação de lugares na ponte aérea). Porém, achei uma boa porcaria.
Outro dia fui ver Munique, de Spielberg, lá no Cinemark do Iguatemi. Não sabia dessa novidade. Quando o bilheteiro me perguntou qual lugar queria cheguei a olhar pro lado pra saber se era pegadinha :). O filme já estava em cartaz há algum tempo, então não havia nenhum motivo para isso. Mas, escolhi lá o lugar que o bilheteiro indicou como sendo o melhor.
A sala estava completamente vazia quando cheguei. Não fazia o menor sentido aquilo tudo. Porém, caxias como sou, fui lá pro meu lugarzinho, que afinal não era o melhor da sala. Resolvi arriscar então: mudei pra duas poltronas pro lado. O cinema não encheu mas, como era de se esperar (e como o bilheteiro sempre indicava o melhor lugar disponível) ficamos uns 15 carinhas, tudo amontoados na mesma seção do cinema enquanto outros lugares permaneciam vazios. E, euzinho, ainda tive que sair do lugar que eu tinha roubado.
Achei até a iniciativa válida, mas apenas para os blockbusters nas primeiras semanas.
26 May
Ontem fui conferir um dos mitos de SP: o Pastel do Trevo… Fui indicado de que lá havia um pastel do tamanho do ante-braço de um adulto! E com muito recheio! Cheguei a duvidar… Mas o que se aprende aqui é que não se deve duvidar das novidades…
O pastel é realmente muito grande, e muito gostoso também. Vem com muito recheio e chega a cansar-se ao comê-lo. Ele já vem partido ao meio, para facilitar a experiência. Fica ali na Nove de Julho com a José Maria Lisboa. Estava descendo da Paulista, para pegar um ônibus em direção ao Itaim e o primeiro ponto de ônibus era exatamente nessa esquina.
A casa é uma filial do Pastel do Trevo de Bertioga, cidade do badalado litoral norte de SP. A história que se conta (não pude conferir) é que esse estabelecimento fica exatamente no trevo rodoviário de entrada da cidade, daí o nome.
Vale a pena conferir o pastelão!
25 May
Uma das grandes soluções de trânsito que se implementou em SP foi o corredor. Ou, pelo menos, para mim parecia ser assim. Porém, tudo o que eu chamava de corredor era uma simplificação de 2 tipos de vias exclusivas para ônibus: corredor e passa rápido.
O corredor é uma faixa exclusiva de circulação de ônibus, porém sem grande alteração na engenharia local. É simplesmente uma faixa pintada no chão.
O Passa Rápido também é uma faixa exclusiva para ônibus (e taxis tripulados) porém tem o diferencial que as paradas podem ser tanto à direita como à esquerda. Os ônibus que atendem os Passa-Rápidos são especiais, possuem 4 portas.
Mais do que simplesmente uma faixa pintada no chão, os Passa-Rápidos requereram uma reformulação (com obras e provavelmente com superfaturamento :)) geral de toda a sua área de influência. Pegue-se o exemplo da Nove de Julho: ali, há alguns anos, haviam 4 faixas subindo e 4 faixas descendo, separados por um canteiro central. Sua obra de implementação deve ter diminuído o tamanho do canteiro central e, na maioria do seu percurso, permanecem as 4×4 faixas. Porém, as paradas na subida e na descida são desencontradas. Assim, junto a parada que sobe, por exemplo, há um recuo para os ônibus que param enquanto os outros ônibus podem continuar sua viagem, sem que toda a fila pare. 200m adiante o mesmo acontece, na pista inversa. As paradas são totalmente sinalizadas e confortáveis, com uniformidade visual ao longo da cidade.
O Passa-Rápido é uma solução simples. Provavelmente é uma obra cara, e deve gerar um transtorno incomparável durante suas obras. Porém, o benefício futuro é gigantesco. Mas, está baseado em respeito + “law-enforcement”. Em vários pontos de cada um desses corredores especiais existem os operadores de tráfego da CET (marronzinhos) e radares. Sem “law-enforcement” a sociedade organizada (trânsito, criminalística, corrupção, etc) não verá eficiência nas suas soluções.
