I know a guy that knows a guy…
20 Apr
Ver TV em SP também é uma experiência enriquecedora. Aqui, emissoras como RedeTV e Record tem um público considerável. Ontem, após ver a vitória do Flu de 4 a 0 sobre o Vila Nova-GO, rodei os poucos canais de minha TV a cabo ultra-junior (tenho Sportv, Multishow, GNT, GloboNews, Universal e Fox) e parei no canal Record, que estava transmitindo o jogo Brasiliense e Santos, que deu a classificação ao Santos na Copa do Brasil para a etapa das quartas-de-final.
Quem narrava o jogo eu acho que era o Luiz Alfredo, um locutor que já passou por Globo, SBT e Record. E, ao seu lado, estava o Neto, aquele jogador do Corinthians, que a imprensa paulista sempre venerou, mas que a biografia era absolutamente limitada. É verdade que ganhou alguns títulos, e era muito bom batedor de falta, dos melhores. Mas isso não superava sua arrogância e capacidade de falar besteira.
Luiz Alfredo parecia querer causar um ataque cardíaco nos seus telespectadores: numa tentativa de fazer o jogo parecer mais emocionante, para impedir que os zapeadores saiam do canal, ele narrava lances com uma emoção incontrolável. Mesmo os não-lances, como goleiro pegando a bola no tiro de meta ou toques laterais pelo meio de campo eram narrados como uma conquista intergaláctica.
O Neto merece um capítulo a parte. Primeiro, não é jornalista (tudo bem, o Falcão também não o é na Globo) nem menos comentarista (isso o Falcão é): é torcedor. Pior, torcedor vendido, pois claramente torcia pelo Santos, que pelo que sei não é seu time de coração. Além de torcedor, dá umas de jogador-recalcado-aposentado-tentando-descolar-um-troco. Aliás, acho que esse é seu cargo na Record
. Numa das pérolas do Neto ontem destaca-se: “Se é eu quem bato (sic), batia por cima da barreira. Aí era ‘caixa’!”.
Nunca fui fã da transmissão da Globo. Tenho inúmeros comentários negativos sobre ela e seu líder Galvão Bueno. Porém, nunca tinha experimentado a Record. Essa é dureza!!!
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