24 May
É comum ouvirmos esse chavão de que TV é hábito. Emissoras que não atentam a isso, perdem seus telespectadores. Tenho certeza que com os blogs também é assim. Porém, nos últimos dias estou testando alguns formatos diferentes aqui no Blog, apenas para testar as possibilidades. Em breve defino um formato mais definitivo. Desculpem o transtorno. Estamos sempre em obras ![]()
24 May
Bem, nem tudo é maravilha em SP, como os leitores devem saber. Se não podemos chamar de “encantos”, o que poderia ser uma forçação de barra, a cidade tem grandes qualidades, a principal (até semana passada) era a de uma sensação de governança. Bem, isso já vimos que foi embora.
Mas, de uma forma geral as coisas são bem cuidadas aqui. Mas ontem tive um primeiro choque negativo. Fui no MASP, apenas para vê-lo. Não ia subir na exposição… sou mais um urbanista que um crítico cultural. Fui pra ver a obra imponente ver a relação dele com a Paulista. Antes de chegar no MASP pelo metrô já percebi essa mudança de conceito. Como chovia, várias poças se acumulavam nas calçadas, que estavam em estado de conservação lastimável. Já um ponto negativo.
Chegando no MASP a decepção: já era fim do dia e o museu estava fechado. Então, o grande espaço sob a marquise estava bem populado de moradores de rua, os “sem-teto” como devemos chamá-lo agora. E, também o calçamento ali sob a marquise está bastante mal-conservado. Não tinha como deixar de notar um certo abandono. O Masp é certamente um dos 5 principais cartões postais da cidade. Não é necessário gradeá-lo, mas deve ser feito algo para coibir esse abandono.
23 May
Realmente o frio se instalou em SP. Ajudados por uma chuva que cai hoje o dia inteiro, os termômetros já marcam 14º… O problema é que ainda é meio dia!!! Já tinha escrito sobre essa situação aqui e aqui. Mas estamos num crescente (ou decrescente). Talvez tenha que rever minha situação de casacos aqui ![]()
22 May
Bem, hoje de manhã, no Rio ainda, fiz uma burrada. Marquei o taxi como de costume para às 4.30am. Porém botei o despertador para às 4.30am também, e não às 4.00am como deveria. Qualquer imbecil deduz, então, que cheguei atrasado no aeroporto. Pior, quase que o taxista ouviu um esporro porque ligou o taximetro antes de eu chegar no carro!!! Antes disso, educadamente, ele me fez perceber que EU estava atrasado (obviamente ainda não tinha me tocado). Quando cheguei no aeroporto, 15min após o final do checkin, já fui com aquele ar de consumidor brasileiro dono de todos os direitos. Queria ser ressarcido de qualquer forma, queria logo levar uma vantagem: reembolso + viagem grátis, etc. Nada. O supervisor, muito educado também, já chegou dizendo que não havia vagas no vôo e que me colocaria num vôo do Santos Dumont sem custo adicional. Aceitei. O erro do supervisor foi não ter querido saber qual era minha situação: como eu já havia feito o checkin pela internet, eu já estava com meu assento garantido e quando ele afirmava que o vôo estava lotado ele não contava comigo dentro!
O Seinfeld Quote of the Day de hoje vai em homenagem aos supervisores deste país!
New scene.
Jerry and Elaine are in line at the rental car agency.
Agent: Can I help you? Name please?
Jerry: Seinfeld. I made a reservation for a mid-size, and she’s a small. I’m kidding around, of course.
Agent: Okay, let’s see here.
…
Agent: I’m sorry, we have no mid-size available at the moment.
Jerry: I don’t understand, I made a reservation, do you have my reservation?
Agent: Yes, we do, unfortunately we ran out of cars.
Jerry: But the reservation keeps the car here. That’s why you have the reservation.
Agent: I know why we have reservations.
Jerry: I don’t think you do. If you did, I’d have a car. See, you know how to take the reservation, you just don’t know how to *hold* the reservation and that’s really the most important part of the reservation, the holding. Anybody can just take them.
Agent: Let me, uh, speak with my supervisor.
The agent goes into an office with a window in the door so she can be seen speaking with someone.
Jerry: Uh, here we go. The supervisor. You know what she’s saying over there?
Elaine: What?
Jerry: Hey Marge, you see those two people over there? They think I’m talking to you, so you pretend like you’re talking to me, okay now you start talking.
Elaine: Oh, you mean like this? So it looks like I’m saying something but I’m not really saying anything at all?
Jerry: Now you say something else and they won’t yell at me ’cause they thought I was checking with you.
Elaine: Okay, that’s it. I think that’s enough, see you later.
The agent returns.
Agent: I’m sorry, my supervisor says there’s nothing we can do.
Jerry: Yeah, it looked as if you were in a real conversation over there.
22 May
Como a maioria dos meus leitores deve conhecer, sou um fã incondicional de Seinfeld, uma das séries de TV mais aclamadas de todos os tempos. Além disso, sou um “xará” do Jerry Seinfeld no quesito data de nascimento! E, ser fã, no meu caso, é quase patológico: não há nenhuma situação do dia a dia que não me remeta a qualquer um dos 180 episódios deste programa sobre o nada.
Por isso estou lançando esta seção “off-topic” no blog. É o Seinfeld Quote of the Day! Aqui apresentarei uma citação de um dos episódios e explicarei sua semelhança ao meu dia aqui em SP (tá, serve também quando estiver no RIO).
Aproveitem!
18 May
Meus posts estão cada vez mais escassos… O trabalho é que está intenso!
Uma das grandes novidades que encontrei aqui em SP é a loja Etna. Tal qual uma Tok Stok (que na verdade é tal qual a Ikea) esta mega-loja é um centro de produtos pro lar. Porém, o diferencial que ela tem em relação a Tok Stok é que a variedade de produtos é muito maior e, me pareceu, a qualidade deles também. Porém, ao contrário da TS, esta tem seções que inovam, como uma área de jardinagem, eletro-eletrônicos, iluminação e outras. E, além disso, a loja é MUITO maior!!! Perde, pra TS, porém, pela dispersão geográfica, que está presente em várias cidades, enquanto a ETNA está apenas em SP e em Campinas.
A loja está na Dr. Chucri Zaidan, de frente pra Globo. Porém por algum tipo de crise de identidade está anunciada como sendo na Berrini. Estas são ruas complementares, cortadas pela Roberto Marinho (antiga Águas Espraiadas, aquela do Maluf). Seguindo aqui pro lado do Itaim / Vila Olímpia a continuação dela é a Funchal, logo após a Bandeirantes. É perto, mas é longe!
É uma loja que vale a visita. Não se iluda se o site é uma porcaria, e que não tem e-commerce. Lá dentro é outra história!
15 May
Tenho que reconhecer que, após algum período de ausência do blog e após esse final de semana sangrento (que ainda não acabou), este meu último post abaixo ficou obsoleto e sem sentido.
Quando começou a onda orquestrada de violência no final de semana até pensei que o Itaim estivesse livre. Pensei nisso o final de semana toda. Mas, hoje de manhã, o taxista sepultou essa expectativa e afirmou que logo no começo mataram um sujeito aqui na Clodomiro Amazonas, distante algumas poucas quadras daqui.
A capacidade de organização do crime já foi visível em outro grande evento aqui em SP, quando em 2001 uma série de rebeliões em presídios deixou a cidade em choque. Era o mesmo PCC quem comandava a operação. No Rio, foi a segunda-sem-lei em 2003. Ora, se já estamos em meados de 2006, é de se supor então que não houve tempo para planejamento de ações e reações a eventos como esses pelos governantes dessas duas metrópoles.